sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Do contra

Um ditado, uma história,
uma festa, um fim de ano, uma viagem.
Ou é na contra-mão, na contra-regra, 
na contra-corrente, ou contrassenso,
contra a lei, ou só é do contra.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Pequenos frascos

Declarações significativas..
são feitas numa única e pequena frase.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O pai dos burros


Quase nunca falo de livros, embora adore ler.
Porque considero, livros uma escolha pessoal e intransferível.
Tá certo que o título me chamou atenção por causa das lembranças de infância,
das expressões do meu pai e de boas recordações.
Porém nem tem muito a ver com o contexto do meu passado,
mas ao mesmo tempo está muito ligado  à um sentimento que me persegue há anos,
quando leio artigos em jornais, revistas, blogs, sites, alguns livros; a
idéia de que os jornalistas e/ou escritores estão subestimando a inteligência
e a capacidade de compreenção ou abstração do leitor, posso até estar exagerando,
claro que nem tudo que está escrito é assim, mas  essas frases feitas e lugares-comuns
( .. ‘que tem origem no ‘medo do desconhecido’, no conforto medíocre de quem, preferindo não arriscar, se basta com fórmulas prontas ‘ –  H. L. Mencken )
se tornaram figuras de linguagens e clichês irritantes,  de pouca criatividade.
O livro é O PAI DOS BURROS de Humberto Werneck;
e como também tenho minha coleção parecida com a do autor,
e compartilho com ele a mesma aversão a pobreza de linguagem, 
vou criar aqui um espaço para citar essas frases feitas e lugares-comuns
pra distrair, criticar, irritar ou divertir quem vier me visitar.  
Para entender um pouco do que se trata o livro transcrevo um trecho:
”Se escrever vale a pena, deve ser para enunciar algo novo - e me parece um contrassenso,
sobretudo no jornalismo, tentar passar o novo com linguagem velha.
(…)Ele não pretende ser um index prohitorium. Nada de polícia.
Não se ofenda nem se avexe se encontrar aqui alguma ou muitas de suas expressões prediletas.
Há várias que também são minhas. O que se quer com esse livro é apenas recomendar desconfiança diante de tudo aquilo que, no ato de escrever, saia pelos dedos com demasiada facilidade.
Porque nada verdadeiramente bom costuma vir nesse automatismo.”

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fim de ano


Para qualquer dezembro encomendo: 
Dias de sol e beijos na boca
Manhãs de chuva para dormir até mais tarde,
Sonhos, ou um bom livro para noites insones
Amores possíveis para fazer feliz,
Mas somente um amor impossivel em toda a vida,
para contar as lembranças,  aventuras e desventuras aos netos.
Trilhas sonoras: dançantes, divertidas, emocionantes.
Amigos pra viajar, rir, brincar, dançar,
matar as saudades,  jogar conversa fora,
para abraçar, para chorar de emoção, sorrir
e ver o entardecer na rede,
o amanhecer na praia,
a lua no mar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ctrl+S

Coisas que não se salvam automaticamente
estão começando a me irritar.
Prevenir o imprevisível é banal
como a rotina de dias iguais.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

As escolhas

 

Sinto como se o tempo estivesse esgotando
saindo pelas frestas das janelas,
entres os dedos,  de baixo da porta
mais nada me anima; 
aguardo numa espera que me angustia,
numa vida que não quero
uma rotina que me consome
e me faz ver somente os limites
não saio do lugar, não me mexo
minha mente ainda tem pequenos desejos e 
planos, mas meu corpo esta estagnado,
conformado, deformado
quero mover, correr, partir
mas essa letargia me mantém refém
da paralisia que é minha vida agora.