sexta-feira, 23 de setembro de 2011

senza voglia di adio

 

venezia (192)


No último dia em Veneza, sai sem mapas,
sem planos, sem fotos.
O último passeio teve a impressão de eterno
O último sorvete de café  não era mais adocicado
O último spritz não refletiu os contornos do entardecer
A última música na praça era apenas triste
Despedir é tão ruim
que amarga a saudade previamente.
E a gôndola não me levou pra passear nas águas venezianas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Existe

 

 

venezia (158)

Amor à primeira vista..
Claro, foi assim comigo,
quando cheguei em Venezia.
Há anos tento achar meu lugar no mundo
Existem vários paraísos que adoraria morar por um tempo
Mas  Venezia, quero morar já, sempre.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

In bocca al lupo



2011-09-16 13.14.28

A porta enfrente é da prefeitura de Lucca, onde realizam os casamentos, a porta aberta é de um lindo jardim  público.
O curioso é que havia uma velhinha (de verdade) numa bicicleta que parou aqui e começou a raspar seu bilhete da loteria, desejei boa sorte e ela me respondeu:
Venho aqui porque é um lugar que porta fortuna, as pessoas apaixonadas se casam aqui é isso traz sorte.
Sorrindo me disse que não ganhou nada, e saiu pedalando..

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É pra lá que eu vou

 

filettino

 

Outro dia Mateus leu no G1 que na Itália uma pequena cidade de 598 habitantes se declarou Principato di Filettino, para obter sua independência do estado italiano, devidas as medidas de cortes de orçamentos tomadas pelo governo federal.
Já criaram e imprimiram sua própria moeda. O prefeito com isso conseguiu chamar a atenção da mídia internacional para sua pequena cidade, que fica a 100km de Roma.
Nós que estamos começando nossas férias não podíamos deixar passar essa oportunidade histórica!
Quem disse que é só no Brasil que tudo acaba em pizza?!
Se que saber mais sobre Filettino, leia o artigo do The New York Times via UOL e visite o site do Principado http://www.principatodifilettino.com/

 
Contrária a medidas do governo, cidade italiana quer virar principado independente

Elisabetta Povoledo
Filettino (Itália)
The New York Times

Quando o governo italiano anunciou, em meados de agosto, que obrigaria as cidades com menos de mil habitantes a se fundir com as cidades vizinhas como parte de um plano emergencial para cortar o orçamento, houve protestos estridentes por todo o país.

Evocando a história da Itália, uma nação forjada a partir de incontáveis cidades-Estado que protegem suas tradições locais, dialetos e diversidade, alguns dos prefeitos das 1.963 cidades afetadas pela medida “trancaram” as portas de suas cidades. Outras disseram que receberiam imigrantes da Líbia afetada pela guerra para aumentar sua população acima do marco dos mil habitantes.

O prefeito de Filettino tem aspirações maiores: ele quer que sua cidade nas colinas a leste de Roma – com 598 habitantes – se transforme num principado independente.

“Se é isso que é necessário para manter a autonomia da cidade e proteger seus recursos naturais”, disse o prefeito Luca Sellari, que foi eleito em maio. Além disso, acrescenta ele: “todos sonham em ser príncipes”.

Como é apropriado a um monarca, Sellari não perdeu tempo para correr atrás de seu sonho. O pretenso principado tem um brasão que agora aparece em tudo, desde camisetas (“que vendem muito”, disse Sellari) até um licor, o Amaro do Principado, que uma bartender local, Maria Cerrocchi, disse ser apenas uma garrafa de outro licor “com um rótulo fotocopiado colado em cima”.

Filettino até imprimiu sua própria moeda, o fiorito, que significa “florido” (“como a cidade irá florescer com sua nova natureza”, explicou o prefeito) e que remete ao florin, a moeda cunhada no século 13 em Florença. Se os fioritos se tornarem uma moeda legal (até agora eles são apenas souvenires), a taxa de câmbio deverá ser estabelecida em 2 para cada euro.

“Veja só, resolvemos o problema do debate público”, disse Enio Marfoli, que é conselheiro de cultura e oboísta em tempo integral e planeja escrever o hino nacional. Marfoli disse que já estava fazendo sua parte para ajudar o estado italiano a cortar as despesas administrativas: como conselheiro, ele trabalha de graça. “É basicamente trabalho voluntário”, disse.

Por toda a Itália, prefeitos de cidades pequenas estão irritados com o fato de o governo nacional ter escolhido cortar seus orçamentos relativamente insignificantes em vez de atacar temas grandes e politicamente delicados como aumentar a idade de aposentadoria do país.

“Você sabe quanto os prefeitos e conselheiros das cidades pequenas da Itália custam ao Estado?”, perguntou Franca Biglia, presidente da Associação Nacional de Cidades Pequenas, conhecida como ANPCI. A resposta: 5,8 milhões de euros, disse ela, quase o mesmo que o Parlamento baixo “paga por seus serviços de restaurante”.

Ela acrescentou: “nós trabalhamos como loucos, e eles querem cortar uma coisa que custa o mesmo que a cozinha do Parlamento. O que eles estão esperando? Que uma revolução estoure?”

O governo, ao que parece, pode estar alimentando ideias parecidas. Depois que os prefeitos da ANPCI protestaram em frente à câmara baixa na sexta-feira (26 de agosto), eles garantiram que suas preocupações seriam levadas em conta quando o Senado votasse sobre as medidas contra a crise no começo da semana.

Também há sinais de que o governo está amolecendo em outras frentes, como os cortes propostos a institutos de pesquisa com menos de 70 funcionários ou às províncias com menos de 300 mil habitantes. Notícias sugerem que essas duas medidas podem ter surgido do orçamento de emergência que foi adotado às pressas em 12 de agosto num esforço para acalmar os mercados financeiros e satisfazer o Banco Central Europeu, que estava pressionando a Itália para acelerar o trabalho de equilibrar seu orçamento.

(…)

Mas mesmo que a medida que obriga as pequenas cidades a se fundirem seja retirada, Sellari, o pretenso príncipe de Filettino, disse que levará adiante seus planos monárquicos. Ele deve se encontrar na segunda-feira com um dos advogados mais famosos da Itália para examinar o aspecto legal da secessão – os detalhes constitucionais que ele tem certeza que serão superados.

“Faz parte do lema do principado”, disse ele. “'Nec flector, nec frangor' – não vamos nos curvar nem quebrar no que diz respeito aos nossos planos.”

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Estou de malas prontas

 


Para outra viagem
Nos caminhos antigos
Nas velhas cidades,
Pela história e seus museus.
Pelo odores e sabores
da poética gastronomia italiana.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando setembro chegar

 

kalami  (2)

 

Já chegouuuuu!!
Vou arrumar as malas de novo
E partir  para a férias com Teus.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mítica Ithaca

 

Sou muito suspeita para escrever sobre a Grécia, desde sempre fui apaixonada pela sua mitologia e sua história. Na Grécia a comunicação é fácil, em quase todo lugar se fala inglês, os gregos são divertido e sabe receber bem os turistas.

Um detalhe, as viúvas vestem preto pelo resto da vida, são muito bravas e pela tradição não podem falar com estranhos, por isso não estranhe se cumprimentá-las e receber um silêncio de volta. Mas a maioria dos gregos não é assim, ao contrário são um povo alegre e musical.

Tive uma experiência muito diferente na Grécia: uma noite na ilha de Kálamo, esperando na fila do telefone público, tinha uma senhora falando e um senhor grego antes de mim, que me perguntou de onde eu era. Quando respondi Brasil ele começou a falar as poucas palavras que ele lembrava em português, me contou emocionado meio em italiano e inglês, que tinha estado no Brasil há 40 anos por 6 vezes e  disse a tal palavra em português que quer dizer tudo: saudades.

Ele me puxou de lado pois era sua esposa ao telefone, para me contar que tinha deixado o melhor da vida dele no Brasil, o seu amor, uma garota que conheceu em Santos que trocaram correspondência por um tempo, depois a família da moça era contra o amor deles e não a deixou embarcar com ele para viver na Grécia. Pediu que eu falasse um pouco em português.

E com lágrimas nos olhos beijou minha mão, me deu seu amuleto, um pequeno cordão de contas que eles dizem que é anti-stress e um passatempo. Não tive como recusar. Agradeci: efikasristo, em grego por delicadeza. Me ainda disse que era ele que agradecia porque eu que tinha lhe devolvido a lembrança de uma fase bonita de sua vida.

Não sei seu nome, estive nessa ilha somente 10 horas. Nos folhetos turísticos dizem que é uma reserva florestal e a chamam de ilha do amor. Naquela noite, conversando na fila do telefone, fiz alguém se recordar que está vivo, que o que vivemos é o que vale a pena, nosso tesouro são as lembranças. Fui embora sem conseguir falar ao telefone com o Brasil e também com saudades.

A Grécia tem milhares de ilhas, escolhi vou falar sobre Ithaca, minha ilha predileta, já visitei umas cinco vezes sempre de barco e não me canso dela, é umas das três mil ilhas gregas e fica no Mar Iônico.

A capital e o porto principal, onde chega o ferryboat - única forma se locomover entre a maioria das ilhas é pelo mar - é  Vathi  uma baia muito abrigada, onde não se vê mar aberto, a noite costuma soprar um vento agradável e a ancoragem é tranquila e sem ondas. A cidade é toda montanha acima, as casas tem lareiras, mas na primavera e verão Ithaca tem um clima agradável. Na montanha mais alta, bem lá em cima tem um mosteiro, com uma vista de tirar o fôlego, onde se pode ver os dois lados da ilha.

Vivem em Ithaca 3000 habitantes o ano todo lá, na alta estação a população aumenta, os jovens voltam pra casa por causa do trabalho com o turismo. E no outono/inverno voltam todos para Atenas pra trabalhar ou estudar na cidade grande.

Existem diversas baias onde se pode trocar de lugar todo dia sem repetir. Kioni é um lugarejo de duas ruas, com casas construídas nas encostas, cheia de oliveiras, artesanato em ouro e vidro, restaurantes especializados em peixes e frutos do mar. E naturalmente praias de água transparente, muito limpa, sem ondas e desertas.

A praia que mais gosto é Pera Pigadhi, tem uma ilhota enfrente com o mesmo nome, o mar é azul turquesa. É uma praia típica do mediterrâneo, de pedrinhas redondas e brancas, de extensão pequena, as montanhas descem verticalmente até a faixa de pedras, não tem acesso por terra por isso está quase sempre vazia.

Ali perto, caminhando por mais de uma hora, morro acima, tem a nascente d’água, que dizem é a fonte da juventude.

A outra praia legal e cheia de histórias é a praia de Ulisses onde vivia Penélope que tecia uma peça no seu tear de dia e o desmanchava durante a noite a espera de seu Ulisses, segundo reza a lenda.

Ok, vou parar de falar de Ithaca para deixar o prazer de conhecê-la à quem quiser viajar pelos mares azuis gregos.

Como chegar: De avião para a Itália e em Bari ou Brindisi pegar o Ferryboat para Ithaca, geralmente faz várias escalas, a nave saí a noite e demora umas 9h de navegação por isso é bom comprar uma cabine para ir dormindo. Ou então de avião de Atenas (e outras cidades da Europa) para Corfu ou Zante e de lá pegar o transporte marítimo por poucas horas.

Dica: Experimente de tudo da cozinha grega, que é muito boa, o destaque fica para os maravilhosos iogurtes grego, Saganaki que é queijo feta frito, e a mais popular de todas a Pitagiros uma espécie de pão redondo frito no azeite grego, com carnes de porco, carneiro, frango, tomate, cebola, batata frita e tzazik (molho a base de iogurte) tudo isso enrolado em formato de cone. E bom apetite!

 

Texto publicado no site http://osorioshopping.com.br/category/colunas/prazer-em-conhecer/

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ouvi ontem

 

Ele acordava muito cedo para ir surfar, mas tinha uma mania de trancar o carro, travando a porta aberta e segurando a maçaneta  para travar sem precisar da chave.
O amigo dizia vc vai acabar trancando o carro com a chave dentro. Claro que no dia que tinha mais pressa isso aconteceu, teve que chamar um chaveiro pra abrir, e que fez o serviço em cinco minutos.
Mas esse é só o fato, legal mesmo foi o que aconteceu depois:
- e ai amigo quanto foi?
- 50
- o que 50 pratas? Nem pensar que pago isso tudo.
Então ele pegou a chave e trancou o carro de volta com ela dentro.

sábado, 27 de agosto de 2011

Domenico Modugno


poglianno M (4)
Viagens de um único dia, reservam surpresas as vezes engraçadas. Para entender o que quero contar: esse ano a música tema foi Volare de D. Modugno, que se transformou na música predileta do Mateus.
Ele foi passear em  Polignanno a Mare a cidade do  cantor, havia uma excursão de idosos italianos, quando chegaram na estátua do cantor, um deles contando a história  do cantor começou a cantar e em segundos dezenas de velhinhos cantavam, alegres , com braços levantados:
Penso che un sogno così non ritorni mai più:
mi dipingevo le mani e la faccia di blu,
poi d’improvviso venivo dal vento rapito
e incominciavo a volare nel cielo infinito…
Volare… oh, oh!…
cantare… oh, oh, oh, oh!
nel blu, dipinto di blu, felice di stare lassù
Depois do espetáculo só um entardecer com a famosa especialidade da cidade: Gelato al café!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Immagine Originaria


“Tutti dobbiamo imparare
che la nostra autenticità
se trova nel buio del nostro essere,
non riposa nel nostro lato visibile.
E quindi pìu raggioniamo,
pìu pensiamo su di noi,
e pìu ce ne allontaniamo.
Nessuno assomiglia minimamente
a quello che crede di essere..
L’attaccamento a un’idea di se stessi fa ammalare pìu di qualsiasi altra cosa al mondo.
Il credere di sapere chi siamo e dove dobiamo andare soffocala nostra autenticità.”
Raffaele Morelli

Versão em português by me:

Todos devemos aprender que a nossa
autenticidade
se encontra no lado escuro do nosso ser,
não descansa no nosso lado visível.
Logo  mais racionalizamos,
mais pensamos sobre nós mesmo,
mais nos distanciamos.
Ninguém se assemelha minimamente
aquilo que acredita ser...
O apego a uma ideia de si mesmo faz adoecer mais do que qualquer outra coisa no mundo.
A certeza de se saber quem é e onde deve andar
sufoca nossa autenticidade.
Raffaele Morelli

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu voltei agora pra ...

Um mes sem internet e
Centenas de livros
Faz sonhar
Faz viajar
E melhor ainda
faz querer muito mais...
Como arrumar as malas e seguir o destino do vento!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Deserto de Atacama

 

 

           A primeira vez que vi um salar fiquei sem palavras, talvez o que seja marcante é subir as altíssimas montanhas, ficar quase sem ar ao chegar no altiplano e dar de cara  com um enorme lago branco, numa extensão ‘blanca’ a perder de vista, quase uma miragem cercadas de montanhas ainda mais altas do que onde estamos.
          Por ali somente as lhamas e vicunhas circulam. Lagoas (quase secas), repletas de Flamingos, numa paisagem ainda mais bonita e impressionante. A natureza é exuberante e hostil.
          Meu destino? O lugar mais seco do mundo:  San Pedro de Atacama , Chile, de ruas estreitas de terra, onde o pó  é uma constante, o vento carrega além da terra vermelha uma areia fina,  a visibilidade quando está ventando é muito baixa.
           A vila é muito pequena com casas feitas de um tijolo de barro cru que são muito eficientes, durante o dia enquanto tem sol as casas são frescas e agradáveis ao escurecer elas são quentes e acolhedoras.
           Os restaurantes da cidade são para todos os gostos e bolsos. As frutas são irresistíveis, saborosas e com um odor inebriante. O povo chileno têm tradição e fama de receberem bem, por isso aproveite o lugar e sua hospitalidade.
            Os passeios podem ser feitos de bicicleta ou contratando alguma excursão nas dezenas de agencias de turismo. Se estiver de condução própria, um mapa, guias e uma visita às informações turísticas oficiais é o suficiente para organizar seu próprio roteiro. Visitei salares, o vale da lua, o vale da morte e as lagunas, lá tem o que fazer todos os dias e o dia todo se quiser, quatro dias para quem tem pouco tempo é o suficiente pra conhecer o deserto de Atacama.
             No alto na cordilheira, onde os picos das montanhas ainda estão com gelo mesmo quase no meio da primavera e depois da última subida, ao fazer a curva tome fôlego, você vai ver a Laguna Miscanti.
             Nessa hora fiquei imóvel, sem palavras por causa da beleza, do frio (o termômetro do carro marcava 3 graus), pela altitude de 4207 metros e pelo vento que não dava trégua.
              Detalhe: antes de sair para esse passeio, quando estava ainda na cidade, tinha muito sol e uma temperatura agradável, assim fui de bermuda e blusa de manga comprida, sem agasalho, foi o pior frio que eu já passei. A beleza e o impacto de ver esses lagos completamente azuis, quase violeta, no meio do deserto vermelho-terra, dos salares branco sujo, é uma tatuagem na alma e me fez esquecer o frio de bater queixo.
            O deserto, o salar, as lagunas, a areia, o cemitério indígena na beira do caminho, sem cruzes ou nomes, somente com pedras empilhadas, qualquer um desses detalhes, que mudam de cor conforme a luz do sol, ao amanhecer e ao entardecer,  e cujos nossos olhos não estavam acostumados, deixou sua marca na memória, nada foi ou será igual  a esse espetáculo de  exuberância  da natureza, desse lugar seco e frio, de sol todos os dia, que nunca chove e de muito vento.
             Depois do primeiro impacto da beleza estranha, o deserto quase sufoca, não pelo calor, frio, vento, sol, mas pela secura agressiva, hostil da poeira, que é a terceira margem da vida no deserto.
            Fui embora depois de cinco dias com saudade adiantada da delicadeza que antagonicamente só um deserto pode oferecer, ficou faltando conhecer o inverno branco desse lugar, que me aguarda numa outra vez.

        Como Chegar: de avião via Santiago / Calama, depois mais 1h30 de carro até San Pedro de Atacama, em Calama pode alugar um carro para ter mobilidade, ou pegar um ônibus que faz essa linha ou ainda o transfer da agencia de turismo contratada. Tem a opção ainda de ir de carro da Argentina partindo de Salta.

         Dica: Verão e inverno são altíssima temporada. Os preços sobem e é preciso reservas antecipada nos hotéis e pousadas. Estive na primavera e a cidade estava quase vazia, foi fácil achar uma boa pousada por um preço melhor ainda. Leve soro fisiológico para umedecer as narinas, colírio, protetor labial, manteiga de cacau, protetor solar, roupas para o calor do dia e o frio das noites.

 

Texto publicado no site http://osorioshopping.com.br/category/colunas/prazer-em-conhecer/

sábado, 30 de julho de 2011

Quebrada de Humahuaca

 

       

            O que mais gosto em viagens é maneira arrebatadora que os contrates das paisagens se apresentam a cada novo lugar. A Região da Quebrada de Humahuaca, na Cordilheira dos Andes, numa altitude de 2300 metros, norte da Argentina é um destino que oferece tudo isso.
            A  pequena e encantadora Tilcara é uma cidade de cores vivas, vento e frio seco, de poeira e árvores frutíferas nas ruas e praças, um povo de ancestrais indígenas - os povos originais - uma gente simpática e hospitaleira.
            A comida local segue a regra de toda a Argentina: carne de ótima qualidade, empanadas leves de todos os sabores, muito chá e o sempre presente dulce de leche.
Caminhar pelas ruas da pequena vila é ótimo programa, para ver as montanhas sem vegetação se colorem de matizes vermelhos ao entardecer. As casas de chá nos fins de tarde são um alento para se aquecer do frio depois dos passeios e jogar conversa fora.
            Já a cidade vizinha, Humahuaca, é um povoado indígena muito antigo, que habita essa região desde antes do homem branco chegar às Américas. É Patrimônio Histórico da Humanidade. Gente alegre,  colorida nas roupas, nas frutas, batatas, choclos (milhos), nas flores sempre vivas e no artesanato diferenciado.
            Emoldurando outro pequeno povoado indígena, na subida da cordilheira, vê-se   El Cerro de las Siete Colores, aqui tudo combina com os tons dos artesanatos locais e das montanhas que abraçam a vila de Purmamarca. Saindo dessa última cidadezinha e começando a subir a cordilheira tem a Cuesta de Lipan, uma estrada que leva para o Paso de Jama, a mais de 4100m de altitude, onde tem a passagem na Cordilheira dos Andes, entre Argentina e o Chile. É uma subida com centenas de curvas muito fechadas que serpenteiam as montanhas áridas e fascinantes, de todas as cores, do lado argentino da Cordilheira.
            Todos esses contrastes e belezas encontrei no caminho para meu destino, San Pedro de Atacama, mas sobre essa viagem conto da próxima vez.

        Como chegar: de avião ir para Salta, cidade mais próxima e capital da província, depois pode alugar um carro, contratar uma excursão (de um dia são mais ou menos 230 km) numa agência de turismo, ou ainda pegar um ônibus na rodoviária e seguir para lá se hospedando nas dezenas de pousadas e hotéis da região. Se estiver com tempo quatro dias está de bom tamanho para explorar a região. Outra opção é ir de carro desde o Brasil.
         Dica: Lá quase não chove, mas faz frio o ano todo. Verão e inverno são a alta temporada e espere encontrar preços mais altos (talvez precise de reservas nas pousadas). Na primavera a temperatura é bastante agradável e como é fora de temporada os preços são bem convidativos.


Texto publicado no site http://osorioshopping.com.br/category/colunas/prazer-em-conhecer/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Destino a seguir

 

Tudo pronto para partir
Só a espera que se prolonga
Um detalhes que se atrasa
Tem um mar azul que espera
e um vento que sopra segredos
é hora de soltar as amaras
e nos deixar levar ao sabor dos deuses gregos.

sábado, 23 de julho de 2011

Procura-se Amigos de infância

 

 

 Da espquerda pra direita: Christina, Ralf, Carla, Junior, Humberto, Loraine, Chritian


Que brincaram no mar de bunda-lele,
de andar na linha do trem escondido dos pais,
de brincar de guerra de travesseiros a noite,
de chutar macumba de manhã na areia da praia,
de esconde-esconde,
de caçar ouro de cavalo para as plantas,
de ir pegar rã de noite no brejo,
de  caminhadas quilométricas
de brigas e choros, de risadas e histórias.
Para dizer que foi divertido!

Matera: viagens de um único dia

 

 

         Visitar a Itália é mergulhar em aromas e sabores que nos proporcionam verdadeiras viagens sensoriais, esse país oferece centenas de pequenas cidades fora do circuito turístico tradicional, escolhi conhecer Matera, pela sua arquitetura original e harmoniosa, pela sua gente simpática e seus hábitos saudáveis. A cozinha italiana é um capítulo a parte, que escreverei em outra oportunidade.
           No dia que fui pra Matera, acordei muito cedo, pois seria um passeio de um único dia, em Bari peguei o trem que tinha um aparada na parte nova da cidade, fazia um tempo nublado e um pouco frio quando desci na estação e caminhei pela cidade até os Sassis (que em português que dizer pedras), as casas - quase cavernas – são escavadas nas montanhas, igrejas rupestres e museus, tudo isso num labirinto de pedras, de estreitas ruelas, becos e escadas, num sobe e desce interminável, que mesmo sem mapas, se perdendo ou se deixando levar ao acaso, em cada ângulo encontra-se detalhes de uma beleza envolvente.
           É uma cidade muito antiga, sua origem é na pré-história, com casas que datam mais de nove séculos de existência e ainda hoje são habitadas, Patrimônio Cultural de Humanidade, localizada na Região da Basilicata, sul da Itália.
            Fiquei impressionada com a visão do vale divido por um rio, das centenas cavernas/casas, uma cidade incrivelmente exótica. O turismo e artesanato local apresentam bonitos trabalhos de esculturas e pinturas rupestres.
    No ar se sente um odor verde de mofo e musgos depois da chuva nas escadarias. As habitações, antigamente, eram em grutas, cavadas nas rochas vulcânicas, o que fez Matera ser conhecida como a “ cidade subterrânea ”, onde o ritmo do tempo é outro, segue a lentidão da tranqüilidade e da vida simples dos seus habitantes. Todos se conhecem, estão sempre do lado de fora de suas casas-cavernas, porque elas não tem janelas.
Quase na hora do almoço começou a chover muito, as ruelas e escadarias viraram cascatas de água da enxurrada, me abriguei num atelier de um velho artesão ficamos conversando sobre a chuva, sobre a arte e o tempo que segundo ele: “ em Matera o tempo parou para sempre “. Depois pra começar a contar casos sobre o presépio vivo, personalidades da cidade e lendas locais foi num instante, rimos muito, principalmente por causa do dialeto local que era difícil de falar, ele ainda dividiu comigo seu almoço, uma focaccia e vinho.

Contou-me sobre as guerras e lutas que o povo de Matera vivenciou ao longos de 900 anos de história, uma cidade tão bonita e perfeita que parece cenário de cinema, falou ainda dos personagens, atores, diretores e dos mais de 30 filmes que foram rodados nos Sassi , sendo o último, o mais famoso, A Paixão de Cristo do Mel Gibson.
            E o tempo que segundo a lenda aqui pára, passou muito rápido. A eternidade aqui caminha pelas ruas, passeia pelas casas incrustadas nas rochas, pelas vidas dos seus moradores. Tudo em Matera vive num tempo quase atemporal, porque nessa cidade não se contam os dias, mas as festas, os acontecimentos, as estações do ano, as colheitas.
Se puder passe a noite na cidade, quando for visitá-la, procure uma pousada ou albergue nos Sassi, na parte antiga e aproveite essa pequena viagem no tempo. Afinal viajar é nosso maior patrimônio e transporta a alma para além do   nosso pequeno universo.

Como chegar: Até Bari capital da Puglia, pode ser de trem ou avião, de lá para Matera existe uma linha de trem e ônibus.
Dica: Vá com sapatos confortáveis, para poder andar bastante, na região chove quase sempre por isso é bom levar um agasalho impermeável ou guarda-chuva, alias quase todas as lojas de souvenir vendem esse acessório.

 

Texto publicado no site http://osorioshopping.com.br/matera/

quarta-feira, 20 de julho de 2011

No Caminho

 

             Foi fazendo o Circuito da Estrada Real, que no caminho encontrei uma pequena vila no interior de Minas Gerais. O lugarejo chamava-se originalmente Cabeça de Boi, hoje atende pelo nome de Santana do Rio Preto, fica no meio das montanhas da Serra do Espinhaço, no município de Itambé do Mato Dentro, a 100 km de Belo Horizonte / MG.
              Se já localizou vou apresentar esse cantinho delicioso. Da estrada de asfalto tem uma saída de terra de 10 km, a chegada na vila já impressiona porque tem uma única rua de calçamento de pedras, uma praça, uma igrejinha, um telefone público, poucas casas e todos os morados se conhecem, embora pequeno o lugar tem boas pousadas, dizem que no verão e feriados fica lotado, a vila esta no alto de um morro e praticamente todo mundo têm vista para o vale, a charmosa pousada que fiquei tinha enorme banheiro com uma vista para o mar de montanhas da Serra do Espinhaço.
               A região é repleta de rios de águas transparentes e cachoeiras, trilhas para todos os gostos e níveis de dificuldade, um lugar perfeito para trekking, cavalgadas, montainbike, montanhismo ou simplesmente ficar de preguiça nas sombras das árvores e tomar banho de cachoeira. A mais bonita é a Cachoeira do Intancado, para chegar lá de carro saindo da vila, logo na primeira descida tem um ribeirão para atravessar, depois umas oito ou nove porteiras para abrir (cuidado para não deixar os bois fugirem), vai seguindo contornando os morros, acompanhando o rio, depois é só estacionar e seguir a pé uma trilha muito fácil e agradável por 10 minutos. E se encantar com as águas do Intancado, principalmente quando todo esse paraíso está lá só pra você.
           Uma outra característica das Minas Gerais é que toda pousada, hotel ou outra forma qualquer de hospedagem, nas diárias além do café da manhã tem o tradicional ‘passa lá’.
           No interior a gente tá sempre encontrando com amigos. Alias todo mundo conhece todo mundo. Na rua, no banco da praça, no mercadinho, na padaria. E conversa vai, conversa vem, na hora de despedir, um diz: - "Vai lá em casa. Passa lá”!!  
              Então o ‘passa lá’ não é convite para o almoço, nem para o jantar nem para um lanche, não tem hora certa, é só chegar pra tomar um café. Enquanto vai mantendo um dedo de prosa com a visita, côa um cafezinho, faz um chá. E pra não ficar café com língua,  se coloca o bolo na mesa, ou outros quitutes, não pode faltar também o queijo mineiro. E queijo nessa terra é coisa séria! Tem ainda os doces de leite e goiabada. As gostosuras em Cabeça de Boi são, pão caseiro com erva doce feito em forno de lenha e o melhor pão de queijo do planeta, receita da Bá, a chef de mãos de fada da Pousada Vila Ventura.
            Acabou não: tem ainda uma gente hospitaleira, que sempre tem tempo pra um dedo de prosa, pra contar casos e perguntar de onde veio, só por gentileza porque bom mesmo é ficar de papo pro ar.
          Dica: Leve roupas e sapatos confortáveis para caminhadas, agasalhos para as noites e se prepare para as muitas conversas e delícias da terra.

Texto publicado no site http://osorioshopping.com.br/estrada-real/

domingo, 17 de julho de 2011

Timoneiro

 

 

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz

Paulinho da Viola

sábado, 2 de julho de 2011

O céu

 

“A morte está sempre no caminho, porém o fato de nunca se saber quando ela chegará, parece amenizar o caráter finito da vida. É aquela precisão terrível que odiamos tanto. E como não sabemos, temos a tendência a encarar a vida como um poço inesgotável…
tudo parece tão sem limites.”

Paul Bowles

terça-feira, 28 de junho de 2011

A alma é a parte mais cansada do corpo



“Ocorreu-lhe que um passeio no campo era uma espécie de alegoria da  nossa passagem pela vida. Nunca temos tempo de saborear os detalhes: dizemos num outro dia, mas sempre sabemos de maneira oculta, que cada dia é único e final, que nunca haverá um retorno, um outro tempo”
Paul Bowles

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O céu que nos protege

 

“ Não preciso justificar minha existência por meios primitivos. Minha justificativa é o fato de eu respirar.
Se a humanidade não julga isso uma justificativa, pode fazer o que bem quiser comigo. Não preciso carregar um passaporte a vida toda para provar que tenho direito de estar aqui? Eu estou no mundo! Mas o mundo não é o mundo da humanidade. É o mundo tal como eu vejo.”
Paul Bowles

sábado, 11 de junho de 2011

Morte em Varanasi

 

O tempo passou
ou talvez não.
O tempo todo está aqui…
então Talvez o tempo não possa passar.
Às pessoas vêm e vão
mas o tempo fica.
O tempo não é hóspede.
Os dias porém eles passam.


Goeff  Dyer

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Jeff em Veneza

 

O problema com o destino
é que ele pode chegar
muito perto de não acontecer
e, mesmo quando acontece,
raramente parece o que é.

Goeff Dyer

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Carta para Minha Mulher

 

Quero morrer antes de você.
Você acha que aquele que vai depois
encontra o que foi primeiro?
Eu acho que não.
O melhor seria me cremar
e me colocar num vaso
sobre o aparador de sua lareira.
E garanta que o vaso
seja cristalino,
assim você pode me ver lá dentro…
pode ver meu sacrifício:
desisti de ser terra,
desisti de ser uma flor,
para ficar somente junto a você.
E eu me tornei pó
para viver contigo.
Assim, quando você morrer,
você pode entrar aqui no meu vaso
e então viveremos juntos,
suas cinzas com as minhas,
até que uma noiva tonta
ou um neto rebelde
nos jogue fora…
Mas
a essa altura
já estaremos
de tal forma
misturados
que mesmo vertidos nossos átomos
cairão lado a lado.
Mergulharemos na terra juntos.
E se um dia uma flor selvagem
encontrar água e brotar desse pedaço de terra,
sua haste terá
por certo dois botões:
um será você,
o outro, eu.

Não é que eu
esteja para morrer.
Quero criar ainda outro filho.
Estou cheio de vida.
Meu sangue é quente.
Viverei ainda muito, muito tempo -
ao teu lado.
A morte não me mete medo,
apenas não consigo sentir especial atração pelos preparativos
de nosso funeral.
Mas tudo isso pode mudar
antes que eu esteja morto.
Alguma chance de que você saia logo da prisão?
Algo dentro de mim me diz:
talvez.

Nazim Hikmet

domingo, 5 de junho de 2011

Dia dos namorados

 

Lendo uma frase da minha sobrinha no twitter me lembrei desse caso a respeito do assunto do título do post.
Tenho uma amiga de infância que mora em outra cidade, ela ia se casar no dia 13/06 (faz muito tempo isso),  na véspera do casamento não tinha nada programado, então resolvemos sair só nós duas mesmo, uma vez que moro longe e nos vemos pouco, pra comemorar a despedida de solteira dela,  tomando uns ‘chopes’, até ai tudo bem comum.
Tentamos uns bares e pizzarias e nada de vaga, era uma sexta-feira, tudo lotado, depois de meia hora rodando de carro, conseguimos um barzinho, que só tinha lugar no balcão, ficamos lá conversando, rindo e colocando as fofocas em dia, tinha tempo que não nos víamos, lá pelo 3º chopp percebemos  que estávamos sendo observadas com alguma insistência principalmente pelos garçons e o barman. Olhamos em volta e só tinham casais, nas mesas vela e pequenos arranjos de flores. Nessa hora caímos na gargalhada,  nos lembramos que era dia dos namorados.. não é que nessa hora o barman que também era o proprietário do bar, colocou vela e flores pra gente,  aproveitou a deixa e disse: Uma rodada free pra vocês porque são o primeiro casal gay que vem aqui comemorar o dia dos namorados desde a inauguração, vocês duas lindas demais pra serem namoradas, um desperdício, ( quanto preconceito ainda).
Continuamos a rir só que agora da cara “do crente que sabe tudo” barman, afinal festa de despedida de solteira é pra se divertir!!
Pra encerrar com a ditadura comercial de comportamento social do " ter que " encaixar no padrão, como disse minha sobrinha @gabiamarals:
“Porque eu tenho que passar o dia dos namorados com um namorado? Eu passo o dia do índio com um índio? NÃAAO

sábado, 4 de junho de 2011

Un Homme Et Une Femme

 

Imagino se saberei ainda ler
O segredo dos seus olhos que já não me vê
A ida sem volta de uma viagem,
Onde a tranquilidade existiu.
A contagem dos minutos que faltavam para o eterno.

“Qualquer coisa de triste,
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Porque..
É melhor ser alegre   que ser  triste
alegria é a melhor coisa que existe”

Tudo isso em um filme tão antigo quanto eu mesma.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Geléia de morango com pimenta

 

Não sei mais há quantos dias  comprei morangos
para fazer um novo experiemento,
geléia de morangos com pimenta.
Também nem imagino como,
mas os morangos resolveram brincar
de esconde-esconde lá dentro da geladeira.
A minha geladeira  para escalarecer a situação,
é  pequena nos seus vinte centimetros quadrados.
E não é  eles se escondiam o tempo todo,
num jogo frio e solitário,
Agora mesmo me lembrei deles,
demorei muito para entrar no jogo,
tanto que eles morreram
de ficar escondidos no frio, me esperando.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ser feliz ou ter razão

 

         Recebi um daqueles e-mail que dão lição de moral, e como não é a primeira vez,  decidi que não quero e não vou deixar passar. É sobre não insistir no seu ponto de vista pra não discutir porque o outro interlocutor não está disposto a ceder.
         Tem gente que acha que não discutir é ser feliz, isso sim é que é triste, porque nessa hora ou você desiste do que quer, ou vira as costas e vai fazer o que quer bem longe; isso em qualquer tipo de relação (trabalho, vizinho, família, amor) é indiferença, é um sintoma que tudo vai muito mal.
         Eu me cansei do jeito que as pessoas tentam tratar a vida de modo simplório, nem é inteligente, nem saudável.
         É importante discutir sim, é importante fazer conhecer sua opinião, discordar não quer dizer que é contra o outro, é só que tem outro modo de entender, de achar. Assim como também é importante saber mudar de ideia, aceitar mudar. Às vezes mudar, embora traga alguma dor, é bom, faz bem.
        Senão, com o tempo, por não querer discutir um vai se anulando em detrimento ao outro e isso não é felicidade.
Se você já não se importa com o outro, a ponto de para ter paz, deixa-lo falar e fazer o que quiser, também já não justifica manter-se no mesmo lugar, por uma felicidade que, talvez nem tenha notado, mas não mais existe. Ser feliz é outra coisa.
       Amor, felicidade tem que ter intensidade, tem que falar o que pensa, tem que respeitar as diferenças e tem que discutir porque se expressar é entrega, é conhecer um ao outro.
      E finalmente sobre o título, o que posso dizer é que ser feliz  e ter razão são coisas completamente diferentes, e que poucas vezes se encontram pela estrada.

domingo, 15 de maio de 2011

Se jogue do oitavo andar

 

Tem gente que para ser infeliz
deve incomodar todos a sua volta, 
Não tenho mais paciência
para quem não tem inteligência emocional
Tá com problemas querida,
Vou te contar um segredo todos tem problemas
Não tem senso de humor, fique calada
Tá triste,  chore, mas não use de desculpa
a opinão alheia para a impôr sua neurose
O drama só cai bem em novela mexicana. 
Porque dizer o que pensa, vc pode,
mas ouvir o que os outros pensam, vc não quer.
Fragilidade não é doença
Chantagem emocional a gente trata com indiferença.
O sol, o mundo e todo o resto
Não gira em torno de vc.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sexta-feira 13

 

Hoje foi dia de preparar a vassoura para voos rasantes..
Mandinga, feitiço ou praga, com tanta poesia deve funcionar.

*O ensinamento é de @anitadutra que vive, também no
Posta Restante*

 

Rede de cipó
lata de sardinha
porta de alçapão
ova de tainha
bolha de sabão
sopa de letrinha
bucha de balão
papo de cozinha.

Medo de ladrão
noite de arrepio
boca de fogão
casco de navio
pipa de papel
bem-te-vi no cio
corda de relógio
bomba de pavio.

Sunga de lagarto
dente de galinha
sovaco de cobra
pena de rolinha
asa de tatu
jura de Maria
grito de menino
rabo de cotia.


Anita Dutra

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Resta


Eu já não sei respirar quando estou ao lado seu.
Juro que me falta o ar, a paixão bateu.
Você é aquela mulher escondida
nas letras de tantas canções.

Deste lado do rio eu posso ver tudo o que é seu
Delicadeza e mistério que nem você percebeu.
Quero chamar sua atenção
com as pausas do meu violão
Resta
nada resta
Leio o seu nome nas águas do amor
que correm a deslizar
Passa
tudo passa
Se eu não consigo dizer
eu só posso escrever
cartas com o olhar
Com o olhar

Se io non posso parlare ora che sei con me
è forse un modo di osare dimmi tu che cos'è
tu che raccogli il mio cuore senza far rumore
da questo lato del fiume ogni cosa è più facile
le mani scorrono libere su di te
tu che respiri le pause della mia canzone

resta, resta, resta
ora che scrivo il tuo nome sull'acqua del fiume
passa tutto passa
ma
tu non sei una primavera
tu non sei una sera
Se apro gli occhi e ti trovo ancora?
ti trovo ancora?

Resta
nada resta

Ora che scrivo il tuo nome nell'acqua del fiume

Leio o seu nome nas águas do amor que correm a deslizar

Ana Carolina

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fukushima não é aqui

 

Todo dia 10 às 10 horas da manhã
E por 10 minutos toca o alarme da Usina Nuclear em Angra.
A título de treinamento.
Hoje dia 10/05, às 10h da manhã nao tocou.
E ai quanto não toca é pra ficar parado, ou sair correndo?
Passados 10 minutos ele começa a tocar, até às 10:20
Nova dúvida e agora qual o significado do atraso,
corre ou fica parado?
Lá no Japão teve acidente nuclear,
é um lugar hiper organizado.
e todos sabem o que tem que fazer.
Aqui é Brasil e não é assim, não.
Alguém quer fazer o favor de organizar a zona
e avisar nos meios de comunicação, que não são poucos,
como funciona isso do jeito certo.
Se o alarme tocar  e for verdade?? Como é que faz?!!

sábado, 7 de maio de 2011

Dia de rever as histórias infantis…

 

Agora mesmo no Facebook, passando de mão em mão, digo perfil, todo mundo rindo e se divertindo, inclusive eu, li esse textro abaixo, sei lá quem é o autor, mas caiu na rede vira público,  sabe com o é que é, assim também não me privei de acrescentar outros detalhes, divirta-se.


Tarde demais pra pedirem que eu me comporte!!
Quando eu era pequeno eu via o Tarzan andando pelado,
a Cinderela chegava correndo meia noite,
o Pinochio mentia como um desgraçado,
o Aladin era ladrão,
Batman dirigia a 320km por hora,
Branca de Neve morava com 7 machos,
Popeye fumava grama enlatada....
Chapéuzinho vermelho que ficava de conversa com o lobo na floresta
Bela adormecida que dormia até tarde...
Fada Sininho com aquele pozinho branco,
que faz gente sair voando
E ainda querem que eu me comporte?!
Ah, tá…

Vou morrer de saudades


 

Aiiaiiii semana que vem eu mudo tudo de novo,
se der tempo naturalmente,
ou vontade ou outra coisa..
Ele está dando sinais de senilidade,
às vezes grita que não aguenta mais,
outras se tranca e pronto e acabou.
Como sou teimosa insisto,
mas sei que seus dias estão contados.
Fico correndo de um lado para o outro,
tentando guardar tudo que está fora do lugar,
antes que seja tarde, antes que não sobre nada
mas ele não ajuda, fica imóvel.
Se não der tempo vou ficar sozinha,
perdida e sem saber onde sou, onde estou..
É certo que isso vai acontecer,
estou me preparando.
Mas não espere muito mais de mim,
depois de um tempo,  pouco tempo, acredito.
Ponho a roupa de domingo e vou sair por ai
à procura de um SUPER,
assim tipo melhor que vc em tudo:
um bom e cobiçado MAC,
porque meu querido PC depois de vc
eu mereço um tudo de melhor para ocupar seu lugar.
Dorme com essa agora, meu queridinho Toshiba.
Continue de pirraça pra ver no que dá!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O dia por vir

 

Sem limites é a dor
Sem noção são os rumores
Sem querências é o agora
Cem são todas as coisas
que quero pra mim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Desatando os nós

 

01 Gaeta (30)

 

Vivo de dar nós.
Estou sempre dando nó e direito.
Porque  nó ‘Direito’ é bonito de se ver.
Se é pra ficar bem preso,  num porto seguro,
nada como  nó a ‘Volta do Fiel’,
é rápido de fazer na urgência,
desfazer na emergência
e eficaz pra ficar parado.
Se precisa enforcar o dia, o trabalho,
nada como o nó de ‘Correr’, simples assim.
Nó tem que ser bem feito,
para ser desfeito rapidamente.
Mas para aborrecer, implicar
ou provocar um nó cego basta.

 

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lista de desejos para agora mesmo

 

Chocolate quente
Biscoito folheados Fortaleza
Geléia de Laranja
Cream Cheese
Trufas de chocolate amargo
Oblivion tocando
Cobertor de orelha
Preguiça na rede
Tá bom já vou deitar,
porque sonhando já estou!

P.S.

 

Vizinho continua insistindo em fazer barulho,
poeira, fumar e ser intragável,
isso já tem uma semana.
Já estou desejando que chova canivente!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nossa Senhora da Bahia Preguiçosa: Daí-me paciência, mas muita mesmo!

 

Tenho poucos vizinhos, para ser clara, parede de meia, não tenho vizinhos que vivam a bordo, na mesma “rua” (entenda-se aqui Cais) tem mais dois, um no fim da rua e  outro na metade do caminho. Assim é muito bom, porque ninguém ouve ninguém nem incomanda com os barulhos  diários da rotina de cada um.
Mas os vem de vez enquando esses sim atormentam, porque chegam muito cedo, fazem rumores estridentes com suas máquinas, falam o tempo todo; tudo bem, o pior mesmo é quando resolvem compartilhar seus lamentavéis gostos musicais em alto e ensurdecedor volume.
Confesso que vivo bem com todo mundo, nem me lembro de ser muito encrenquinha (será?), mas silêncio é tudo de bom  principalmente quando se quer dormir, mesmo que seja às dez da manhã ou às três da tarde, ou ler ou trabalhar, afinal pra mim hoje também é domingo!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dias assim

 

Nem precisa se preocupar
Nem vou te buscar
As horas passam e eu aqui
de pijama  ouvindo a chuva no convéns

Dani, Gabi e Tico

 

 

 

Receita para férias

 
Modo de preparar:

Junte três  pré adolescente e adolescentes num barco de 22 pés e sem TV, num calor de 35 graus, mar, praia, muita comida (porque a fome nessa idade é absoluta), kilos de sorvetes, litros de águas, sucos e refris, centenas de pãezinhos, queijos e outras delícias, bolos, biscoitos, frutas, baralho, jogos, máquina fotográfica, muita risada, histórias mirabolantes inventadas, reais e misturadas, internet, adivinhações, gargalhadas, muitas caminhadas, velejadas, bicicleta,  pastéis, mais sorvetes, banho de chuva e de mar, almoços deliciosos, festas, sorrisos, conversas sérias, música, passeios pela mata, nos rios, nas cidades históricas, amigos, papo furado, risos, sonhos, sapos.
Misture tudo em doses generosas e deixe fazer muito volume. Os dias passarão num minuto, e a saudade que vai ficar no lugar será inesquecível.
Então sobrinhos o convite está de pé quem tem coragem??

domingo, 1 de maio de 2011

Fazendo frio

 

Vou por ai caminhando na chuva, no frio
Sei que meu tempo chegou
O sol me espera acima do equador
Onde a vida tem agora mais calor

Vai cantar em Fernando de Noronha


 

Tinha um passarinho se esgoelando na minha “janela”, só podia estar achando que aqui é Fernando de Noronha. Tentei abstrair mas ele foi insistente, levantei para fazê-lo entender que não é hora de acordar ninguém, mas não é que me surpreedi com o presente..
Taí, já vi, fotografei, postei e vou voltar a dormir,
à essa hora é quase vespera.

DSCN5803

sábado, 30 de abril de 2011

Decompositora

 

Hoje é um dia de música. Desde pequena fui influenciada pela música que ouvíamos em casa, geralmente clássica.
Ouvindo Águas de março, me lembrei que foi a segunda música que tenho lembrança de saber cantar decor aos 4 ou 5 anos de idade, a primeira foi Carinhoso, mas que eu inventava os versos em idiomas também inexistente.
Depois foi me lembro ainda primeiro LP, era dos Secos e molhados.
Ai veio o Chico, o  Buarque de Holanda, um LP de capa em detalhes verde, como seus olhos mais verdes ainda. Foi uma paixão que durou anos.
Muito tempo e outra cidade depois vieram os mineiros, eram muitos e  muito bons, Elis e bossa nova que já não era tão nova conheci na mesma época; mais meia década vieram as bandas roqueiras de Brasília.
Ai meu gosto foi tendo tendências diferentes da moda. Agora ouço música do mundo todo, de estilos diferentes.
Mas confesso que ainda não tolero funk, punk, pagode de quinta categoria e nem sertanojo.
Tentei eleger a minha música predileta, aquela.. a que me transporta para outro mundo, não  consegui achar uma única, porque na minha vida a música nasceu para dançar, para viajar, para trilha sonora, para sonhar, para recordar e acompanhar.
Ontem estava ouvindo Oblivion-  A. Piazzolla, agora to escutando Lanterna dos Afogados. Mas sei qual será minha última música, é a sinfonia de número 6 De Tchaikovsky.
A um outro detalhe nada muito alto porque mesmo ouvindo boa música gosta também de escutar meus pensamentos. E o melhor disso tudo é cantar inventando as frases de acordo com a memória ou a conveniência!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Comum simplesmente

 

As vezes acordo cedo
As vezes durmo tarde
As vezes eu escuto
Como nos dias em que
a alegria é hospede
da surpresa, do simples..

Príncipe virou um chato ou sapo


Essa semana foi uma overdose da história do casamento real,
vi de tudo, de piadas à demonstrações de emoções.
Cifras absurdas dos valores envolvidos,
estáticas neuróticas dos desejos plebeus..
Mas uma coisa eu pude ver nisso tudo,
que hoje depois de séculos,
de ter mudado até de milênio,
a humanidade ainda acredita em contos de fadas.
As mulheres ainda esperam por seus príncipes,
mesmo que eles virem sapos depois.
E os homens sonham com suas princesas,
bonecas perfeitas segundo sua vontade.
O que vejo é um monte de gente infeliz
com a sua própria realidade.
Transportam para a fantasia,
não seus sonhos de uma vida feliz
ou diferente ou comum ou louca,
mas as conquistas alheias como sendo suas,
vivendo a ilusão do pseudo mundo perfeito.
Acorda que o dia já raiou faz tempo!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Aniversário

 

 

Fazer niver é assim demora muito pra chegar,  dura pouco, vem precedido de um inferninho astral, e geralmente é um marco, um fim e início de ciclo.
O melhor de tudo que se pode comemorar quantas vezes quiser.
No meu  esse ano, as felicitações começaram uma semana antes, por causa do FB que mandou o aviso adiantado.
No dia mesmo eu trabalhei, velejando naturalmente, recebi muitas mensagens e telefonemas que me emocionaram.
Na volta pra casa  tomei banho de mar em Itanhangá, dois banho de chuva na hora de tirar a âncora e atracar.
Depois teve festa surpresa preparada pelos amigos que são tudo de bom nessa vida de verdade.
E agora já é o dia seguinte tem mais comemoração que mesmo atrasada tem gosto de quero mais, porque prolonga as homenagens por mais um pouco.
Se pensa que acabou que nada, na quarta tem mais festa!!
Estou muiiiitooo feliz!! Obrigada a todos meus amigos e familiares!!

sábado, 23 de abril de 2011

Jorge sentou praça na cavalaria


Oxossi aylodá yamalabê
Yambelequê yorô
Odé matá coroná

sacodoceu

Vermelho foi o céu e o mar. Vestidos nas cores do fim do dia.
”E eu estou feliz porque eu também, sou da sua companhia
Eu estou vestida com as roupas e armas de Jorge”

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dia de índio

 

Dizem que a vida começa aos quarenta. Acredito mais que é a metade da estrada, daí por diante é morro a baixo. Cheguei até pensar em começar a contar de forma ao reverso. hoje eu estaria com uns trinta e quatro indo para os trinta e três.
Se me incomoda envelhecer, bom na maior parte do tempo nem me lembro, em alguns momentos até me irrrita, principalmente quando sinto a limitação que a idade, os calores e outras coisinhas mais.
Mas de resto adoro festa e comemorações de aniversário.
Tempo, os dias, meses tudo segue e não pará nunca. Faço o que gosto como trabalho na maior parte dos meus dias, nos outros viajo, navego ou tomo banho de mar.
A vida hoje está muito parecida como foi em 2005 /06, poucas diferenças.. me lembro particularmente desses anos porque me aconteceram surpresas que adorei, como um dia de dezembro quando volto para o barco e encontro um presente de Natal, sem bilhete.
Depois na Páscoa ganhei um ovo do coelhinho  que deixou no meu barco, e que encontrei meio derretido quando voltei do charter.
Por duas vezes ganhei presente de niver, que encontrei quando cheguei a bordo. Foram fatos isolados de pessoas amigas diferentes.
Já trabalhei várias vezes no meu niver, sempre com algum tipo de comemoração. Esse ano tem páscoa, niver e trabalho tudo junto no mesmo dia. Podia vir acompanhado surpresas também.
É querer muito..

domingo, 17 de abril de 2011

Cheia a lua

 

A lua inteira de frente pra mim.
Seu multiplo reflexo no mar
Fico horas sentada no barco
Esperando uma brisa,
Um movimento definitivo.

Homenagem ao Tatuamunha


 
No charter que fiz semana passada,
com uma família muito legal israelense,
aprendi que sábado é domingo.
Meu amigo Hélio que está no Egito
acabou de contar que lá sexta é domingo.
E que nesses lugares hoje é segunda...
Aqui pra mim que vivo no paraíso,
hoje , ontem e anteontem foi e é domingo.
Mas amanhã... peraí.
Que Domingo é mesmo amanhã?

sábado, 16 de abril de 2011

Teus

 

Agora a pouco estava falando com meu filho  que tá lá longe, do outro lado do oceano.  Ele cheio de planos, de aventuras, contando-me sua próxima viagem,  das compras dos roteiros, das logísticas, para o País Basco e  a França.
Vão em três amigos de carro alugado, compras de mercado, foguareiro, couch surfing, caroneiro no meio do caminho de um site frances  e  cheios de novidades, expectativas.
Ai me lembrei da viagem que fizemos juntos por mais de dois meses.
Se tem um bom companheiro de viagem é ele. Nem vou dizer coisas como modéstia porque não gosto dessa palavra, gosto de intensidade, de qualidade e quando é bom é bom mesmo.
Me deu uma saudades !! Me deu uma vontade de viajar de novo com meu filho. Então Teus, boa viagem e divirta-se, seja feliz.
Logo, espero, estaremos mais pertinho pra nossa próxima viagem juntos.

030colonia (28)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Onde nascem as lembranças..

 

Do cheiro de terra molhada na hora da chuva
De uma música antiga que se ouve de repente
De conversas inesperadas
No banho de mar ao entardecer
As lembranças existem simplesmente.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coisas que me acontecem

 

 

alcantara (93)

Perdi o barco que faz o transporte para Alcântara, ele sai muito cedo às 7h da madrugada, quem me conhece sabe o quanto eu amo acordar cedo, mas nesse dia corri ,cheguei lá às 6h55, mas já estava lotado. Tinha um catamarã que sairia  uma hora depois. Fui conversar com o dono do barco para ver se iria a vela ou com o motor de popa de 25 HP.
Conversa vai e vem, me informou que ia velejando. Me convenci e embarquei, não antes de contar que também velejava e que morava num veleiro e patatipatata (mea culpa -  falo muito mesmo).
Depois que saímos do porto e o barco pegou velocidade o comandante me chamou e me deu o leme e disse o rumo, ‘ali naquela ilha mais alta’.
A vantagem que na Baia de São Marcos sempre tem vento na mesma direção - través -  e a correnteza forte da maré vazando seus 6m.
Quando o comandante sumiu pra dentro do barco, houve um silêncio e desconforto geral, uma passageira pegou a direção do barco. Todos se olhavam e havia um burburinho no ar.
Levei o barco por meia hora,  que  planava, e eu me divertia.
Então devolvi o  leme para o dono do  catamarã e ouvi um suspiro coletivo... morri de rir!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Vida interessante ou feliz

 

“ Pessoas com vidas interessantes não têm fricote.
Elas trocam de cidade.
Investem em projetos sem garantia.
Interessam-se por gente que é o oposto delas.
Pedem demissão sem ter outro emprego em vista.
Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram.
Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes.
Não se assustam com a passagem do tempo.
Sobem no palco, tosam o cabelo,
fazem loucuras por amor,
compram passagens só de ida.
Para os rotuladores de plantão, um bando de inconseqüentes.”
Marta Medeiros

domingo, 10 de abril de 2011

Ex onze voltas

 

Refazendo meu colar de 11 voltas,
de sementes de capim navalha,
De repente cai o espelho,
do nada em cima de tudo,
pra salvar minha sorte,
dos 7 anos de azar
caso ele quebrasse, fiz um caos,
todas as 8 milhões de continhas
se espalharam pelo barco todo.
Agora que catei todas de novo,
descobri que consegui juntar
somente  metade que deixei cair
o resto se perdeu nas profundezas dos porões.
Sigo a vida espalhando sementes de capim navalha !

sábado, 9 de abril de 2011

As velas do Maranhão

 



Navego pelo mar
   Atravesso as marés
               Levo nas velas as distâncias
    E no vento o sabor

sexta-feira, 8 de abril de 2011

“Quando o segundo sol chegar para realinhar as órbitas dos planetas…”

 

Tem gente espalhada pelo mundo todo
Gente que fala o mesmo idioma que eu
E que navega, flutua ou circula pelo mundo
inclusive o virtual
Que lêem o que publico aqui,
as vezes comentam,
outras mesmo em silêncio 
se manifestam nas entrelinhas,
e repetem o mesmo gesto
de se supreender, de se calar
lá do outro lado do indico, do pacífico, do atlântico
da serra, das montanhas, das curvas..
E se o segundo sol não chegar
e se as órbitas continuarem desalinhadas,
e se o nunca virar pra sempre
ainda assim existirão
as palavras escritas
as ditas palavras…
e que agradecem e agradeço eu também!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Onde o céu toca o chão

 

dunas e lagoas, lençois maranhenses

Tão baixo era o céu
Tão alta eram as dunas
Tão longos eram os ventos
Que se misturavam
e se tocavam lá perto, no infinito.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Novo Rio

 


Ontem na rodovária quando voltava pra casa, me acontece algo no mínimo inusitado, estava lendo esperando a hora do bus, tinha do meu lado um rapaz com uma mala pequena e um pacote que podia ser um presente. Do outro lado dele uma senhora.
O rapaz se levanta e diz pra mim dá uma olhada nas minhas coisas que só vou ali buscar uma coisa pra beber, eu devo ter feito uma cara, porque ele imediatamente disse é rápido, e não tem uma bomba na mala, juro que não demoro.
E desapareceu, passado uns cinco minutos a mulher me olhou e disse que  tinha pegar seu ônbus, me contou uma historia confusa que não entendi direito, me distrai por um segundo e ela também desapareceu, assim como rapaz, no ar!
Olhei para todos os lados tentando reconhecê-lo, mas já não me lembrava nada da sua fisionomia, nem se quer da sua roupa a não ser uma vaga lembrança de algo bege.
O tempo foi passando cheguei a ler um capítulo inteiro, e comecei a ficar incomodada com a situação, tudo bem que bomba não é coisa pra Brasil, mas e se for algo assim ilícito que qualquer outra pessoa venha pegar, deixo pegar? e se.. Ou ainda for aquela pegadinhas ridiículas que passam domingo a tarde na TV? Nóia de quem acabou de voltar de férias do interior do inteiror do Brasil e caiu de paraquedas na rodoviária da cidade grande. Desconforto!
Aiiiaaaa estava tão tranquila e quietinha, entretida com meu livro.. comecei a não prestar a atenção nas palavras que lia, buscava um plano B, se desse a hora do meu ônibus sair.. procuro um guarda, um segurança? Vou embora  e deixo a mala ali?  Olho de novo no relógio gigante perdi a noção do tempo, tem quinze minutos ou meia hora que o cara saiu?
Tem gente que é assim tranquilo com a vida, com suas coisas, com os códigos de ética afinal tinha dado minha palavra. Deixa seus pertences com um estranho olhando para não serem roubados.. coisas e atitudes que só encontro no meu Brasil.
Acabei relaxando  e continuei lendo meu livro.
Ahh  quer sabe se o rapaz voltou?
Sim, demorou mas apareceu, sorrindo, bebendo guaravita, falando sem parar no seu telefone/rádio  e sua blusa era listrada de preto e branco e a bermuda amarelo claro, quase bege.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Maluquinha do Mar

 

Caburé (8)

Pra quem conhece a  minha história, entenderá minha simpátia por esse barquinho, e não vou dizer mais nada. Quer saber porque… leia no link.       

sábado, 2 de abril de 2011

Voltando

 

 

tutoia (21)

 

tutoia (10)


 

A viagem de Barreirinhas até Paulino Neves foi uma boa aventura,
com trilhas que desapareciam, dunas e lagoas, foram quase 4 horas para percorrer 72km, de uma beleza que nos faz esquecer todo o resto do desconforto.
Mas a volta de Tutóia direto para São Luis foi um caos, gente passando mal, pneu furado, um zilhão de paradas e 10h de viagem.
Ninguém merece. Quer uma dica?
Vá  e volte pela mesma trilha, é mais bonita e divertida.

quinta-feira, 31 de março de 2011

No ritmo dos caranguejos

 

 

delta caranguejo

Perdi a noção do tempo,
hoje pra mim era amanhã.
Ao me dar conta de que dia é hoje,
constatei que  tive dois ontem no anteontem,
o tempo parou em algum lugar
ou fui eu que perdi o trem..
Agora corro atrás do tempo perdido
minha partida esta bem perto.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cavalo Marinho

 

Delta

Um dia inteiro pelo Delta do Parnaíba: Dunas, praias desertas, lagoas de água doce e transparente, guarás azuis, caranguejos vermelhos e
Josias - o guia e piloto do barco -  mostrando as belezas, delicadezas e surpesas dos manguezais.

Delta do Parnaíba

 

delta (78)

Navego por entre os manguezais, caminho por dunas e lagoas, e mergulho no mar quente  para matar a saudade de casa.

terça-feira, 29 de março de 2011

Clareia manhã

 

Tutóia de manhã

Sobre as águas prateadas do Delta,
caminho pela praia,  sem destino
ainda é muito cedo, ou talvez tarde demais.

domingo, 27 de março de 2011

Quando em viagem

 

Uma realidade paralela
Uma impressão dispersa
Uma vontade esquecida
Um retorno que aguarda
para uma vida cotidiana
que ficou no mesmo lugar.

sábado, 26 de março de 2011

No meio do nada

 

Lençois (32)

Muito fina a areia que o vento levava,
nas dunas os contornos
desenhavam as curvas
em  pensamentos perdidos.
E eu me distraía
com a imensidão branca
em busca do horizonte salgado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Vida Difícil

 

 

lencois (41)

As palavras são dispensáveis.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pensando bem

 

Tentei não pensar
Tentei não lembrar
Tentei por fim,
não esquecer
Mas tem um céu azul do lado de fora
Tem a música nos meus ouvidos
Tem nossa história diante dos meus olhos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Até o fim do mundo

 

“Oh! tristeza me desculpe,estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar
Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando,
desde muito longe
Lá do fim do mar ”

As fotos e o relato, tudo junto na viagem do deserto até o fim do mar, pelo Chile e Argentina, está tudo la no site do Aquarela. http://www.veleiro.net/aquarela/Textos/Até%20o%20fim%20do%20mundo.htm

domingo, 13 de março de 2011

De tanto avesso virou tudo do direito

 

Teve pássaros de manhã
se esgoelando até me acordar.
Teve sol até esquentar
Teve chuva sem molhar
Tem coisas que não cabem
na mala ou na bolsa
quando vou aprender a não carregar meio mundo.
Sublimar  e invejar a vida de tartaruga.

sábado, 12 de março de 2011

Memória

 
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

O fim da linha


Lógico que não será a última vez
Lógico que não cancelarei as palavras
Mas também é lógico que aqui
pensamentos, emoções e outras verdades
não serão mais ditas ou repetidas.
O ponto mudou de lugar
A pimenta, o limão vão temperar outros olhares.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Toda sexta-feira

 

Toda sexta-feira toda roupa é branca
Toda pele é preta
Todo mundo canta
Todo céu magenta
Toda sexta-feira todo canto é santo
E toda conta
Toda gota
Toda onda
Toda moça
Toda renda
Toda sexta-feira
Todo o mundo é baiano junto

Adriana Calcanhoto

Busco fechar os olhos para não ver

 

Busco as palavras certas
Mas talvez errada seja a hora
A situação, o lugar
Ou não,
Tudo o que tem que ser o que é
E ponto

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tempo consumido

 
Cada palavra é um lamento.
Um gemido transparente.
Um  desejo que se dilui na distância.
é preciso escolher,
mas não há mais nenhum parâmetro.
Me encontrar em mim mesma,
para doar alma aos ventos.
Deixar de agradar as vontades sem eco.
Busco uma janela sem sol,
um horizonte mais próximo.
Onde provocar esse silêncio velado,
refletido, tão repleto de metáforas?

domingo, 6 de março de 2011

Para que?


Minhas revoluções já começaram há muito tempo
E você continua pensando em que armas vai usar.
Para que?
A nossa revolução não precisa de armas,
ela é justamente para acabar com todas elas.
É para que as pessoas vivam os seus sonhos
Para se livrarem dos limites que se auto impuseram,
não posso esperar você se decidir pela milésima vez
e na hora H,  outra vez adiar a partida,
você não merece perder
você tem tudo para ganhar
essa derrota eu não quero - eu não vou assistir.
O único limite que eu tinha era eu mesma.
E esse já não existe mais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ou tem uma eternidade ou foi ontem mesmo

 

 

Aquarela, dias antes da partida

 

No dia 3 de março de 2003 – num sábado de carnaval -, à 15h30, há quase 40 milhas da costa do Espírito Santo, já no través de Barra do Riacho, numa viagem em solitário, meu veleiro Aquarela perdeu o leme, não foi uma avaria, quer dizer não quebrou, simplesmente ele desembarcou, afundou no mar de Iemanjá, fiquei a deriva por quase uma hora, até que ancorei no meio do nada.
Daí a história continua no diário de bordo no site do Aquarela, se tiver curiosidade pode  clicar aqui  para ler esse relato.
Isso aconteceu há oito anos e por acaso hoje me lembrei, na memória parece que foi ontem, na rotina que a vida me leva parece uma eternidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Com o sol na bagagem

 

Estou sempre fazendo
e desfazendo malas
Sempre no movimento
Seguindo a rota do Sol

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Brincando com metáforas

 

De repente
de frente
desnudo a emoção
de olhar
a descoberta...
te encobre
recobre de desejo
beijo...
a rua – nua
tua .. tão tua
entardece a noite
A lua ...
te veste
despe a fantasia.
A pele - repele, arrepia
no toque...
vasculho
e me entorno
transbordo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Das coisas que gosto

 

Não abro mão:
de viajar
de dormir
de me divertir
de conhecer gente
de descobrir lugares.

E das que não gosto nem me preocupo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O discurso

 

Outro dia, naqueles dias que são perfeitos
porque não esperamos nada, nem planejamos nada
mas que no fim o acaso cuida de fazer as coisas acontecerem,
então foi num dia assim que vi O  Discurso do Rei,
depois de uma viagem agradabilissima e
um almoço maravilhoso com uma amiga,
porque essas coisas so acontecem
com pessoas que tem a mesma sintonia da gente.
Vi o  filme, que  tem a sutileza da angustia,
a cumplicidade da solidariedade, a força do carater.
Vi antes do Oscar por indicação de uma amiga,
e quer saber eu gostei muito, quase sofri com Bertie,
embora contos de fadas reais não são bem a minha praia.
Revi os dramas e os esforços de superação,
de uma pessoa que não era comum por que era um prïncipe,
mas porque superou o medo
e conheceu  a fronteira dos seus limites e a ultrapassou.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Noite a dentro

 

Daqui a pouco é amanhã
e eu ainda nem sonhei
nem adormeci
Me esqueci de  mim mesma  do lado de fora!

És tão profundamente..

 

…Vazia a casa
Raios, no entanto, desse olhar sobejo
Oblíquos cristalizam tua ausência.
Vejo-te em cada prisma, refletindo
Diagonalmente a múltipla esperança
(…)
Numa perplexidade de criança.

Conjugação do Ausente - Vinicius de Moraes.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Espaço de encontros e desencontros

 

Lanterna dos Afogados”, velha sala negra de um sobrado colonial, que acolhia os negros que trabalhavam no cais, marinheiros, mulheres, todos o frequentavam para ouvir músicas, modas tocadas ao violão, histórias de arrepiar.
O botequim pertencia à viúva de um marinheiro que o montara havia muitos anos, ela era uma mulata escura que fazia arroz-doce para os fregueses e “bóia” para os marinheiros..
Lá em cima do morro via a fila de luzes que era a cidade em baixo. Sons de violão se arrastavam pelo morro mal a Lua aparecia..
árvores que se fecham, o silêncio do mato, sem fim se estende na sua frente.
Ficava no Cais do porto, onde as mulheres esperavam seus maridos voltarem do mar, naquela angústia de não saber se voltariam, os aguardavam à noite, no porto, com suas lanternas acesas a fim de ajudá-los a encontrar mais facilmente o caminho de volta pra casa.

Outros encontraram o caminho do mar, que era a única solução para a vida de solidão que levavam. O espaço condicionou as ações das pessoas, que era marca da liberdade e da tristeza, da vida e da morte.

Jibiabá – Jorge Amado -1935

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dia perfeito

 

Começa assim, uma noite quente te põe  pra  fora da cama cedo.
Então ponho o pé na estrada e vou de encontro à minha grande amiga .
E o dia fica assim perfeito, com horas de conversas  sem fim,
risadas, planos, sombra e mais risadas.
Horas. horas e horas a fio da mais absoluta tranquilidade e felicidade.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Naquele dia

 

Resumir as emoções em palavras
Resumir o passado em partidas
Resumir o futuro em desejos
Resumir a vida, vivendo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Por inteiro


eu em vivo em pedaços
não sei ficar de abraços cruzados
as repostas ficam arquivadas no passado
entendo pouco de outras coisas
mas gosto mesmo é de palavras
qualquer pensamento escrito
é a solução do silêncio falado.

Sublimar

 

 

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A tirinha peguei lá no blog da Kiki

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Enquanto estiver muda

 

Se eu pudesse pensar sem palavras
Se fosse ontem o meu entardecer perfeito
Uma lasca de pensamento me retornaria à realidade
Mas agora distribuio martelos ao inferno ou
pelo menos esse é o desejo que  transpiro.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

José Saramago

 

O amor não resolve nada.
O amor é uma coisa pessoal, e
alimenta-se do respeito mútuo.
Mas isto não transcende o colectivo.
Levamos já dois mil anos
dizendo-nos isso de amar-nos uns aos outros.
E serviu de alguma coisa?
Poderíamos mudá-lo por respeitar-nos uns aos outros,
para ver se assim tem mais eficácia.
Porque o amor não é suficiente.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aquarela

 

Depois de muitas horas de trabalho
meu barco agora está funcional.
E o calor para rimar está infernal.
Estou quase desejando o frio outonal
para não desejar sair do meu corpo,
que derrete, nesses 42 graus.

Ao autor o mérito

 
Como na internet o proprietário de palavras, imagens e tudo mais se dilui no movimento entre as pessoas, não faço idéia de quem é o texto realmente, afinal já o recebi com diversos autores,  ele reflete hoje a maturidade dos sentimentos, as conversas pela noite a dentro, a vontade que a felicidade seja para qualquer um e que o adeus não é pra sempre e nem nunca mais, ai vai:
Viver não dói...
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."