domingo, 31 de maio de 2009

Dias de tempestades

 

O esquecimento é um elemento fundamental,
já a lembrança é fatal.
A confiança é natural, já a decepção é imortal.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Em dias de chuva

Pensar é sempre muito,
e fazer nunca é o bastante.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu sou um dragão

Aii, seu eu fosse um dragão de sete cabeças!
Usaria todos os meus chapéus,
e ainda soltaria fogo pelas ventas…

sábado, 23 de maio de 2009

Ao acordar

Um dia eu acordei e tinha passado dos 40,
fiquei pensando se voltava a dormir,
mas achei que da próxima vez que acordasse
estaria na casa dos 50.
Resolvi seguir velejando pelos mares a fora.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Resgatando promissórias

Emitir promissórias, é coisa que fazemos a vida toda,
Sem nem lembrar que o tempo corre ao seu encontro;
e um belo dia bate à sua porta com a cobrança na mão.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ainda

 

Como estou aborrecida com as mentiras,
e toda a humanidade:
Preventivamente vou mandar
todos APAPÚ

Vista permanente

As pessoas adoram olhar pela janela,
por cima do muro.
Subir até o mais alto ‘Belvedere’
para ver além das montanhas, do mar.
A vista se alargar na necessidade
de um horizonte sem fim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Natureza humana

Como estou aborrecida com as mentiras,
e toda a humanidade:
Preventivamente, vou mandar todos APAPÚ.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Preço à pagar

 

Decepção não tem preço!
Confiança não se recupera
e quando acaba é mesmo o fim!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Qual, que nada!?!

Qual é a sua crise?
Qual é a sua sorte?
Qual é a sua falta?
Qual é a sua?
Qual é seu norte?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

De volta ao passado

Hoje numa volta ao passado, ganhei
de mim mesma , sapatos femininos, de salto.
Estou encantada com essa nova versão
dos meus lindos pezinhos calçados,
depois de 10 anos descalça.

domingo, 10 de maio de 2009

Nem

 

Nem se partisse, nem se ficasse.
Nem se houvesse lua ou mesmo chuva
teria de volta o tempo que insiste em passar.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

À beira da vida

Os olhos nublam minhas impressões,
As lembranças estão condenadas à morte,
Minha juventude me escapou pelos dedos;
e fiquei a ver navios à beira do cais.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aqui ou acolá

Então tá, nem fico por lá
Nem volto pra cá!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Humanidade

Pra falar a verdade mesmo,
Cansei!

terça-feira, 5 de maio de 2009

In

 

Minha tolerância ainda não é zero,
Minha paciência ainda não acabou,
Mas de certo o mundo tá no fim
Porque já não aguento mais:
tanta burrice, tanta incompetência , 
tanta imbecilidade, tanta neura,
tanta idiotice, tanta irresponsabilidade.
Estou desenvolvendo uma certa alergia da humanidade.

.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

No fim das contas

 

Quando morrer não saberei mais nada,
a não ser que mais nada vale a pena,
nem a vida, nem a sorte !

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Escolher

entre ratos e baratas,
entre sol sem sombras e mar de ondas,
sem abrigo, só vento e pedras,
sem banheiro e banho só salgado,
alimento frio, bebidas quentes
como o calor do verão,
uma idade que se diverte
e os caos vira casos pra contar depois

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nem

Nem se partisse, nem se ficasse.
Nem se houvesse lua ou mesmo chuva
teria de volta o tempo que insiste em passar.

Quando não sei das coisas

Tem uma vida que eu tive,
ou que ainda terei..

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Não tô nem ai

 

Tô de saco cheio!
Tô de malas prontas!
Tô pra o que der e vier.

Não tô nem ai

Tô de saco cheio!
Tô de malas prontas!
Tô pra o que der e vier.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hoje

Passou e nem doeu,
mas é sempre uma decepção.
imutável, previsível e inexorável.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Prazo de validade

acantoB1 (30)

Tudo  tem prazo de validade, até a vida.
Mas reencontrar amigas,
mesmo depois  de 35 anos,
rir, divertir, brincar, chorar, conversar
são carinhos que o destino nos presentea,
que não tem idade, distância, ou tempo;
e a validade é eterna.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Eu não consigo entender

 

Há pessoas que adoram organizar,
controlar tudo e todos à sua volta.
Tem soluções maravilhosas;
que não te servem pra nada,
que atropelam teu querer, tuas vontades.
Ainda assim insistem em fazer vc feliz.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Oxigênio

Exatamente o que nos mantém vivo,
é o que nos mata lentamente,
oxidando a vida celular.

domingo, 29 de março de 2009

Cansei


Da crise economica mundial
das bobagens que os políticos dizem sem pensar.
Dos ecochatos com atitudes pseudo-ecológicas;
das asneiras humanas.

sábado, 28 de março de 2009

Interferência

Independência, identidade, interessante, inspiração, indestrutível;
inacreditável, impecável, inerente, impossível, idolatrável, irreverente;
infelicidade, incompetente, irritante, incompreensível, inútil;
ilegal, imoral, ignorante, imbecil, indelicado, impróprio, inexperiente;
instável, insônia, indiferente, indeciso, interminável, isolamento;
individual, indomável, incluso, idêntico, irregular, irrisório.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ministério da Saúde Adverte:

‘A idade faz mal a saúde”
(foi o que ouvi ontem numa reportagem do Fantástico)

sábado, 21 de março de 2009

O mundo todo

Conhecer o mundo é meu projeto,
quanto mais percorro os caminhos do mundo;
percebo que o mundo faz parte minha vida.

O diabo e a mulher

Em Minas tem um dito popular que diz
'’O diabo rezou no serviço da mulher”
Significa: faz o serviço da casa hoje,
e amanhã repete tudo de novo…
infinitamente.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ver, olhar e enxergar

Escrevo
não exatamente só o que penso,
mas detalhes que observo.

Minha casa

 

Meu espaço é limitado, fisicamente limitado.
Os limites são um sofá, pouco cômodo;
uma mesa alta incomoda, almofadas murchas,
uma TV a cabo que o controle muda de canal  infinitamente
e por último o portátil que uso o tempo todo;
para me comunicar, informar, desabafar,
escrever, ver e publicar: não exatamente o que penso,
mas detalhes que observo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Calendário

O tempo passa ileso,
impune e irrevogável;
mas só o tempo.

O Diabo rezou

Ser mulher é uma coisa que estou dispensando,
é que já vem com um encargo que abro mão.
Pode até ter o lado bom, mas tem um preço alto.
Como dizia o pai de uma amiga:
o diabo rezou no serviço de casa;
todo dia faz, todo dia tem que fazer de novo.
Vou querer brincar disso não!

terça-feira, 17 de março de 2009

Começar e trabalho

 

As vezes tenho determinações irrevogáveis,
mas as boicoto com armadilhas.
Tenho um querer incansável,
e uma preguiça mortal e paralizante.
Não me movo senão quando é tarde demais.
Agora estou aqui para me livrar desse estigma
Escrever até não ter mais nada a dizer,
nada para pensar e escrever, escrever, escrever.

Moral da história

Quanto mais eu vejo as notícias, o caos político,
mais decepcionada eu fico com a humanidade.
Por príncipio não seria preciso uma lei
para agir com ética e honestidade.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Meu amor

 

Mesmo se não te conhecesse sentiria saudades de vc.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Jogos de brincar

 

Nascer mulher era uma coisa que nunca me incomodou
Aliás nem fazia a menor diferença,
Sempre abracei a vida e o mundo com intensidade,
paixão e coragem. Medo nunca tive !
Mas de uns dois anos pra cá, cansei..
enchi, não quero mais brincar disso!
Se houver uma outra rodada, vou mudar de time.

domingo, 8 de março de 2009

Facilidades

As coisas sempre complicam
quando a gente se esforça pra isso.
Simplificar seria muito básico.

Clima e tempestade

 

Eu queria tanto contar para trás.
Diminuir os dias e aumentar o tempo bom.
E se puder escolher da proxima vez, vir do outro lado.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Argumentos

Saber medir as palavras:
Convence, soa falso ou restaura a paz.

domingo, 1 de março de 2009

De volta pra casa

Minha casa não tem paredes ou teto
Nem portas ou janelas,
Não tem ruas, nem trânsito
Não tem endereço,  nem vizinhos
O quintal é grande, mas não é meu.
Guardo na memória seus aromas e suas cores.
Minha casa  é esse paraíso que visito
sempre que tenho saudades.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Baia da Ilha grande

Minha casa é móvel, viajo com ela
pra onde houver mais de 2m de água sob a quilha
Mas ao ver a ilha grande já me sinto em casa.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Os dias contados pelo entardecer

Tororo

campinho

marau

buzios

Das coisas que vi e guardei na memória

Ao anoitecer,  fomos passear na vila, Maraú,
ainda estava enfeitada com luzes de Natal.
Vi uma menina entretida, sozinha, distraída no seu jogo,
encher um copo descartável, branco
com as pequeninas luzes vermelhas da decoração.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A foto que não tirei em Maraú

Amanhecendo
Uma canoa
Um homem
Sua cabra
E seu cachorro.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Livre

 

Me sinto assim acuada por loucuras externas.
Quero sair sem rumo, sem limite, sem objetivo,
Ver as coisas, as pessoas, me misturar e confundir
Com tudo que vejo e tudo que não sei.
Ando cansada da coerção, da neura ,
da tristeza alheia que contamina.
Mundo esta perdendo o encanto.

Numa noite escura

Uma pequena canoa
Um casal silenciosamente,
remava no mesmo rítmo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O que é morrer?

Senão deixar coisas por fazer.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Felicidade carioca

Desde ontem a vida tem sido mais leve, deve ser o sol, o vento e o rio.
O sorvete, as vitrines, todas essas coisas que fazem daqui um lugar de férias.
A arte, os livros, as possibilidades, um ar qualquer de improvisso, e urgência.
Uma sorte de acordar do lado certo da cama.
Bom dia ao meio dia, ao entardecer espero, lá do alto, o sol se despedir.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Rio de Janeiro por Simone de Beauvoir

Baia de Guanabara, vista aerea, outono de 2008




“O solo eriçou-se de montanhas denteadas, de “dedos de Deus”, e picos sem vegetação, de pães de açúcar; descobri uma baia semeada de inúmeras ilhotas e tão vasta que meu olhar não conseguia abarcá-la por completo. Rio. A beleza de Copacabana é tão simples, que nos cartões postais não a percebemos: foi preciso algum tempo para que ela penetrasse em mim. Abria minha janela no sexto andar; entrava no meu quarto um vapor quente, com um fresco odor de iodo e sal, e o marulho das grandes ondas. A linha dos altos edifícios abraça, em seis quilometros de extensão, a curva doce da vasta praia onde morre o oceano; no meio, uma avenida rigorosamente lisa: nada atrapalha o encontro das fachadas verticais com a areia plana; o despojamento da arquitetura harmoniza-se com a nudez do solo e da água. Uma única mancha de cor, na brancura da praia: pipas de aluguel, vermelhas e amarelas, com manchas pretas. Era inverno, e só se percebiam raras silhuetas, paradas ou em movimento, entre a calçada e o mar. De manhã cedo passam as empregadas do bairro; depois, por volta das 8h, as pessoas que trabalham durante o dia; e finalmente os ociosos e as crianças. Poucos tomam banho: as ondas são fortes demais; há enseadas e praias mais protegidas em outros lugares; em Copacabana as pessoas molham os pés, estendem-se ao sol e jogam futebol. Era difícil pensar que essa solidão indolente, que o esplendor bruto do oceano e dos rochedos pertenciam a uma grande cidade compacta e febril. À noite, uma bruma com cheiro de estufa peneirava as luzes dos edifícios e o neon dos cartazes: e nada mais no mundo se poderia desejar, além dessa cintilação e dessa fresca umidade.
O bairro morre junto a uma rocha cortada por algumas ruas, mas que geralmente se atravessa por túneis. Por toda a cidade do Rio há morros e pedras que interceptam suas ruas, e que são atravessados subterraneamente por avenidas. Esses monte são cobertos de vegetação, e a floresta invade a cidade, sitiada também pelo oceano: nenhuma outra grande cidade pertence tão integralmente à natureza. Um passeio de carro pelo Rio, é uma sequência de escaladas e de curvas, de quedas imprevistas, de descidas íngrimes, com bruscas e magníficas descobertas sobres os rochedos da costa, com seu colar de praias…”

Texto do livro A força das coisas / Simone de Beauvoir em sua visita ao Brasil em 1960

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Assim eu vi o Rio

Essa maravilha é o que vi agora mesmo, entrando pela baia de guanabara.

Declaro que chegar no Rio pelo mar,  é uma visão que impressiona não só pela beleza, mas  os tons, as sombras, as cores, a grandeza, a beleza das montanhas, as ilhotas, o mar, a baia que une tudo num denominador comum, as águas (poluidíssimas infelizmente) do Atlântico; e ainda uma ponte gigantesca como a hospitalidade brasileira. Embora os cariocas reivendiquem a posse da cidade, o Rio é de quem a ama (e tem milhares de cariocas por adoção), com todos seus problemas de cidade grande, de quem se deslumbra e fica sem fôlego quando deita sobre a cidade o primeiro olhar. Eu que  tenho até carteira de identidade, passaporte e namorado carioca, ainda me encanto e fico sem palavras a cada vez que entro no  Rio pelo mar; afirmo e dou fé que é a cidade mais linda do mundo (que eu conheço, naturalmente)  chegando-se pelo mar.

Assinado: Christina, paulista de nascimento, mineira por criação e carioca por  adoção.

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Capacidade

Para me irritar precisa fazer muita força
mas pra me tirar do sério é num instantinho!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Abel Aguilar

Abel no ano passado qdo trabalhamos juntos no Pico Alto.










Hoje a notícia é triste, porque a morte de um amigo e de forma tão violenta,
leia mais:
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=18176&mdl=50
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1069245
http://pintandoosetti.wordpress.com/
http://maracatublog.wordpress.com/2009/02/09/piratas-a-bordo/
nos dá a impressão de que chega, basta de impunidade nesse país, basta de autoridades omissas; onde os assassinos ficam impunes, basta de leis permissivas.
Nem a justiça nem os monstros presos irão dar à viúva nem a orfã um conforto para a dor delas. Nem muito menos a figura paterna que essa criança irá crescer sem, com sua morte , toda a estrutura de uma família foi para o ralo, por que?
Por que esses monstros, usuários de droga (é a desculpa da hora), agem de forma absurdamente violenta, e consciente da impunidade, acabam com vidas, e não só do Abel Aguilar, mas de toda sua família, que terá de aprender a conviver com essa perda, com essa dor, que o tempo pode até amenizar mas não acaba.
Estou cansada de me sentir acuada pela violência que já não é virtual, uma violência que que atingue todos nós e contamina, pois a vontade que dá numa hora dessas é de reagir com as mesmas armas, pegar esses monstros 'drogados’ e fornecer muita droga pra eles, tanta e de uma vez só pra que eles tenham uma grande e única ‘viagem’ sem volta. Cadeia, cortar uma mão, é pouco. Esses infelizes, tutelados por essas infinitas ONGs/ direitos humanos, e por um governo hipócrita, uma justiça capenga, vão continuar do jeito que são, porque também eles fizeram suas escolhas; não me venham falar de doença, porque vício não é doença, é escolha sim, senhores!
Más escolhas, porém escolhas pessoais. Porque afinal ninguém coloca na sua boca, nariz ou veias à força as drogas que vc consome, ou com uma arma na sua cabeça te obrigando a viciar-se. O mundo tá cheio de gente que escolheu o vício e se deu mal e também de exemplos de pessoas que sairam do vício e se salvaram e recuperaram a dignidade.
Não tenho dó dos viciados, se tiver que ter pena de alguém será dos pais e parentes desses desgraçados que fazem a existência de todos um inferno.
O estado peca na educação, nas leis, na punição! E quem paga somos nós cidadãos, que no real conceito dessa palavra, é quem paga imposto, que trabalham e muito, que manteem esse país e que sustenta os incompetentes que fazem as leis .
Um tiro ou dois, a fração de segundos que durou a vida depois do disparo deve ter doido mais que o impacto fisico da bala no corpo, saber que acabou, não há nada pra fazer que mude o fim, o seu fim. O que me dá raiva é me sentir de mãos atadas, me sentir a mercê dessa violência sem poder fazer nada, esse papel de vítima mata por dentro a esperança de viver num Brasil melhor.'
Minha alma fecha os olhos e chora sinceramente.

Abel, descanse em paz!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Acontecimentos

 

Serão todas as lembranças condenadas à morte, porque as esquecerei ou não haverá nada que deixe registrada sua existência?
Tenho algumas lembranças de infância, poucas, detalhes, é como se eu simplesmente não estivesse o tempo todo ali vivendo, somente em alguns momentos eu acessava o mundo com meus dedos, meus olhos, olfato. Sentia com meu corpo todo um instante concreto, depois as imagens se desfazem, por encanto ou mecanismo de defesa, para deixar pra lá qualquer problema.
Vasculhar a memória atrás da minha história trará de volta o que foi arquivado e delegado ao esquecimento, fará bem a minha saúde viver isso tudo de novo,  e que importância teriam esses acontecimentos?
Me tornará velha antes do tempo lembrar e escrever, ainda não é a hora de reminicências.
Melhor deixar minhas lembranças pra hora da morte, amém

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sem lua

 

Noite passada, navegando;
haviam no céu tantas estrelas,
tantas que parecia que tocavam o mar.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O tempo não para

Na maioria dos dias
nem me lembro que o tempo voa,
para falar a verdade, nem penso muito nisso.
O tempo, eu sei, continua passando,
independente do meu pensamento,
ou da minha vontade,
mas também não me importo com ele,
na maior parte do tempo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ontem

 

Busquei no espelho uma imagem conhecida,
a ídéia que eu tinha de mim mesma.. uma estranha me sorriu.
Podia ter sido outra pessoa, mas era eu. Não gostei de me ver sem ser como fui ou melhor como me via antes, sem precisar olhar em espelhos, antes de envelhecer, aos poucos, todos os dias e; não se dar conta que é sempre para o fim que caminhamos , nem sei onde ficou minha juventude, meu corpo leve, jovem e saudável, de ontem.
Hoje esta lento e de formas que me são estranhas, que ainda não me acostumei a elas. Me pergunto porque não sou a imagem que tenho de mim mesma, que sei ter sido. Onde envelheci ou fui trocada por essa outra mulher madura?
Quando tinha  15 anos achava que mulheres de 30 anos eram velhas, maduras e experientes, aos 25 já pensava que ao chegar aos 40 eu estaria na reta final pouco restaria de vida dentro de mim, seguiria o rumo da vida como minhas ancestrais, nada de novo pela frente senão aprender a lidar com as perdas.
As perdas vieram assim como os quarenta e poucos anos, e junto com tudo isso vieram novas emoções e mudanças radicais. Que eu nem imaginava ou sonhava. O tempo passou tão rápido que nem lembro de tudo que aconteceu, porque não  prestava atenção estava somente vivendo cada instante, mergulhando nas coisas que iam me acontecendo e aparecendo.
Agora as horas se alongam quando me percebo desperdiçando precisos momentos que não poderei recuperar, e ainda há horas que voam alto, longe, desaparecem entre meus dedos quando aproveito os detalhes que me oferece o dia.

Entre linhas

Declarações significativas,
São feitas numa única e pequena frase.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Seguindo viagem

sapinho (12)

Na partida da Baia de Camamu:
O vento em popa
Mar de águas azuis
Ondas raras e correnteza a favor
De noite, estrelas aos montes.
Precisa mais?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Mapas

Como não me contento em existir simplesmente,
vago pelo mundo, errante.
Onde todos os caminhos me levam
a onde eu quero ir!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Abril

Confesso que nasci, foi de tardinha e não me lembro ter estado lá, mas há testemunhas do evento. Desde então vejo um mundo,
e transito por ele
com alguma desenvoltura, mas não sem paixão ou descaso.
Trato a vida com poucos senões, procuro conhecer cada cantinho, cada detalhe por onde passo. No caminho deixo decepções, carinho, amizade e um pouco de tudo mais as impressões carrego comigo na mochila.
As fotos mais belas são as que guardei com o olhar.
Q
uando começar a contar o tempo será através dessas viagem
e as estradas que andei, os lugares que vivi um dia, uma semana, qualquer mês ou ano.
Onde começo é passado, onde conto é futuro e por onde passo é agora. Me seguir seria loucura, me alcançar um desafio.
Estou sempre chegando numa estação de primavera, verão, outono ou de trem. E me despedindo no inverno.
Parar é algo que não tem porto ainda, nem projeto; o fim será meu quanto não houver outros paraísos desconhecidos, assim vou adiando o desfecho da história e da vida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Notícias diárias

todas as palavras já foram usadas,
e gastas de tanto serem repetidas
talvez não haja mais nada para ser dito

domingo, 18 de janeiro de 2009

Afinal de contas

Preciso contar, e recontar.
Pois já cansei de ver um lugar tão perto
que não posso mais alcançar.
Me restou uma foto com zoom.

Autopiedade

 

Desce da cruz que as ‘tauba tem serventia’!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Das coisas que eu sei

Me servem muito pouco.
Tenho estado cansada do conhecimento,
das verdades, e dos argumentos.
As mesmas frases e os mesmos senões.
Nada é novo nas relações humanas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Antes de partir

Não vou calar, nem deixar de pensar.
Escrever será aos poucos,
para não perder cada palavra.
Os sentimentos deixo pra mais tarde.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Baia de Camamu

 

marau (6)

Achei um lugar com gosto de sossego, silêncio e paz!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Por enquanto

Alguns projetos não desisto
mas também não levo adiante.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Os nomes das coisas as coisas dos nomes

Idéias que nascem ao entardecer,
criam vida e voam para longe.
Quando amanhece traz novidades
e  dorme até mais tarde.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ilha dos Tatus

ilhadostatus (24)

Não há como mudar o passado, talvez só dê para identificar
os momentos que fizeram a diferença,
e que ficaram como marcos na história pessoal.
O que me chama a atenção são justamente os instantes das escolhas,
a intuição, aquela fração de segundos que faz escolher uma coisa à outra.
Por coincidência ou destino passei pelos mesmos lugares,
que reconheço hoje, sem fantasia, que os dispensei um pelo outro.
E estando nesse mesmo lugar, agora sem nenhuma opção para escolher,
sem mudanças para acontecer, sem decisões para tomar, vou me deixar ficar .
No lugar que nunca vivi , que não é meu sonho,
mas que posso me recordar com detalhes e saudades.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mãos ao alto!

Nas ilhas, nos mares, em terra;
nada é o suficiente ou bom o bastante,
para conter as violências gratuítas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ômega

Os ponterios do relógio giravam macios,
e nem assim o tempo ia devagar.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Fogo

Alho, azeite, sal grosso e pimenta, mesmo  a gosto.
Basta para temperar mas, não para dar sabor.

sábado, 3 de janeiro de 2009

À beira da vida

Os olhos nublam minhas impressões,
As lembranças estão condenadas à morte,
Minha juventude me escapou pelos dedos;
e fiquei a ver navios à beira do cais.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Coisas que quero pensar mas, só depois

Que a chuva cair,  o sol se pôr e meu sorvete derreter:
Da onde vinham as histórias escolhidas, que não vivi,
mas que eu contava com tanta propriedade?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Companheiros de viagens

azulbaiano-(11)

Num céu azul e mar ainda mais do que azul começamos um novo ano, de verão e calor.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Muito

ribeira

Detesto retrospectivas,
No entanto esse ano tem uma única palavra:
Muito!
Muito lucro em  fusões  em hora de crise,
Muito roubo de zilhoes de dinheiros por todos os lados,
Menor preso com muitos roubos de carros,
Muita conversa fiada,
Muita pesca com bomba,
Muita guerra santa disfarçada.
Muita violência explícita.
Quero um ano menos!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Quando me irrita o tempo passando

Os olhos nublados,
a distância da nitidez,
o calor instantâneo…

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Stress baiano

Ouvi: .. ai a gente se chateia
e nem para no sinal vermelho.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Embarque

Os lugares são definidos como origem ou destino.
Os 'origem' são aqueles que tem mais partidas que chegadas.
E os 'destino' é pra onde todos vão ou querem ir.
Agora, tem gente que sai de um destino e
parte para destinos ainda melhores!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ficar doente serve pra que?

Pra dormir, descansar e
desistir de ficar doente.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vida de príncipe encantado ou conto de fadas às avessas

Era uma vez um lindo palácio, lá morava um belo e gentil príncipe encantado.
Levava uma vida entediante e monárquica, em reuniões e conflitos internacionais.
Embora cercado de muitos nobres e belas princesas;
seu olhar estava sempre perdido.
Todas as vezes que se via livre das funções reais ele ia para a janela
e observava muito longe um enorme, belo e eco-lógico pântano.
Um dia uma princesa mais moderna e ousada lhe perguntou:
_ Você olha tanto pra lá.. porque não vai fazer o que quer?
Ai o belo príncipe encantado se lembrou de onde veio e quem ele era;
nesse momento as coisas ficaram mais claras.
Mas somente com um beijo de amor sincero, de uma princesa
poderia devolvê-lo para seu habitat natural e voltar a ser
o velho sapo de brejo e ser feliz para sempre!!
Moral da história: se quiser rezar para pedir alguma coisa na vida,
não peça uma princesa ou um príncipe encanto;
reze para não encontrar uma bruxa de mal-humor pelo caminho!
(inspirado numa conversa do Rui Castro que ouvi na bandnews hoje de manhã)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ladeira de Tira-chapéu

Reverência com chapéu dos outros,
ou auto-promoção de doação ou voluntariado,
não é solidariedade.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

As leis e as vias

Adoro vias de mão-dupla,
mas quando há regras,
elas serão fatalmente vias de mão-única.
Agora, transgredir a ordem é contra-mão!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Todo dia

Tô contando os acontecimentos,
que me separam do cotidiano.
Todo dia é quase eterno.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pactos

Será que as pessoas mantém a vida toda,
na mesma rotina ,para se sentirem viva, ou
para abreviar o sentimento de morte?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Origem

Onde nasci não me reconheço
Onde vivi não tenho raízes
Onde estou é provisório
Onde moro não tem nome, número ou endereço.

sábado, 22 de novembro de 2008

Noite de tempestade

Dormir é como chover fininho
Encharca a vontade e esfria a ação.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Questões

A resposta que vem antes da pergunta,
fica muda quando certa
e grita quando é louca.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Onde acaba uma discussão?

Todo acho nos limita,
não dá pra ir adiante,
não há argumentos, nem evolução
Acho funciona como ponto final.

sábado, 15 de novembro de 2008

Matemática

Algumas pessoas se movimentam pela vida,
como um denominador comum, se adapatam a tudo.
Mas outras são números primos, pra sempre.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Seis dias

Saudade é quando demora.
Demora pra chegar.
Demora pra voltar.
Até esperar, demora..

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Niver de amiga

Está tão feliz que anda de mãos dadas,
até dentro de casa!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sério

Tem dias que me canso
Das falas, dos olhares, das histórias.
Das pessoas então, é inevitável.

domingo, 2 de novembro de 2008

Conversas de domingo

 

RegSaveiroitaparica (25)

 

Começa cedo,
mas leva o dia todo,
para partir!!!

Conversas de domingo

RegSaveiroitaparica (25)

Começa cedo,
mas leva o dia todo,
para partir!!!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dia de Salinas

Chegar na quinta com vento contra e forte,
ondas que faz balançar até a alma.
Ai dá vontade de ir de novo pro Tororo.