Há pessoas que adoram organizar,
controlar tudo e todos à sua volta.
Tem soluções maravilhosas;
que não te servem pra nada,
que atropelam teu querer, tuas vontades.
Ainda assim insistem em fazer vc feliz.
Livro de cabeceira: histórias e outras conversas; nos mares, nos barcos, nas viagens, em todos os lugares. Tudo o que vi, conheci e vivi... ou ainda vou querer.
Há pessoas que adoram organizar,
controlar tudo e todos à sua volta.
Tem soluções maravilhosas;
que não te servem pra nada,
que atropelam teu querer, tuas vontades.
Ainda assim insistem em fazer vc feliz.
Da crise economica mundial
das bobagens que os políticos dizem sem pensar.
Dos ecochatos com atitudes pseudo-ecológicas;
das asneiras humanas.
Independência, identidade, interessante, inspiração, indestrutível;
inacreditável, impecável, inerente, impossível, idolatrável, irreverente;
infelicidade, incompetente, irritante, incompreensível, inútil;
ilegal, imoral, ignorante, imbecil, indelicado, impróprio, inexperiente;
instável, insônia, indiferente, indeciso, interminável, isolamento;
individual, indomável, incluso, idêntico, irregular, irrisório.
‘A idade faz mal a saúde”
(foi o que ouvi ontem numa reportagem do Fantástico)
Conhecer o mundo é meu projeto,
quanto mais percorro os caminhos do mundo;
percebo que o mundo faz parte minha vida.
Em Minas tem um dito popular que diz
'’O diabo rezou no serviço da mulher”
Significa: faz o serviço da casa hoje,
e amanhã repete tudo de novo…
infinitamente.
Meu espaço é limitado, fisicamente limitado.
Os limites são um sofá, pouco cômodo;
uma mesa alta incomoda, almofadas murchas,
uma TV a cabo que o controle muda de canal infinitamente
e por último o portátil que uso o tempo todo;
para me comunicar, informar, desabafar,
escrever, ver e publicar: não exatamente o que penso,
mas detalhes que observo.
Ser mulher é uma coisa que estou dispensando,
é que já vem com um encargo que abro mão.
Pode até ter o lado bom, mas tem um preço alto.
Como dizia o pai de uma amiga:
o diabo rezou no serviço de casa;
todo dia faz, todo dia tem que fazer de novo.
Vou querer brincar disso não!
As vezes tenho determinações irrevogáveis,
mas as boicoto com armadilhas.
Tenho um querer incansável,
e uma preguiça mortal e paralizante.
Não me movo senão quando é tarde demais.
Agora estou aqui para me livrar desse estigma
Escrever até não ter mais nada a dizer,
nada para pensar e escrever, escrever, escrever.
Quanto mais eu vejo as notícias, o caos político,
mais decepcionada eu fico com a humanidade.
Por príncipio não seria preciso uma lei
para agir com ética e honestidade.
Nascer mulher era uma coisa que nunca me incomodou
Aliás nem fazia a menor diferença,
Sempre abracei a vida e o mundo com intensidade,
paixão e coragem. Medo nunca tive !
Mas de uns dois anos pra cá, cansei..
enchi, não quero mais brincar disso!
Se houver uma outra rodada, vou mudar de time.
As coisas sempre complicam
quando a gente se esforça pra isso.
Simplificar seria muito básico.
Eu queria tanto contar para trás.
Diminuir os dias e aumentar o tempo bom.
E se puder escolher da proxima vez, vir do outro lado.
Minha casa não tem paredes ou teto
Nem portas ou janelas,
Não tem ruas, nem trânsito
Não tem endereço, nem vizinhos
O quintal é grande, mas não é meu.
Guardo na memória seus aromas e suas cores.
Minha casa é esse paraíso que visito
sempre que tenho saudades.
Minha casa é móvel, viajo com ela
pra onde houver mais de 2m de água sob a quilha
Mas ao ver a ilha grande já me sinto em casa.
Ao anoitecer, fomos passear na vila, Maraú,
ainda estava enfeitada com luzes de Natal.
Vi uma menina entretida, sozinha, distraída no seu jogo,
encher um copo descartável, branco
com as pequeninas luzes vermelhas da decoração.
Me sinto assim acuada por loucuras externas.
Quero sair sem rumo, sem limite, sem objetivo,
Ver as coisas, as pessoas, me misturar e confundir
Com tudo que vejo e tudo que não sei.
Ando cansada da coerção, da neura ,
da tristeza alheia que contamina.
Mundo esta perdendo o encanto.
Desde ontem a vida tem sido mais leve, deve ser o sol, o vento e o rio.
O sorvete, as vitrines, todas essas coisas que fazem daqui um lugar de férias.
A arte, os livros, as possibilidades, um ar qualquer de improvisso, e urgência.
Uma sorte de acordar do lado certo da cama.
Bom dia ao meio dia, ao entardecer espero, lá do alto, o sol se despedir.
“O solo eriçou-se de montanhas denteadas, de “dedos de Deus”, e picos sem vegetação, de pães de açúcar; descobri uma baia semeada de inúmeras ilhotas e tão vasta que meu olhar não conseguia abarcá-la por completo. Rio. A beleza de Copacabana é tão simples, que nos cartões postais não a percebemos: foi preciso algum tempo para que ela penetrasse em mim. Abria minha janela no sexto andar; entrava no meu quarto um vapor quente, com um fresco odor de iodo e sal, e o marulho das grandes ondas. A linha dos altos edifícios abraça, em seis quilometros de extensão, a curva doce da vasta praia onde morre o oceano; no meio, uma avenida rigorosamente lisa: nada atrapalha o encontro das fachadas verticais com a areia plana; o despojamento da arquitetura harmoniza-se com a nudez do solo e da água. Uma única mancha de cor, na brancura da praia: pipas de aluguel, vermelhas e amarelas, com manchas pretas. Era inverno, e só se percebiam raras silhuetas, paradas ou em movimento, entre a calçada e o mar. De manhã cedo passam as empregadas do bairro; depois, por volta das 8h, as pessoas que trabalham durante o dia; e finalmente os ociosos e as crianças. Poucos tomam banho: as ondas são fortes demais; há enseadas e praias mais protegidas em outros lugares; em Copacabana as pessoas molham os pés, estendem-se ao sol e jogam futebol. Era difícil pensar que essa solidão indolente, que o esplendor bruto do oceano e dos rochedos pertenciam a uma grande cidade compacta e febril. À noite, uma bruma com cheiro de estufa peneirava as luzes dos edifícios e o neon dos cartazes: e nada mais no mundo se poderia desejar, além dessa cintilação e dessa fresca umidade.
O bairro morre junto a uma rocha cortada por algumas ruas, mas que geralmente se atravessa por túneis. Por toda a cidade do Rio há morros e pedras que interceptam suas ruas, e que são atravessados subterraneamente por avenidas. Esses monte são cobertos de vegetação, e a floresta invade a cidade, sitiada também pelo oceano: nenhuma outra grande cidade pertence tão integralmente à natureza. Um passeio de carro pelo Rio, é uma sequência de escaladas e de curvas, de quedas imprevistas, de descidas íngrimes, com bruscas e magníficas descobertas sobres os rochedos da costa, com seu colar de praias…”
Texto do livro A força das coisas / Simone de Beauvoir em sua visita ao Brasil em 1960
Declaro que chegar no Rio pelo mar, é uma visão que impressiona não só pela beleza, mas os tons, as sombras, as cores, a grandeza, a beleza das montanhas, as ilhotas, o mar, a baia que une tudo num denominador comum, as águas (poluidíssimas infelizmente) do Atlântico; e ainda uma ponte gigantesca como a hospitalidade brasileira. Embora os cariocas reivendiquem a posse da cidade, o Rio é de quem a ama (e tem milhares de cariocas por adoção), com todos seus problemas de cidade grande, de quem se deslumbra e fica sem fôlego quando deita sobre a cidade o primeiro olhar. Eu que tenho até carteira de identidade, passaporte e namorado carioca, ainda me encanto e fico sem palavras a cada vez que entro no Rio pelo mar; afirmo e dou fé que é a cidade mais linda do mundo (que eu conheço, naturalmente) chegando-se pelo mar.
Assinado: Christina, paulista de nascimento, mineira por criação e carioca por adoção.
Hoje a notícia é triste, porque a morte de um amigo e de forma tão violenta,
leia mais:
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=18176&mdl=50
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1069245
http://pintandoosetti.wordpress.com/
http://maracatublog.wordpress.com/2009/02/09/piratas-a-bordo/
nos dá a impressão de que chega, basta de impunidade nesse país, basta de autoridades omissas; onde os assassinos ficam impunes, basta de leis permissivas.
Nem a justiça nem os monstros presos irão dar à viúva nem a orfã um conforto para a dor delas. Nem muito menos a figura paterna que essa criança irá crescer sem, com sua morte , toda a estrutura de uma família foi para o ralo, por que?
Por que esses monstros, usuários de droga (é a desculpa da hora), agem de forma absurdamente violenta, e consciente da impunidade, acabam com vidas, e não só do Abel Aguilar, mas de toda sua família, que terá de aprender a conviver com essa perda, com essa dor, que o tempo pode até amenizar mas não acaba.
Estou cansada de me sentir acuada pela violência que já não é virtual, uma violência que que atingue todos nós e contamina, pois a vontade que dá numa hora dessas é de reagir com as mesmas armas, pegar esses monstros 'drogados’ e fornecer muita droga pra eles, tanta e de uma vez só pra que eles tenham uma grande e única ‘viagem’ sem volta. Cadeia, cortar uma mão, é pouco. Esses infelizes, tutelados por essas infinitas ONGs/ direitos humanos, e por um governo hipócrita, uma justiça capenga, vão continuar do jeito que são, porque também eles fizeram suas escolhas; não me venham falar de doença, porque vício não é doença, é escolha sim, senhores!
Más escolhas, porém escolhas pessoais. Porque afinal ninguém coloca na sua boca, nariz ou veias à força as drogas que vc consome, ou com uma arma na sua cabeça te obrigando a viciar-se. O mundo tá cheio de gente que escolheu o vício e se deu mal e também de exemplos de pessoas que sairam do vício e se salvaram e recuperaram a dignidade.
Não tenho dó dos viciados, se tiver que ter pena de alguém será dos pais e parentes desses desgraçados que fazem a existência de todos um inferno.
O estado peca na educação, nas leis, na punição! E quem paga somos nós cidadãos, que no real conceito dessa palavra, é quem paga imposto, que trabalham e muito, que manteem esse país e que sustenta os incompetentes que fazem as leis .
Um tiro ou dois, a fração de segundos que durou a vida depois do disparo deve ter doido mais que o impacto fisico da bala no corpo, saber que acabou, não há nada pra fazer que mude o fim, o seu fim. O que me dá raiva é me sentir de mãos atadas, me sentir a mercê dessa violência sem poder fazer nada, esse papel de vítima mata por dentro a esperança de viver num Brasil melhor.'
Minha alma fecha os olhos e chora sinceramente.
Abel, descanse em paz!!
Serão todas as lembranças condenadas à morte, porque as esquecerei ou não haverá nada que deixe registrada sua existência?
Tenho algumas lembranças de infância, poucas, detalhes, é como se eu simplesmente não estivesse o tempo todo ali vivendo, somente em alguns momentos eu acessava o mundo com meus dedos, meus olhos, olfato. Sentia com meu corpo todo um instante concreto, depois as imagens se desfazem, por encanto ou mecanismo de defesa, para deixar pra lá qualquer problema.
Vasculhar a memória atrás da minha história trará de volta o que foi arquivado e delegado ao esquecimento, fará bem a minha saúde viver isso tudo de novo, e que importância teriam esses acontecimentos?
Me tornará velha antes do tempo lembrar e escrever, ainda não é a hora de reminicências.
Melhor deixar minhas lembranças pra hora da morte, amém
Noite passada, navegando;
haviam no céu tantas estrelas,
tantas que parecia que tocavam o mar.
Na maioria dos dias
nem me lembro que o tempo voa,
para falar a verdade, nem penso muito nisso.
O tempo, eu sei, continua passando,
independente do meu pensamento,
ou da minha vontade,
mas também não me importo com ele,
na maior parte do tempo.
Busquei no espelho uma imagem conhecida,
a ídéia que eu tinha de mim mesma.. uma estranha me sorriu.
Podia ter sido outra pessoa, mas era eu. Não gostei de me ver sem ser como fui ou melhor como me via antes, sem precisar olhar em espelhos, antes de envelhecer, aos poucos, todos os dias e; não se dar conta que é sempre para o fim que caminhamos , nem sei onde ficou minha juventude, meu corpo leve, jovem e saudável, de ontem.
Hoje esta lento e de formas que me são estranhas, que ainda não me acostumei a elas. Me pergunto porque não sou a imagem que tenho de mim mesma, que sei ter sido. Onde envelheci ou fui trocada por essa outra mulher madura?
Quando tinha 15 anos achava que mulheres de 30 anos eram velhas, maduras e experientes, aos 25 já pensava que ao chegar aos 40 eu estaria na reta final pouco restaria de vida dentro de mim, seguiria o rumo da vida como minhas ancestrais, nada de novo pela frente senão aprender a lidar com as perdas.
As perdas vieram assim como os quarenta e poucos anos, e junto com tudo isso vieram novas emoções e mudanças radicais. Que eu nem imaginava ou sonhava. O tempo passou tão rápido que nem lembro de tudo que aconteceu, porque não prestava atenção estava somente vivendo cada instante, mergulhando nas coisas que iam me acontecendo e aparecendo.
Agora as horas se alongam quando me percebo desperdiçando precisos momentos que não poderei recuperar, e ainda há horas que voam alto, longe, desaparecem entre meus dedos quando aproveito os detalhes que me oferece o dia.
Na partida da Baia de Camamu:
O vento em popa
Mar de águas azuis
Ondas raras e correnteza a favor
De noite, estrelas aos montes.
Precisa mais?
Como não me contento em existir simplesmente,
vago pelo mundo, errante.
Onde todos os caminhos me levam
a onde eu quero ir!
Confesso que nasci, foi de tardinha e não me lembro ter estado lá, mas há testemunhas do evento. Desde então vejo um mundo,
e transito por ele com alguma desenvoltura, mas não sem paixão ou descaso.
Trato a vida com poucos senões, procuro conhecer cada cantinho, cada detalhe por onde passo. No caminho deixo decepções, carinho, amizade e um pouco de tudo mais as impressões carrego comigo na mochila.
As fotos mais belas são as que guardei com o olhar.
Quando começar a contar o tempo será através dessas viagem
e as estradas que andei, os lugares que vivi um dia, uma semana, qualquer mês ou ano.
Onde começo é passado, onde conto é futuro e por onde passo é agora. Me seguir seria loucura, me alcançar um desafio.
Estou sempre chegando numa estação de primavera, verão, outono ou de trem. E me despedindo no inverno.
Parar é algo que não tem porto ainda, nem projeto; o fim será meu quanto não houver outros paraísos desconhecidos, assim vou adiando o desfecho da história e da vida.
todas as palavras já foram usadas,
e gastas de tanto serem repetidas
talvez não haja mais nada para ser dito
Preciso contar, e recontar.
Pois já cansei de ver um lugar tão perto
que não posso mais alcançar.
Me restou uma foto com zoom.
Me servem muito pouco.
Tenho estado cansada do conhecimento,
das verdades, e dos argumentos.
As mesmas frases e os mesmos senões.
Nada é novo nas relações humanas.
Não vou calar, nem deixar de pensar.
Escrever será aos poucos,
para não perder cada palavra.
Os sentimentos deixo pra mais tarde.
Idéias que nascem ao entardecer,
criam vida e voam para longe.
Quando amanhece traz novidades
e dorme até mais tarde.
Não há como mudar o passado, talvez só dê para identificar
os momentos que fizeram a diferença,
e que ficaram como marcos na história pessoal.
O que me chama a atenção são justamente os instantes das escolhas,
a intuição, aquela fração de segundos que faz escolher uma coisa à outra.
Por coincidência ou destino passei pelos mesmos lugares,
que reconheço hoje, sem fantasia, que os dispensei um pelo outro.
E estando nesse mesmo lugar, agora sem nenhuma opção para escolher,
sem mudanças para acontecer, sem decisões para tomar, vou me deixar ficar .
No lugar que nunca vivi , que não é meu sonho,
mas que posso me recordar com detalhes e saudades.
Nas ilhas, nos mares, em terra;
nada é o suficiente ou bom o bastante,
para conter as violências gratuítas.
Alho, azeite, sal grosso e pimenta, mesmo a gosto.
Basta para temperar mas, não para dar sabor.
Os olhos nublam minhas impressões,
As lembranças estão condenadas à morte,
Minha juventude me escapou pelos dedos;
e fiquei a ver navios à beira do cais.
Que a chuva cair, o sol se pôr e meu sorvete derreter:
Da onde vinham as histórias escolhidas, que não vivi,
mas que eu contava com tanta propriedade?
Detesto retrospectivas,
No entanto esse ano tem uma única palavra:
Muito!
Muito lucro em fusões em hora de crise,
Muito roubo de zilhoes de dinheiros por todos os lados,
Menor preso com muitos roubos de carros,
Muita conversa fiada,
Muita pesca com bomba,
Muita guerra santa disfarçada.
Muita violência explícita.
Quero um ano menos!
Reverência com chapéu dos outros,
ou auto-promoção de doação ou voluntariado,
não é solidariedade.
Adoro vias de mão-dupla,
mas quando há regras,
elas serão fatalmente vias de mão-única.
Agora, transgredir a ordem é contra-mão!
Será que as pessoas mantém a vida toda,
na mesma rotina ,para se sentirem viva, ou
para abreviar o sentimento de morte?
Onde nasci não me reconheço
Onde vivi não tenho raízes
Onde estou é provisório
Onde moro não tem nome, número ou endereço.
Todo acho nos limita,
não dá pra ir adiante,
não há argumentos, nem evolução
Acho funciona como ponto final.
Algumas pessoas se movimentam pela vida,
como um denominador comum, se adapatam a tudo.
Mas outras são números primos, pra sempre.
Chegar na quinta com vento contra e forte,
um minuto para encontrar uma pessoa especial,
uma hora para apreciá-la,
um dia para amá-la mas,
uma vida para esquecê-la.
Seu sexo antes de nascer
O nome que prefere ser chamado
O país que quer nascer
O dia que faz aniversário
A hora que não quer morrer.
Acordei ouvindo Astor Piazzola.
Fiz as pazes com o paraíso roubado,
e mergulhei nas águas mornas de Itaparica.
Tem uns lugares no mundo que considero meus paraísos emprestados.
Acredito que esse lugares agregam características particulares, de natureza, beleza e muitas vezes a presença de gente boa.
Itaparica, tem na minha memória a imagem do meu paraíso, quando estive aqui pela primeira vez há quase oito anos, era um lugar perfeito, tranquilo, lindo e seguro. vivi aqui por muito tempo.
Hoje não é mais assim... continua lindo, as mares ainda respeitam seus ciclos e a coroa de areia aparece enorme e branca. Mas agora existem furtos e roubos com uma frequência e conivência das autoridades locais inaceitáveis.
Agora o 'ladrão' (um infeliz viciado que para manter-se pratica furtos - é o que diz o povo) entrando na sua casa, na sua vida, roubando pequenos objetos pessoais de valor e dinheiro. Talvez o vício explique suas atitudes, mas não justifica a falta de atitude da polícia e da autoridade politica local. É pra isso que tem eleição? É por isso que ando cansada da natureza urbana da humanidade!
Que triste andar pelas ruas desconfiando de tudo e de todos.
Aqui ainda é um paraíso, mas não tenho prazer em dizer que não é mais meu lugar escolhido.
Eu, independente de qualquer coisa, sempre gostei do Brasil, da minha terra e acreditava e confiava nesse país.
Hoje, tive uma enorme decepção com a empresa brasileira que considerava da maior credibilidade: Os Correios, ECT!
Acabou-se o que era doce!
Há duas semanas enviei, do Rio de Janeiro, agência dos correios Dias da Rocha, 4 caixas e pacotes pelos correios para amigos em cidades, alias estados diferentes; como encomenda pac registrada com seguro.
Depois de reclamar a demora da entrega tive um email-resposta-automatica que minhas encomendas tinham sido vitimas de um delito fora da empresa: "haja visto que seu objeto ter sido alvo de delito praticado por estranhos à viatura da ECT em 19/09/2008, 2089/2008." Essa resposta só obtive no dia 02/10/08, quando ficou disponível no site de rastreamento dos Correios, e pude iniciar o processo de reclamação.
Que foi feito separadamente para cada um dos objetos 'desaparecidos'. Obtive resposta quase imediata de 3 dos objetos, coincidentemente os de maiores valores e o quarto pacote que eram dois livros em italiano até agora não tive nenhuma notícia.
O estranho é que a empresa tendo registrado e feito a ocorrência do suposto assalto, no dia 19/09/08, dia da postagem, porque não deixou um comunicado no site antes do dia 02/10/08??
Nenhuma indenização vai resitituir o que foi roubado, nem a decepção das pessoas que esperavam por esses objetos, por um acaso, Os Correios, vão à casa da minha sobrinha contar pra ela que os presentes que ela tanto esperava não vão chegar nunca mais? E aproveitar a visita à casa da minha irmã e dizer a ela que os perfumes italianos que encomendou, ela não vai ver nem a cor e nem o cheiro? E falar com meu filho que não vai ser dessa vez que ele ira receber seus presentes de niver...
O que considero mais indigno da ECT é que não tive nenhum contato pessoal, ninguém é responsável naquela empresa por atender o "caro cliente"??
Ok, na única frase que fui digna de receber da ECT dizia:
" Caro Cliente, estamos providenciando a indenização pertinente, haja vista o seu objeto ter sido alvo de delito praticado por estranhos à ECT (Assalto) conforme Registro de Ocorrência Nº 2089/08. "
Lógico que eles não vão me pagar uma passagem para Atenas para comprar as lembranças e presentes que foram roubados, muito menos terei o dinheiro que gastei.
Mas posso dizer que essa foi a última vez que utilizei os serviços dos Correios (ECT), pois não confio na capacidade de uma empresa que cobra por um serviço que é não consegue realizar, afinal no site da própria ECT, diz que meus objetos chegaram em Benfica e estavam sendo encaminhados, quando na verdade já tinham sido roubados conforme o REgistro de Ocorrência do dia 19/09/08.
Tá querendo enganar quem, o caro cliente???
Romper com o mundo não sou capaz,
eu que pregava a liberdade e independência
e sou escrava da gratidão, do amor.
Sempre pensei o mar de cor azul,
era o mais bonito de todos,
algumas vezes o vi verde esmeralda, maravilhoso.
Transparente...
Um vez por dez dias vi um mar violeta, indescritível.
Me supreendi quando num entardecer,
velejando, o mar se tingiu de dourado,
e descobri que nessa cor o mar é ainda mais fascinante.
Hoje meu mar é dourado...
Continuo feliz e em contagem regressiva!!
Vi que tem mais de 25 vôos no mesmo dia pra Recife,
com ou sem escalas; entao faça sol chuva ou vento,
com atrazo ou nao, estarei ai no dia 16!!!