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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Encontros e despedidas

 

 

La vita non è la stazione bensì il treno.

 

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Milton Nascimento

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Então,

 

standup


Caro Papai Noel

Tá muito frio por ai? Aqui esta um calor perfeito.
E justamente por isso que estou te escrevendo essa carta, sei que é nessa época que todo mundo faz seus pedidos de Natal, suas determinações para o ano novo, e eu pelo meu lado, não vou deixar pra lá essa característica tão humana.
Esse ano fui uma "garota" boa-zinha-, não me lembro de ter feito  nenhuma maldade, tudo bem, talvez algumas sacanagens, mas sacanagem não é do mau.
Comecei até me exercitar, com alguma determinação, tá bom, tá bom que iniciei no mes passado, mas tá valendo, né?
Trabalhei bastante, não muito, mas o suficiente. Paguei minhas contas em dia, mas não tem sobrado muito..
E é ai que você entra nessa história,  hoje fiz minha primeira aula de stand up - com pranhca e remos emprestados - foi um grande exercíco de equilibrio literalmente.
Tinha um ventinho de até 10 nós e ondinhas picadas de uns 20cm, acha que foi fácil? Que nada levei uns oitos tombos, no mar naturalmente, até conseguir ficar em pé e remar; num record pessoal, de 15 minutos remando sem cair. A melhor parte foi quando eu surfei nas ondinhas  de vinte centrímetros, fazendo um "downwind" o nosso famoso vento em popa de velejador.
Não fique achando que foi facinho, tenho certeza que antes do anoitecer terei uma enorme consciência corporal com todos os meus músculos começando a doer, mas não desisti, adorei o esporte, adorei a mobilidade, a sensação de liberdade.
Resumindo, rola de você deixar aqui uma prancha de stand up mais remo?
Anote ai o endereço do Aquarela - Oceano Atlântico Sul, sem número, cais I.
E ai véi se cuide, não pegue friagem, coloque um cachecol porque esse ano o inverno promete, e não se esqueça de mim.

PS: pode ser usada, na boa!! Valeu véi!!

terça-feira, 29 de maio de 2012

A cidade se cobre num tapete vermelho

 

 

colonia (12)

 

Chegamos nessa cidade numa manhã de outono, bem cedo. Quando o ônibus entrou na rodoviária, já havíamos decidido passar algumas horas por ali e depois seguir viagem. Deixamos as mochilas no guarda-volumes, compramos a passagem para ir a São Carmelo para o fim do dia. Colônia Del Sacramento seria somente uma visita de passagem, por recomendação de um amigo.
Mas que nada, alguns passos e a cidade te espera coberta por um tapete acobreado, todos os tons das folhas de outono cobrindo as ruas, não precisamos mais do que cinco minutos para decidir ficar mais um dia.
Achamos um albergue, fomos almoçar e, na hora da siesta, pegamos as mochilas e trocamos a passagem para o dia seguinte. E fomos caminhar pelas ruas estreitas, de pedras, entre as casas antigas de paredes com ângulos estranhos, as ruas de nomes em português, tudo singular e muito bem preservado. Nas ruas, carros antigos estacionados como esculturas ao ar livre completam o charme do lugar, alguns ainda circulam pela cidade, fazendo você entrar numa viagem no tempo para o início do século passado.
Depois da primeira praça coberta de folhas vermelhas e alaranjadas, como num filme, avisto o Farol Del Sacramento, que fica dentro da cidade, onde você pode agendar uma visita se quiser. Foi nesse momento que descobri que essa cidade entraria na minha lista de lugares especiais para morar, aqueles projetos que são mais que sonhos futuros, são desejos num cantinho do coração.
Ela está às margens do Rio da Prata, é um lugar abrigado para embarcações, e se surgir o desejo de ir até lá velejando, a marina tem bons preços para aqueles que se aventuram a chegar de barco.
Colônia Del Sacramento foi a única cidade de origem portuguesa fundada, em 1680, no Uruguai, disputada durante séculos pelas coroas de Portugal e Espanha. A cidade conserva ainda na sua arquitetura as características lusitanas da colonização, e boa parte das fortificações são originais da época do português Manuel Lobo, fundador da cidade. E em 1995 ela foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.
As principais atrações estão no Bairro Histórico: a Porta da Cidadela, onde se pode avistar toda extensão do Rio da Prata, cujas águas, embora escuras, tornam a paisagem muito bonita, principalmente ao entardecer.
A Rua dos Suspiros, que, segundo a lenda local, leva esse nome porque havia ali um prostíbulo de onde se podiam escutar os suspiros das moças que ali trabalhavam.
Tem ainda o Beco da Saudade, a Igreja Matriz e o Convento de São Francisco, a Casa do Vice-Rei, além, é claro, de todas as praças e bancos para se sentar e ficar observando o movimento das pessoas e carros antigos, do vento nas folhas das árvores. Há também muitas lojas de artesanato local, obras de artes, charmosos cafés com mesinhas nas calçadas.
Um pouco mais longe do centro histórico, está a Praça dos Touros no complexo real de São Carlos, um belo passeio que pode ser feito de bicicleta, são seis quilômetros de uma paisagem que por si só já fazem valer o esforço.
E assim desse jeito delicado, fomos sendo conquistados dia após dia pela pequena Colônia Del Sacramento. Depois da segunda vez em que mudamos a data da partida, a recepcionista da rodoviária tornou-se amiga, afinal adiamos nossa despedida da acolhedora Colônia Del Sacramento por quatro vezes, e ela sempre dizia ao nos ver: Hoy está más enamorado que ayer por mi ciudad, así hasta mañana! (Hoje estás mais enamorada do que ontem pela minha cidade, então até amanhã!)

Como chegar:
Colônia Del Sacramento está bem em frente a Buenos Aires, Argentina, na margem oposta do Rio da Prata. São quarenta quilômetros de travessia de barco, no Buquebus http://www.buquebus.com/ ou no Seacat http://www.seacatcolonia.com/ . O Ferryboat transporta carros de passeio e passageiros a pé.
Se vier de carro a partir de Punta Del Este, serão cerca de trezentos quilômetros de estrada, mais ou menos três horas de viagem. E, de Montevidéu, são cento e oitenta quilômetros, quase duas horas de ônibus ou carro.
Outra opção é o Aeroporto Internacional Laguna dos Patos, em Colônia Del Sacramento, que fica uns seis quilômetros do centro.

Dicas:
Assim que chegar, procure as informações turísticas para pegar mapas, guias, horários de funcionamentos dos museus, transportes urbanos, hotéis e o que mais precisar. Os uruguaios são muito educados e recebem bem o turista. Existem hotéis para todos os gostos e bolsos, com um denominador comum: quase todos têm internet e bicicletas para os hóspedes, e a cidade é praticamente plana.
Há muitos mosquitos no verão, por isso, lembre-se de levar repelente. Já no outono é frio, bastante frio por causa do vento constante e a proximidade das águas do Rio da Prata, a umidade aumenta mais ainda sensação térmica de frio.
Se você não tem muito tempo, o ideal é pelo menos ter três a quatro dias para conhecer a cidade, que oferece ótimos restaurantes, bares com música à noite e ainda shows e apresentações culturais quase todos os dias.

Artigo publicado originalmente na minha coluna Pelo Mundo, na Revista Vitrine RS

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Charme de Fiskardo

 

fiskardho L (6)

Sempre demoro a escrever sobre a Grécia porque é quase uma paixão, e fico achando que falo demais sobre esse pais azul! Azuis nas bandeiras, no céu, no mar e nos telhados das casas branquinhas das encostas das três mil ilhas gregas.
Hoje vou apresentar uma vila muito pequena que fica na ilha Cefalônia, Grécia: Fiskardho.
Conheço essa vila desde 2004 e, embora a visite anualmente, sempre quero voltar, porque além de ser um point de moda, é agradável, com muitas praias de águas azuis e suas pedrinhas brancas .
A pequena cidade está entre as montanhas e o mar, espremida numa estreita faixa de terra plana, com casas muito antigas de no máximo três andares e seus bares, lojinhas, bistrôs, cafés e restaurantes, iates e veleiros que circulam a orla.
Ao entardecer, fique de preguiça numa mesinha à beira mar, distraindo o olhar com os movimentos dos barcos nas águas tão transparentes que se pode ver peixes coloridos. Enquanto isso, prove um Frappe – uma bebida tipicamente grega de café gelado, com bailey’s, sorvete de creme, ou leite e gelo, muito gostosa.
A comida é outra atração, peixes frescos e frutos do mar, iogurte grego, que é o melhor do mundo. Atende a todos os gostos, inclusive vegetarianos, nas saladas gregas, no saganaki – queijo de cabra frito servido com limão siciliano. E, naturalmente, a tradicional Pitagyrros, servido num pão(pita) redondo frito no azeite grego, com carnes de porco, carneiro, frango – assadas como churrasco(gyrros) – tomate, cebola, batata frita e tzatzik (molho a base de iogurte, pepino grego, alho), tudo isso enrolado em formato de cone.
Nessa ilha existem ainda produtos muito característicos, de produção única, como o Vinho Robola. Visitar a vinícola é um ótimo passeio para as tardes nubladas. O mel da Cefalônia é muito particular, de gosto especial com um suave sabor de tomilho selvagem – vegetação nativa da ilha, encontrada em todas as encostas.
Pra quem gosta de ousar, conheça o Ouzo (a pronúncia é Uzo), uma bebida grega feita através da fermentação das cascas das uvas e aromatizada com anis – de alta graduação alcoólica, 37 a 50 graus –, licorosa e transparente, que fica com aspeto leitoso quando adicionado água fria e gelo, muito refrescante, servida sempre com aperitivos deliciosos gregos – Meze.
Caminhadas pela vila ao anoitecer antes do jantar são um charme, não só pelas lojas de artesanato local, como também para andar pela pequena floresta que leva ao farol, de cuja ponta se tem uma visão privilegiada das montanhas e do canal, que separa Cefalônia e Itaka – a ilha de Ulisses.
Fora da temporada de verão, a cidade e praticamente toda a ilha reduzem sua população para 30%, apenas os serviços básicos continuam funcionando. Nos meses de inverno, a ilha é completamente deserta, alguns hotéis fecham nessa época.
Mesmo estando em Fiskardo na ponta norte da ilha, existem muitos lugares para conhecer além das praias, onde a cidade oferece aluguéis de carros, motos, quadriciclos e bikes, a preços razoáveis. Aproveite para visitar o lado oeste da ilha, virado para o mar aberto, onde encontrará enormes penhascos, onde as ondas se jogam com força nas pedras e se vaporizam em milhares de gotas salgadas. O pôr do sol ali é mais um espetáculo, existem bares com decks sobre os penhascos, com bela música grega, ambientes alegres que combinam com férias.
Para comunicar-se na Grécia é preciso um pouco de inglês, os cardápios nos restaurantes costumam trazer fotos dos pratos. Quanto mais para o interior da ilha e fora da alta temporada, mais difícil se torna encontrar alguém que fale inglês fluente, mas isso não é nenhum problema, os gregos são muito educados e sabem agradar os turistas.
Aventure-se em cumprimentar os gregos na língua local quando estiver na ilha, você receberá de volta uma entusiasta e calorosa resposta. Agora umas dicas para receber um sorriso em troca:
Iasus – oi e tchau ( se diz ao entrar num lugar ou quando se vai embora)
Kalimera – bom dia
Kalispera – se diz depois do almoço, vale como boa tarde e boa noite
Kalinikita – é um boa noite para despedidas, quando não verá mais a pessoa.
Parakalo – essa palavra abre portas, significa: por favor, às ordens
Efikaristo – obrigado
Para os ousados, depois de alguns ousos – Ego se agapó / Eu te amo – se ouvir isso, provavelmente você está arrasando corações, mas se é você quem diz, talvez seja melhor parar com o ouso, pedir a conta e voltar para o hotel…
Festas gregas, daquelas em que se quebram pratos, você não vai encontrar em cidades turísticas, mas somente onde os gregos passam suas férias, longe dos lugares comuns para turistas. É possível que num restaurante simples, com mesas debaixo de árvores, aconteça de ter música ao vivo e de as pessoas se animaram um pouco mais e começarem a dançar. Nessa hora, peça outra bebida ou um café e aguarde, vai rolar grandes emoções e pratos quebrando no chão. É contagiante a alegria grega.

Pra chegar: Cefalônia tem um aeroporto internacional com voos de muitos países europeus e alguns do oriente médio e norte da África. Ou você ainda pode chegar até lá de Ferryboat , a partir de Atenas ou da Itália – várias cidades italianas.

Dica: Em Fiskardo existem pequenas pousadas, hotéis e casas para aluguel de temporada. Ou ainda, se gosta de mar e sabe velejar, há muitos barcos confortáveis para charter, que são uma boa pedida, porque, além de dormir a bordo e economizar as diárias do hotel, você ainda pode ir para a praia ou a ilha que quiser, além de fazer algumas das suas refeições a bordo – restaurantes nem sempre são baratos. Para quem não sabe velejar, é possível contratar o barco com um comandante, profissionais que normalmente falam vários idiomas, conhecem muito bem a região e são pessoas divertidas e de fácil convívio.

Artigo publicado na Revista on line Vitrine RS

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Golfinhos

 

Um dia muito cedo,
mas cedo de verdade
quase madrugada,
fui acordada muito delicadamente,
só pra ver que estava nevando,
minha primeira neve.
É mais ou menos igual
quando navegamos
e acordamos todos  a bordo
só para ver os golfinhos que apareceram no nosso turno!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Encontre Venezia

 

 

venezia (48)

 

Por tantos anos estive tão perto dessa cidade e tão longe, ao mesmo tempo. Somente agora depois de nove anos cheguei a Veneza. Depois de todas as fotos que vi, guias que li, de gente falando bem e mal, quando desembarquei em Veneza foi amor a primeira vista.
Férias é assim nos deixa com vontade de não voltar mais pra casa, de viver aquele momento pra sempre.
É uma cidade (ilhas) sem carros, de casas dividindo suas paredes com o mar, um leve abandono, devido à idade avançada, nas casas da gente comum.
As flores e as roupas penduradas do lado de fora das janelas, os entregadores, carteiros, prestadores de serviço, lixeiros, tudo funciona e caminha sobre as águas.
Aqui os nativos não são obesos, para ir a qualquer lugar, fazer compras, escola ou ir trabalhar, tem que caminhar muito, subir e descer pontes, a vida é a pé.
Ruas, becos, sottopasso, vielas, todos tem nomes e histórias. Um bom mapa ajuda a achar o caminho de volta. Existem muitos roteiros: o das pontes, dos castelos, das igrejas, dos museus pra conhecer, reserve pra isso o tempo proporcional à importância que você dá a essas atividades, e não porque os guias dizem que é visita obrigatória.
Depois o resto do seu tempo que dispõe aqui, caminhe sem rumo, sem mapa, sem destino, encontre uma ponte, escolha um banco de praça e viva seus momentos de tranquilidade ao entardecer, saboreie um tiramisù - um doce de café cujo nome quer dizer “me levanta”- às margens do grande canal, ande por onde vivem os nativos, vá às restaurantes dos locais, você comerá bem e num preço bem honesto.
Em Veneza o sorriso é coisa fácil, todos parecem felizes, se vê casais enamorados por todos os lados, deve ser a cidade mais procurada para lua de mel.
Mas se estiver só, não se preocupe a cidade tem muito para oferecer . Eu por exemplo, fico horas observando as pessoas passarem, seus sotaques, a dança dos gondoleiros equilibrando-se ao remar de um lado só.
E por falar em gôndolas naturalmente, o passeio de gôndolas é o ápice, se é pagar mico de turista, pague (não é barato), a cidade de dentro d’água é ainda mais linda e romântica, e ir a Veneza e não andar de gôndola é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa.
A vida aqui pode ser tranquila, não tem roubo (esqueci meu guia num comércio, voltei pra buscar depois de horas e estava no mesmo lugar que deixei ), nem violência.
Para a costumar com tanto turista, é só fazer como os venezianos criar uma vida paralela, com seu dialeto, com seus segredos e particularidades, como as crianças de patinetes, os jovens com ares de proprietários do pedaço, protegendo-se de tanta gente.
Mas não se ofenda, turista, a cidade vive do turismo e tem plena consciência disso, farão você se sentir muito bem acolhido. Para pedir informação, se você falar italiano, é um momento de diversão, principalmente se tiverem mais de dois nativos, eles vão ficar dissertando qual o melhor caminho e como chegar lá, um tentará convencer o outro que do seu jeito é melhor.
Nisso já está pensando que esqueceram de você, mas não se preocupe chegarão a um acordo e depois com um sorriso explicarão como chegar aonde quer ir. Mas não diga o que planeja fazer, senão a conversa não terá fim.
De um modo geral no comércio encontrará gente bem informada e que falam muitas línguas, menos o português é claro. Mas sabem muitas coisas sobre o Brasil, além do futebol é claro.
Se é caro? Não mais caro que Roma ou Florença. Se é turística?  Sim tem centenas deles caminhando pelas ruas, nas gôndolas e nos pontos turísticos. Mas saindo do lugar comum pode encontrar cantinhos agradáveis, ângulos perfeitos como num cartão postal.
Se chove, não mais que o lugar onde moro (Angra dos Reis) na primavera, se tem mal cheiro para ser sincera não senti nada mais que o odor das algas na maré baixa.
Os passeios pelas ilhas vizinhas como Murano, famosa pelos trabalhos em vidros, Burano uma ilha de pescadores e ainda Lido de Venezia que são as praias e onde acontece o Festival de Cinema e a Bienal, valem à pena fazer todos se tiver tempo, e basta meia jornada, pra cada um, para conhecê-lo.
Minha máscara já esta reservada para uma próxima viagem que será no inverno para o carnaval veneziano.
Veneza é um lugar para se perder e assim descobrir suas belezas, no labirinto dos seus canais, no charme do seu passado.

Como chegar: De avião tem um aeroporto perto, no continente, que oferece um serviço de transporte marítimo a um preço de 6,50 euros até Veneza – se tiver mais que uma mala por pessoa costumam cobrar o dobro.
De trem: tem linhas de todas as grandes cidades italianas, a Estação Santa Lucia de Venezia é dentro da ilha é só caminhar para onde quiser ir. Os serviços de transporte marítimos, são eficientes, tem muitas paradas com as informações do horário e as rotas. De carro pode deixar no estacionamento depois da ponte, já na primeira ilha, também com preço mais alto do que se deixar no continente e pegar um ônibus (1,30 euros) para ir até Veneza que são 20 minutos no máximo. Todos os bilhetes, de barco ou ônibus podem ser comprados nas bilheterias da Piazza Roma ou nas tabacarias.
Se organize e compre antes, lembre-se de validar antes de entrar, se deixar pra comprar já dentro do veículo custa mais caro. Taxiboat para o aeroporto custa em torno de 50 euros por pessoa.

Dica: Leve pouca bagagem, mala de rodinhas de preferência; lembre-se que não existe carro nas ilhas, você terá que carregar sua bagagem pra cima e pra baixo (existe um serviço de carregador – negocie o preço antes, mas será sempre caro - mínimo de 30 euros dependendo da distância).
Leve sapatos confortáveis para as horas de caminhadas e roupa adequada para a época do ano que for viajar.
Lembre-se que de novembro a abril parte da cidade fica inundada por poucas horas alguns dias por causa das grandes marés de lua. Assim como também acontece em Paraty no Brasil.
Se couber no seu bolso, fique hospedado em Veneza para não ter o limite dos horários dos transportes para a volta; senão têm outras centenas de opções, no continente, Mestre, Fusina, Padova, Vicenza. Todos esses lugares tem acesso fácil, diariamente e perto para as ilhas.
Existem muitos guias bons sobre Veneza, estude os mapas e site da cidade. Qualquer outra dica pode escrever para a coluna Prazer em conhecer.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

senza voglia di adio

 

venezia (192)


No último dia em Veneza, sai sem mapas,
sem planos, sem fotos.
O último passeio teve a impressão de eterno
O último sorvete de café  não era mais adocicado
O último spritz não refletiu os contornos do entardecer
A última música na praça era apenas triste
Despedir é tão ruim
que amarga a saudade previamente.
E a gôndola não me levou pra passear nas águas venezianas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Existe

 

 

venezia (158)

Amor à primeira vista..
Claro, foi assim comigo,
quando cheguei em Venezia.
Há anos tento achar meu lugar no mundo
Existem vários paraísos que adoraria morar por um tempo
Mas  Venezia, quero morar já, sempre.