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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Então,

 

standup


Caro Papai Noel

Tá muito frio por ai? Aqui esta um calor perfeito.
E justamente por isso que estou te escrevendo essa carta, sei que é nessa época que todo mundo faz seus pedidos de Natal, suas determinações para o ano novo, e eu pelo meu lado, não vou deixar pra lá essa característica tão humana.
Esse ano fui uma "garota" boa-zinha-, não me lembro de ter feito  nenhuma maldade, tudo bem, talvez algumas sacanagens, mas sacanagem não é do mau.
Comecei até me exercitar, com alguma determinação, tá bom, tá bom que iniciei no mes passado, mas tá valendo, né?
Trabalhei bastante, não muito, mas o suficiente. Paguei minhas contas em dia, mas não tem sobrado muito..
E é ai que você entra nessa história,  hoje fiz minha primeira aula de stand up - com pranhca e remos emprestados - foi um grande exercíco de equilibrio literalmente.
Tinha um ventinho de até 10 nós e ondinhas picadas de uns 20cm, acha que foi fácil? Que nada levei uns oitos tombos, no mar naturalmente, até conseguir ficar em pé e remar; num record pessoal, de 15 minutos remando sem cair. A melhor parte foi quando eu surfei nas ondinhas  de vinte centrímetros, fazendo um "downwind" o nosso famoso vento em popa de velejador.
Não fique achando que foi facinho, tenho certeza que antes do anoitecer terei uma enorme consciência corporal com todos os meus músculos começando a doer, mas não desisti, adorei o esporte, adorei a mobilidade, a sensação de liberdade.
Resumindo, rola de você deixar aqui uma prancha de stand up mais remo?
Anote ai o endereço do Aquarela - Oceano Atlântico Sul, sem número, cais I.
E ai véi se cuide, não pegue friagem, coloque um cachecol porque esse ano o inverno promete, e não se esqueça de mim.

PS: pode ser usada, na boa!! Valeu véi!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Charme de Fiskardo

 

fiskardho L (6)

Sempre demoro a escrever sobre a Grécia porque é quase uma paixão, e fico achando que falo demais sobre esse pais azul! Azuis nas bandeiras, no céu, no mar e nos telhados das casas branquinhas das encostas das três mil ilhas gregas.
Hoje vou apresentar uma vila muito pequena que fica na ilha Cefalônia, Grécia: Fiskardho.
Conheço essa vila desde 2004 e, embora a visite anualmente, sempre quero voltar, porque além de ser um point de moda, é agradável, com muitas praias de águas azuis e suas pedrinhas brancas .
A pequena cidade está entre as montanhas e o mar, espremida numa estreita faixa de terra plana, com casas muito antigas de no máximo três andares e seus bares, lojinhas, bistrôs, cafés e restaurantes, iates e veleiros que circulam a orla.
Ao entardecer, fique de preguiça numa mesinha à beira mar, distraindo o olhar com os movimentos dos barcos nas águas tão transparentes que se pode ver peixes coloridos. Enquanto isso, prove um Frappe – uma bebida tipicamente grega de café gelado, com bailey’s, sorvete de creme, ou leite e gelo, muito gostosa.
A comida é outra atração, peixes frescos e frutos do mar, iogurte grego, que é o melhor do mundo. Atende a todos os gostos, inclusive vegetarianos, nas saladas gregas, no saganaki – queijo de cabra frito servido com limão siciliano. E, naturalmente, a tradicional Pitagyrros, servido num pão(pita) redondo frito no azeite grego, com carnes de porco, carneiro, frango – assadas como churrasco(gyrros) – tomate, cebola, batata frita e tzatzik (molho a base de iogurte, pepino grego, alho), tudo isso enrolado em formato de cone.
Nessa ilha existem ainda produtos muito característicos, de produção única, como o Vinho Robola. Visitar a vinícola é um ótimo passeio para as tardes nubladas. O mel da Cefalônia é muito particular, de gosto especial com um suave sabor de tomilho selvagem – vegetação nativa da ilha, encontrada em todas as encostas.
Pra quem gosta de ousar, conheça o Ouzo (a pronúncia é Uzo), uma bebida grega feita através da fermentação das cascas das uvas e aromatizada com anis – de alta graduação alcoólica, 37 a 50 graus –, licorosa e transparente, que fica com aspeto leitoso quando adicionado água fria e gelo, muito refrescante, servida sempre com aperitivos deliciosos gregos – Meze.
Caminhadas pela vila ao anoitecer antes do jantar são um charme, não só pelas lojas de artesanato local, como também para andar pela pequena floresta que leva ao farol, de cuja ponta se tem uma visão privilegiada das montanhas e do canal, que separa Cefalônia e Itaka – a ilha de Ulisses.
Fora da temporada de verão, a cidade e praticamente toda a ilha reduzem sua população para 30%, apenas os serviços básicos continuam funcionando. Nos meses de inverno, a ilha é completamente deserta, alguns hotéis fecham nessa época.
Mesmo estando em Fiskardo na ponta norte da ilha, existem muitos lugares para conhecer além das praias, onde a cidade oferece aluguéis de carros, motos, quadriciclos e bikes, a preços razoáveis. Aproveite para visitar o lado oeste da ilha, virado para o mar aberto, onde encontrará enormes penhascos, onde as ondas se jogam com força nas pedras e se vaporizam em milhares de gotas salgadas. O pôr do sol ali é mais um espetáculo, existem bares com decks sobre os penhascos, com bela música grega, ambientes alegres que combinam com férias.
Para comunicar-se na Grécia é preciso um pouco de inglês, os cardápios nos restaurantes costumam trazer fotos dos pratos. Quanto mais para o interior da ilha e fora da alta temporada, mais difícil se torna encontrar alguém que fale inglês fluente, mas isso não é nenhum problema, os gregos são muito educados e sabem agradar os turistas.
Aventure-se em cumprimentar os gregos na língua local quando estiver na ilha, você receberá de volta uma entusiasta e calorosa resposta. Agora umas dicas para receber um sorriso em troca:
Iasus – oi e tchau ( se diz ao entrar num lugar ou quando se vai embora)
Kalimera – bom dia
Kalispera – se diz depois do almoço, vale como boa tarde e boa noite
Kalinikita – é um boa noite para despedidas, quando não verá mais a pessoa.
Parakalo – essa palavra abre portas, significa: por favor, às ordens
Efikaristo – obrigado
Para os ousados, depois de alguns ousos – Ego se agapó / Eu te amo – se ouvir isso, provavelmente você está arrasando corações, mas se é você quem diz, talvez seja melhor parar com o ouso, pedir a conta e voltar para o hotel…
Festas gregas, daquelas em que se quebram pratos, você não vai encontrar em cidades turísticas, mas somente onde os gregos passam suas férias, longe dos lugares comuns para turistas. É possível que num restaurante simples, com mesas debaixo de árvores, aconteça de ter música ao vivo e de as pessoas se animaram um pouco mais e começarem a dançar. Nessa hora, peça outra bebida ou um café e aguarde, vai rolar grandes emoções e pratos quebrando no chão. É contagiante a alegria grega.

Pra chegar: Cefalônia tem um aeroporto internacional com voos de muitos países europeus e alguns do oriente médio e norte da África. Ou você ainda pode chegar até lá de Ferryboat , a partir de Atenas ou da Itália – várias cidades italianas.

Dica: Em Fiskardo existem pequenas pousadas, hotéis e casas para aluguel de temporada. Ou ainda, se gosta de mar e sabe velejar, há muitos barcos confortáveis para charter, que são uma boa pedida, porque, além de dormir a bordo e economizar as diárias do hotel, você ainda pode ir para a praia ou a ilha que quiser, além de fazer algumas das suas refeições a bordo – restaurantes nem sempre são baratos. Para quem não sabe velejar, é possível contratar o barco com um comandante, profissionais que normalmente falam vários idiomas, conhecem muito bem a região e são pessoas divertidas e de fácil convívio.

Artigo publicado na Revista on line Vitrine RS

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Golfinhos

 

Um dia muito cedo,
mas cedo de verdade
quase madrugada,
fui acordada muito delicadamente,
só pra ver que estava nevando,
minha primeira neve.
É mais ou menos igual
quando navegamos
e acordamos todos  a bordo
só para ver os golfinhos que apareceram no nosso turno!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Destino a seguir

 

Tudo pronto para partir
Só a espera que se prolonga
Um detalhes que se atrasa
Tem um mar azul que espera
e um vento que sopra segredos
é hora de soltar as amaras
e nos deixar levar ao sabor dos deuses gregos.

sábado, 23 de abril de 2011

Jorge sentou praça na cavalaria


Oxossi aylodá yamalabê
Yambelequê yorô
Odé matá coroná

sacodoceu

Vermelho foi o céu e o mar. Vestidos nas cores do fim do dia.
”E eu estou feliz porque eu também, sou da sua companhia
Eu estou vestida com as roupas e armas de Jorge”

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Maluquinha do Mar

 

Caburé (8)

Pra quem conhece a  minha história, entenderá minha simpátia por esse barquinho, e não vou dizer mais nada. Quer saber porque… leia no link.       

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ou tem uma eternidade ou foi ontem mesmo

 

 

Aquarela, dias antes da partida

 

No dia 3 de março de 2003 – num sábado de carnaval -, à 15h30, há quase 40 milhas da costa do Espírito Santo, já no través de Barra do Riacho, numa viagem em solitário, meu veleiro Aquarela perdeu o leme, não foi uma avaria, quer dizer não quebrou, simplesmente ele desembarcou, afundou no mar de Iemanjá, fiquei a deriva por quase uma hora, até que ancorei no meio do nada.
Daí a história continua no diário de bordo no site do Aquarela, se tiver curiosidade pode  clicar aqui  para ler esse relato.
Isso aconteceu há oito anos e por acaso hoje me lembrei, na memória parece que foi ontem, na rotina que a vida me leva parece uma eternidade.

domingo, 2 de novembro de 2008

Conversas de domingo

 

RegSaveiroitaparica (25)

 

Começa cedo,
mas leva o dia todo,
para partir!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A coroa na maré

 

itaparica (5)

 

Acordei ouvindo Astor Piazzola.
Fiz as pazes com o paraíso roubado,
e mergulhei nas águas mornas de Itaparica.