Escrevo
não exatamente só o que penso,
mas detalhes que observo.
Livro de cabeceira: histórias e outras conversas; nos mares, nos barcos, nas viagens, em todos os lugares. Tudo o que vi, conheci e vivi... ou ainda vou querer.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Minha casa
Meu espaço é limitado, fisicamente limitado.
Os limites são um sofá, pouco cômodo;
uma mesa alta incomoda, almofadas murchas,
uma TV a cabo que o controle muda de canal infinitamente
e por último o portátil que uso o tempo todo;
para me comunicar, informar, desabafar,
escrever, ver e publicar: não exatamente o que penso,
mas detalhes que observo.
quinta-feira, 19 de março de 2009
O Diabo rezou
Ser mulher é uma coisa que estou dispensando,
é que já vem com um encargo que abro mão.
Pode até ter o lado bom, mas tem um preço alto.
Como dizia o pai de uma amiga:
o diabo rezou no serviço de casa;
todo dia faz, todo dia tem que fazer de novo.
Vou querer brincar disso não!
terça-feira, 17 de março de 2009
Começar e trabalho
As vezes tenho determinações irrevogáveis,
mas as boicoto com armadilhas.
Tenho um querer incansável,
e uma preguiça mortal e paralizante.
Não me movo senão quando é tarde demais.
Agora estou aqui para me livrar desse estigma
Escrever até não ter mais nada a dizer,
nada para pensar e escrever, escrever, escrever.
Moral da história
Quanto mais eu vejo as notícias, o caos político,
mais decepcionada eu fico com a humanidade.
Por príncipio não seria preciso uma lei
para agir com ética e honestidade.
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Jogos de brincar
Nascer mulher era uma coisa que nunca me incomodou
Aliás nem fazia a menor diferença,
Sempre abracei a vida e o mundo com intensidade,
paixão e coragem. Medo nunca tive !
Mas de uns dois anos pra cá, cansei..
enchi, não quero mais brincar disso!
Se houver uma outra rodada, vou mudar de time.
domingo, 8 de março de 2009
Facilidades
As coisas sempre complicam
quando a gente se esforça pra isso.
Simplificar seria muito básico.
Clima e tempestade
Eu queria tanto contar para trás.
Diminuir os dias e aumentar o tempo bom.
E se puder escolher da proxima vez, vir do outro lado.
sexta-feira, 6 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
De volta pra casa
Minha casa não tem paredes ou teto
Nem portas ou janelas,
Não tem ruas, nem trânsito
Não tem endereço, nem vizinhos
O quintal é grande, mas não é meu.
Guardo na memória seus aromas e suas cores.
Minha casa é esse paraíso que visito
sempre que tenho saudades.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Baia da Ilha grande
Minha casa é móvel, viajo com ela
pra onde houver mais de 2m de água sob a quilha
Mas ao ver a ilha grande já me sinto em casa.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Das coisas que vi e guardei na memória
Ao anoitecer, fomos passear na vila, Maraú,
ainda estava enfeitada com luzes de Natal.
Vi uma menina entretida, sozinha, distraída no seu jogo,
encher um copo descartável, branco
com as pequeninas luzes vermelhas da decoração.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Livre
Me sinto assim acuada por loucuras externas.
Quero sair sem rumo, sem limite, sem objetivo,
Ver as coisas, as pessoas, me misturar e confundir
Com tudo que vejo e tudo que não sei.
Ando cansada da coerção, da neura ,
da tristeza alheia que contamina.
Mundo esta perdendo o encanto.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Felicidade carioca
Desde ontem a vida tem sido mais leve, deve ser o sol, o vento e o rio.
O sorvete, as vitrines, todas essas coisas que fazem daqui um lugar de férias.
A arte, os livros, as possibilidades, um ar qualquer de improvisso, e urgência.
Uma sorte de acordar do lado certo da cama.
Bom dia ao meio dia, ao entardecer espero, lá do alto, o sol se despedir.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O Rio de Janeiro por Simone de Beauvoir
“O solo eriçou-se de montanhas denteadas, de “dedos de Deus”, e picos sem vegetação, de pães de açúcar; descobri uma baia semeada de inúmeras ilhotas e tão vasta que meu olhar não conseguia abarcá-la por completo. Rio. A beleza de Copacabana é tão simples, que nos cartões postais não a percebemos: foi preciso algum tempo para que ela penetrasse em mim. Abria minha janela no sexto andar; entrava no meu quarto um vapor quente, com um fresco odor de iodo e sal, e o marulho das grandes ondas. A linha dos altos edifícios abraça, em seis quilometros de extensão, a curva doce da vasta praia onde morre o oceano; no meio, uma avenida rigorosamente lisa: nada atrapalha o encontro das fachadas verticais com a areia plana; o despojamento da arquitetura harmoniza-se com a nudez do solo e da água. Uma única mancha de cor, na brancura da praia: pipas de aluguel, vermelhas e amarelas, com manchas pretas. Era inverno, e só se percebiam raras silhuetas, paradas ou em movimento, entre a calçada e o mar. De manhã cedo passam as empregadas do bairro; depois, por volta das 8h, as pessoas que trabalham durante o dia; e finalmente os ociosos e as crianças. Poucos tomam banho: as ondas são fortes demais; há enseadas e praias mais protegidas em outros lugares; em Copacabana as pessoas molham os pés, estendem-se ao sol e jogam futebol. Era difícil pensar que essa solidão indolente, que o esplendor bruto do oceano e dos rochedos pertenciam a uma grande cidade compacta e febril. À noite, uma bruma com cheiro de estufa peneirava as luzes dos edifícios e o neon dos cartazes: e nada mais no mundo se poderia desejar, além dessa cintilação e dessa fresca umidade.
O bairro morre junto a uma rocha cortada por algumas ruas, mas que geralmente se atravessa por túneis. Por toda a cidade do Rio há morros e pedras que interceptam suas ruas, e que são atravessados subterraneamente por avenidas. Esses monte são cobertos de vegetação, e a floresta invade a cidade, sitiada também pelo oceano: nenhuma outra grande cidade pertence tão integralmente à natureza. Um passeio de carro pelo Rio, é uma sequência de escaladas e de curvas, de quedas imprevistas, de descidas íngrimes, com bruscas e magníficas descobertas sobres os rochedos da costa, com seu colar de praias…”
Texto do livro A força das coisas / Simone de Beauvoir em sua visita ao Brasil em 1960
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Assim eu vi o Rio
Declaro que chegar no Rio pelo mar, é uma visão que impressiona não só pela beleza, mas os tons, as sombras, as cores, a grandeza, a beleza das montanhas, as ilhotas, o mar, a baia que une tudo num denominador comum, as águas (poluidíssimas infelizmente) do Atlântico; e ainda uma ponte gigantesca como a hospitalidade brasileira. Embora os cariocas reivendiquem a posse da cidade, o Rio é de quem a ama (e tem milhares de cariocas por adoção), com todos seus problemas de cidade grande, de quem se deslumbra e fica sem fôlego quando deita sobre a cidade o primeiro olhar. Eu que tenho até carteira de identidade, passaporte e namorado carioca, ainda me encanto e fico sem palavras a cada vez que entro no Rio pelo mar; afirmo e dou fé que é a cidade mais linda do mundo (que eu conheço, naturalmente) chegando-se pelo mar.
Assinado: Christina, paulista de nascimento, mineira por criação e carioca por adoção.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Abel Aguilar
Hoje a notícia é triste, porque a morte de um amigo e de forma tão violenta,
leia mais:
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=18176&mdl=50
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1069245
http://pintandoosetti.wordpress.com/
http://maracatublog.wordpress.com/2009/02/09/piratas-a-bordo/
nos dá a impressão de que chega, basta de impunidade nesse país, basta de autoridades omissas; onde os assassinos ficam impunes, basta de leis permissivas.
Nem a justiça nem os monstros presos irão dar à viúva nem a orfã um conforto para a dor delas. Nem muito menos a figura paterna que essa criança irá crescer sem, com sua morte , toda a estrutura de uma família foi para o ralo, por que?
Por que esses monstros, usuários de droga (é a desculpa da hora), agem de forma absurdamente violenta, e consciente da impunidade, acabam com vidas, e não só do Abel Aguilar, mas de toda sua família, que terá de aprender a conviver com essa perda, com essa dor, que o tempo pode até amenizar mas não acaba.
Estou cansada de me sentir acuada pela violência que já não é virtual, uma violência que que atingue todos nós e contamina, pois a vontade que dá numa hora dessas é de reagir com as mesmas armas, pegar esses monstros 'drogados’ e fornecer muita droga pra eles, tanta e de uma vez só pra que eles tenham uma grande e única ‘viagem’ sem volta. Cadeia, cortar uma mão, é pouco. Esses infelizes, tutelados por essas infinitas ONGs/ direitos humanos, e por um governo hipócrita, uma justiça capenga, vão continuar do jeito que são, porque também eles fizeram suas escolhas; não me venham falar de doença, porque vício não é doença, é escolha sim, senhores!
Más escolhas, porém escolhas pessoais. Porque afinal ninguém coloca na sua boca, nariz ou veias à força as drogas que vc consome, ou com uma arma na sua cabeça te obrigando a viciar-se. O mundo tá cheio de gente que escolheu o vício e se deu mal e também de exemplos de pessoas que sairam do vício e se salvaram e recuperaram a dignidade.
Não tenho dó dos viciados, se tiver que ter pena de alguém será dos pais e parentes desses desgraçados que fazem a existência de todos um inferno.
O estado peca na educação, nas leis, na punição! E quem paga somos nós cidadãos, que no real conceito dessa palavra, é quem paga imposto, que trabalham e muito, que manteem esse país e que sustenta os incompetentes que fazem as leis .
Um tiro ou dois, a fração de segundos que durou a vida depois do disparo deve ter doido mais que o impacto fisico da bala no corpo, saber que acabou, não há nada pra fazer que mude o fim, o seu fim. O que me dá raiva é me sentir de mãos atadas, me sentir a mercê dessa violência sem poder fazer nada, esse papel de vítima mata por dentro a esperança de viver num Brasil melhor.'
Minha alma fecha os olhos e chora sinceramente.
Abel, descanse em paz!!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Acontecimentos
Serão todas as lembranças condenadas à morte, porque as esquecerei ou não haverá nada que deixe registrada sua existência?
Tenho algumas lembranças de infância, poucas, detalhes, é como se eu simplesmente não estivesse o tempo todo ali vivendo, somente em alguns momentos eu acessava o mundo com meus dedos, meus olhos, olfato. Sentia com meu corpo todo um instante concreto, depois as imagens se desfazem, por encanto ou mecanismo de defesa, para deixar pra lá qualquer problema.
Vasculhar a memória atrás da minha história trará de volta o que foi arquivado e delegado ao esquecimento, fará bem a minha saúde viver isso tudo de novo, e que importância teriam esses acontecimentos?
Me tornará velha antes do tempo lembrar e escrever, ainda não é a hora de reminicências.
Melhor deixar minhas lembranças pra hora da morte, amém
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Sem lua
Noite passada, navegando;
haviam no céu tantas estrelas,
tantas que parecia que tocavam o mar.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O tempo não para
Na maioria dos dias
nem me lembro que o tempo voa,
para falar a verdade, nem penso muito nisso.
O tempo, eu sei, continua passando,
independente do meu pensamento,
ou da minha vontade,
mas também não me importo com ele,
na maior parte do tempo.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Ontem
Busquei no espelho uma imagem conhecida,
a ídéia que eu tinha de mim mesma.. uma estranha me sorriu.
Podia ter sido outra pessoa, mas era eu. Não gostei de me ver sem ser como fui ou melhor como me via antes, sem precisar olhar em espelhos, antes de envelhecer, aos poucos, todos os dias e; não se dar conta que é sempre para o fim que caminhamos , nem sei onde ficou minha juventude, meu corpo leve, jovem e saudável, de ontem.
Hoje esta lento e de formas que me são estranhas, que ainda não me acostumei a elas. Me pergunto porque não sou a imagem que tenho de mim mesma, que sei ter sido. Onde envelheci ou fui trocada por essa outra mulher madura?
Quando tinha 15 anos achava que mulheres de 30 anos eram velhas, maduras e experientes, aos 25 já pensava que ao chegar aos 40 eu estaria na reta final pouco restaria de vida dentro de mim, seguiria o rumo da vida como minhas ancestrais, nada de novo pela frente senão aprender a lidar com as perdas.
As perdas vieram assim como os quarenta e poucos anos, e junto com tudo isso vieram novas emoções e mudanças radicais. Que eu nem imaginava ou sonhava. O tempo passou tão rápido que nem lembro de tudo que aconteceu, porque não prestava atenção estava somente vivendo cada instante, mergulhando nas coisas que iam me acontecendo e aparecendo.
Agora as horas se alongam quando me percebo desperdiçando precisos momentos que não poderei recuperar, e ainda há horas que voam alto, longe, desaparecem entre meus dedos quando aproveito os detalhes que me oferece o dia.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Seguindo viagem
Na partida da Baia de Camamu:
O vento em popa
Mar de águas azuis
Ondas raras e correnteza a favor
De noite, estrelas aos montes.
Precisa mais?
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Mapas
Como não me contento em existir simplesmente,
vago pelo mundo, errante.
Onde todos os caminhos me levam
a onde eu quero ir!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Abril
Confesso que nasci, foi de tardinha e não me lembro ter estado lá, mas há testemunhas do evento. Desde então vejo um mundo,
e transito por ele com alguma desenvoltura, mas não sem paixão ou descaso.
Trato a vida com poucos senões, procuro conhecer cada cantinho, cada detalhe por onde passo. No caminho deixo decepções, carinho, amizade e um pouco de tudo mais as impressões carrego comigo na mochila.
As fotos mais belas são as que guardei com o olhar.
Quando começar a contar o tempo será através dessas viagem
e as estradas que andei, os lugares que vivi um dia, uma semana, qualquer mês ou ano.
Onde começo é passado, onde conto é futuro e por onde passo é agora. Me seguir seria loucura, me alcançar um desafio.
Estou sempre chegando numa estação de primavera, verão, outono ou de trem. E me despedindo no inverno.
Parar é algo que não tem porto ainda, nem projeto; o fim será meu quanto não houver outros paraísos desconhecidos, assim vou adiando o desfecho da história e da vida.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Notícias diárias
todas as palavras já foram usadas,
e gastas de tanto serem repetidas
talvez não haja mais nada para ser dito
domingo, 18 de janeiro de 2009
Afinal de contas
Preciso contar, e recontar.
Pois já cansei de ver um lugar tão perto
que não posso mais alcançar.
Me restou uma foto com zoom.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Das coisas que eu sei
Me servem muito pouco.
Tenho estado cansada do conhecimento,
das verdades, e dos argumentos.
As mesmas frases e os mesmos senões.
Nada é novo nas relações humanas.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Antes de partir
Não vou calar, nem deixar de pensar.
Escrever será aos poucos,
para não perder cada palavra.
Os sentimentos deixo pra mais tarde.
domingo, 11 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Os nomes das coisas as coisas dos nomes
Idéias que nascem ao entardecer,
criam vida e voam para longe.
Quando amanhece traz novidades
e dorme até mais tarde.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Ilha dos Tatus
Não há como mudar o passado, talvez só dê para identificar
os momentos que fizeram a diferença,
e que ficaram como marcos na história pessoal.
O que me chama a atenção são justamente os instantes das escolhas,
a intuição, aquela fração de segundos que faz escolher uma coisa à outra.
Por coincidência ou destino passei pelos mesmos lugares,
que reconheço hoje, sem fantasia, que os dispensei um pelo outro.
E estando nesse mesmo lugar, agora sem nenhuma opção para escolher,
sem mudanças para acontecer, sem decisões para tomar, vou me deixar ficar .
No lugar que nunca vivi , que não é meu sonho,
mas que posso me recordar com detalhes e saudades.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Mãos ao alto!
Nas ilhas, nos mares, em terra;
nada é o suficiente ou bom o bastante,
para conter as violências gratuítas.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Fogo
Alho, azeite, sal grosso e pimenta, mesmo a gosto.
Basta para temperar mas, não para dar sabor.
sábado, 3 de janeiro de 2009
À beira da vida
Os olhos nublam minhas impressões,
As lembranças estão condenadas à morte,
Minha juventude me escapou pelos dedos;
e fiquei a ver navios à beira do cais.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Coisas que quero pensar mas, só depois
Que a chuva cair, o sol se pôr e meu sorvete derreter:
Da onde vinham as histórias escolhidas, que não vivi,
mas que eu contava com tanta propriedade?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Muito
Detesto retrospectivas,
No entanto esse ano tem uma única palavra:
Muito!
Muito lucro em fusões em hora de crise,
Muito roubo de zilhoes de dinheiros por todos os lados,
Menor preso com muitos roubos de carros,
Muita conversa fiada,
Muita pesca com bomba,
Muita guerra santa disfarçada.
Muita violência explícita.
Quero um ano menos!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Embarque
Os 'origem' são aqueles que tem mais partidas que chegadas.
E os 'destino' é pra onde todos vão ou querem ir.
Agora, tem gente que sai de um destino e
parte para destinos ainda melhores!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
Vida de príncipe encantado ou conto de fadas às avessas
Levava uma vida entediante e monárquica, em reuniões e conflitos internacionais.
Embora cercado de muitos nobres e belas princesas;
seu olhar estava sempre perdido.
Todas as vezes que se via livre das funções reais ele ia para a janela
e observava muito longe um enorme, belo e eco-lógico pântano.
Um dia uma princesa mais moderna e ousada lhe perguntou:
_ Você olha tanto pra lá.. porque não vai fazer o que quer?
Ai o belo príncipe encantado se lembrou de onde veio e quem ele era;
nesse momento as coisas ficaram mais claras.
Mas somente com um beijo de amor sincero, de uma princesa
poderia devolvê-lo para seu habitat natural e voltar a ser
o velho sapo de brejo e ser feliz para sempre!!
Moral da história: se quiser rezar para pedir alguma coisa na vida,
não peça uma princesa ou um príncipe encanto;
reze para não encontrar uma bruxa de mal-humor pelo caminho!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Ladeira de Tira-chapéu
Reverência com chapéu dos outros,
ou auto-promoção de doação ou voluntariado,
não é solidariedade.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
As leis e as vias
Adoro vias de mão-dupla,
mas quando há regras,
elas serão fatalmente vias de mão-única.
Agora, transgredir a ordem é contra-mão!
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Pactos
Será que as pessoas mantém a vida toda,
na mesma rotina ,para se sentirem viva, ou
para abreviar o sentimento de morte?
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Origem
Onde nasci não me reconheço
Onde vivi não tenho raízes
Onde estou é provisório
Onde moro não tem nome, número ou endereço.
sábado, 22 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Onde acaba uma discussão?
Todo acho nos limita,
não dá pra ir adiante,
não há argumentos, nem evolução
Acho funciona como ponto final.
sábado, 15 de novembro de 2008
Matemática
Algumas pessoas se movimentam pela vida,
como um denominador comum, se adapatam a tudo.
Mas outras são números primos, pra sempre.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Dia de Salinas
Chegar na quinta com vento contra e forte,quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Leva
um minuto para encontrar uma pessoa especial,
uma hora para apreciá-la,
um dia para amá-la mas,
uma vida para esquecê-la.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
Coisas que a gente não pode escolher
Seu sexo antes de nascer
O nome que prefere ser chamado
O país que quer nascer
O dia que faz aniversário
A hora que não quer morrer.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Resolução de domingo
horário de verão nem pensar,
na Baia de Todos os Santos ... Amém!!!
sábado, 18 de outubro de 2008
Horário de Brasília
Acarajé da Cira - 3,50 reais
Travessia para Itaparica - velejando wind/ 19 knot
Não ser alcançado pelo horário de verão - não tem preço
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
A coroa na maré
Acordei ouvindo Astor Piazzola.
Fiz as pazes com o paraíso roubado,
e mergulhei nas águas mornas de Itaparica.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Quando tem ladrão no paraíso
Tem uns lugares no mundo que considero meus paraísos emprestados.
Acredito que esse lugares agregam características particulares, de natureza, beleza e muitas vezes a presença de gente boa.
Itaparica, tem na minha memória a imagem do meu paraíso, quando estive aqui pela primeira vez há quase oito anos, era um lugar perfeito, tranquilo, lindo e seguro. vivi aqui por muito tempo.
Hoje não é mais assim... continua lindo, as mares ainda respeitam seus ciclos e a coroa de areia aparece enorme e branca. Mas agora existem furtos e roubos com uma frequência e conivência das autoridades locais inaceitáveis.
Agora o 'ladrão' (um infeliz viciado que para manter-se pratica furtos - é o que diz o povo) entrando na sua casa, na sua vida, roubando pequenos objetos pessoais de valor e dinheiro. Talvez o vício explique suas atitudes, mas não justifica a falta de atitude da polícia e da autoridade politica local. É pra isso que tem eleição? É por isso que ando cansada da natureza urbana da humanidade!
Que triste andar pelas ruas desconfiando de tudo e de todos.
Aqui ainda é um paraíso, mas não tenho prazer em dizer que não é mais meu lugar escolhido.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Quando te chamam de 'Caro Cliente'
Eu, independente de qualquer coisa, sempre gostei do Brasil, da minha terra e acreditava e confiava nesse país.
Hoje, tive uma enorme decepção com a empresa brasileira que considerava da maior credibilidade: Os Correios, ECT!
Acabou-se o que era doce!
Há duas semanas enviei, do Rio de Janeiro, agência dos correios Dias da Rocha, 4 caixas e pacotes pelos correios para amigos em cidades, alias estados diferentes; como encomenda pac registrada com seguro.
Depois de reclamar a demora da entrega tive um email-resposta-automatica que minhas encomendas tinham sido vitimas de um delito fora da empresa: "haja visto que seu objeto ter sido alvo de delito praticado por estranhos à viatura da ECT em 19/09/2008, 2089/2008." Essa resposta só obtive no dia 02/10/08, quando ficou disponível no site de rastreamento dos Correios, e pude iniciar o processo de reclamação.
Que foi feito separadamente para cada um dos objetos 'desaparecidos'. Obtive resposta quase imediata de 3 dos objetos, coincidentemente os de maiores valores e o quarto pacote que eram dois livros em italiano até agora não tive nenhuma notícia.
O estranho é que a empresa tendo registrado e feito a ocorrência do suposto assalto, no dia 19/09/08, dia da postagem, porque não deixou um comunicado no site antes do dia 02/10/08??
Nenhuma indenização vai resitituir o que foi roubado, nem a decepção das pessoas que esperavam por esses objetos, por um acaso, Os Correios, vão à casa da minha sobrinha contar pra ela que os presentes que ela tanto esperava não vão chegar nunca mais? E aproveitar a visita à casa da minha irmã e dizer a ela que os perfumes italianos que encomendou, ela não vai ver nem a cor e nem o cheiro? E falar com meu filho que não vai ser dessa vez que ele ira receber seus presentes de niver...
O que considero mais indigno da ECT é que não tive nenhum contato pessoal, ninguém é responsável naquela empresa por atender o "caro cliente"??
Ok, na única frase que fui digna de receber da ECT dizia:
" Caro Cliente, estamos providenciando a indenização pertinente, haja vista o seu objeto ter sido alvo de delito praticado por estranhos à ECT (Assalto) conforme Registro de Ocorrência Nº 2089/08. "
Lógico que eles não vão me pagar uma passagem para Atenas para comprar as lembranças e presentes que foram roubados, muito menos terei o dinheiro que gastei.
Mas posso dizer que essa foi a última vez que utilizei os serviços dos Correios (ECT), pois não confio na capacidade de uma empresa que cobra por um serviço que é não consegue realizar, afinal no site da própria ECT, diz que meus objetos chegaram em Benfica e estavam sendo encaminhados, quando na verdade já tinham sido roubados conforme o REgistro de Ocorrência do dia 19/09/08.
Tá querendo enganar quem, o caro cliente???
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Sem futuro sem destino
Romper com o mundo não sou capaz,
eu que pregava a liberdade e independência
e sou escrava da gratidão, do amor.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
De que cor?
Sempre pensei o mar de cor azul,
era o mais bonito de todos,
algumas vezes o vi verde esmeralda, maravilhoso.
Transparente...
Um vez por dez dias vi um mar violeta, indescritível.
Me supreendi quando num entardecer,
velejando, o mar se tingiu de dourado,
e descobri que nessa cor o mar é ainda mais fascinante.
Hoje meu mar é dourado...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Demora mas eu chego lá
Continuo feliz e em contagem regressiva!!
Vi que tem mais de 25 vôos no mesmo dia pra Recife,
com ou sem escalas; entao faça sol chuva ou vento,
com atrazo ou nao, estarei ai no dia 16!!!
domingo, 31 de agosto de 2008
Não sou o máximo ou (exercício de mega auto-estima)
Ser independente é tudo de bom
mas ser além disso, competente, ok!
Agora, ainda por cima ser livre
ai sim que é o bicho.
sábado, 30 de agosto de 2008
Pós morte
As pessoas morrem
mas continuam caminhando por ai
estou sempre vendo um conhecido
fazendo as coisas habituais
em lugares improváveis.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Momentos antes
O instante da espera,
que era longa e cansativa,
chegou e a felicidade já existe,
na expectativa do adeus!
sábado, 23 de agosto de 2008
Quando acabou
A minha paciência há 300 milhas,
A minha esperança há 2 semanas,
A minha vontade há 15 graus a menos,
Meu sono às 5h da madrugada,
Acabou mas ainda tenho:
300 milhas avante,
3 semanas adiante,
38 graus contantes,
e conversas entediantes.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Promessa que faz feliz
Depois de uma discussão
com um ser que não suporto,
me disse que não fala mais comigo!!
Não resisti e pedi: Promete!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Prazo de validade
tem um tempo de validade?
Férias devem durar quantos dias? Dez dias, um mês?
E uma vista? Duas ou três horas?
Um hóspede em casa ou num veleiro tem a validade
de um peixe pescado, conservado fora da geladeira,
no terceiro dia ninguém mais suporta nem o cheiro.
Se colocar um sal grosso pode durar mais,
duas semanas num veleiro, com quatorze pessoas,
tem data de validade para 2 semanas,
o tempo que dura uma depilação;
um grande livro, a criatividade para inventar jogos
e boas comidas, ter todas as roupas usadas ou sujas,
ou arrumar inimigos mortais.
O décimo sexto dia é quando se enterram
os mortos do caos que chamam de férias em família.
domingo, 10 de agosto de 2008
Qto vale um silêncio?
com um mar azul transparente,
sob um céu também azul e sem nuvens,
em ilhas maravilhosas, com cidades que transpiram
histórias e inspiram sonhos;
Se o que falta é o silêncio
para poder ouvir seus próprios pensamentos?
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