quinta-feira, 15 de março de 2012

Branco seria uma cor se não fosse tão pesada

Faltam 49 meses para 50 anos
e o segundo fio branco,
vem me lembrar o desperdicio
dos dias que espero anoitecer.
Porque viver ficou preso nos 8k de gesso
que tenho que carregar e
que me faz lembrar todo o momento, o eterno desperdício
que se transformou minha vida
depois que me deixei levar pelo acaso.

domingo, 11 de março de 2012

Minha cidade de ilhas

 

enseadadaestrela

Hoje vou escrever sobre o lugar que, entre tantos outros que conheci e pelos quais naveguei e viajei, eu escolhi para viver.
Aqui no mar da Baía da Ilha Grande existem, segundo uma lenda marítima, 365 ilhas, embora seja verdade que muitas são apenas pedras no meio do caminho.
As charmosas Paraty e Angra dos Reis dividem a responsabilidade geopolítica das águas e ilhas da baía, mas não vou escrever sobre as cidades, e sim sobre as ilhas e praias do meu quintal. As ilhas têm florestas, pertencentes ao ecossistema da Mata Atlântica, que, devo dizer, são de um verde intenso, porque temos um alto índice de chuvas – e é justamente por causa dessas chuvas que temos água doce em abundância, rios e cachoeiras em praticamente todas as ilhas da região.
Algumas pequenas vilas na Ilha Grande, como Abraão, Longa, Proveta, Bananal, Palmas, Saco do Céu, Sitio Forte, têm infraestrutura de pousadas, hotéis e camping, casas para alugar, restaurantes, mini comércios, que oferecem serviços para turistas, como hospedagem, passeios de barco, mergulhos, trekking, durante feriados, fins de semana e períodos de férias.
Até aqui, as informações são comuns a todos os lugares legais de se visitar pelo mundo.
Você pode contratar passeios diários para as ilhas e praias, ou fazer um charter – que consiste em alugar um veleiro – e passar os dias dormindo, cozinhado a bordo e navegando pelas ilhas, enseadas e praias onde só de barco se pode chegar.
A vantagem é que você se move para onde quiser, sem horários fixos, sem carregar malas, escolhe a praia de que mais gostou, além de economizar a hospedagem em terra.
Faço uma observação aqui para dizer que o mar de Angra dos Reis é muito tranquilo, sem ondas grandes ou ventos fortes demais, assim, posso garantir que será uma experiência muito agradável. Por favor, esqueça todos os filmes sobre mares revoltos: aqui isso não existe.
Em um roteiro de três ou quatro dias, você poderá conhecer as praias e ilhotas mais bonitas da Baía de Ilha Grande, verá tartarugas, golfinhos, arraias e uma infinita vida marinha. Nem precisa saber mergulhar, basta máscara e snorkell e estará pronto para assistir a um espetáculo particular.
Agora, se o seu perfil é de aventureiro, gosta de caminhar, subir e descer montanhas, a Ilha Grande tem tudo isso a sua disposição. Trilhas para todos os lados, prontas para a sua caminhada, com percursos de dois até vinte e cinco quilômetros, e de vinte minutos a pé até uma semana de caminhada, percorrendo toda a extensão da ilha. E passando por cachoeiras, rios, praias, picos, todos cercados de Mata Atlântica e mangues.
As praias mais bonitas, em minha opinião de habitante dos mares, são Parnaioca e Lopes Mendes.
Depois, para nadar em águas transparentes com peixinhos coloridos e enormes estrelas do mar, você pode conhecer a ilha de Cataguás, as ilhas Botinas – uma das maiores concentrações de corais e fauna marinha –, a famosa Lagoa Azul – que fica entre as ilhas Comprida, Redonda e Macacos – e, ainda, a ilha da Longa, conhecida popularmente como Lagoa Verde. Se você vier fora de grandes feriados, a outra opção é a ponta de Jurubaíba, onde fica a conhecida praia do Dentista, de areias brancas, coqueiros se debruçando sobre a praia e águas muito claras, com uma fauna que fará você ficar horas nadando sem perceber.
Para dormir, temos a enseada do Sítio Forte, com mais de seis praias, todas com pequenos riachos para um banho de água doce. A praia de Ubatubinha, nessa mesma enseada, tem areia grossa, muito agradável para caminhadas.
Outro lugar especial para dormir embarcado é o Saco do Céu, que leva esse nome porque é uma baía completamente fechada, onde a água quase não se move, e onde se pode ver, à noite, todas as estrelas do céu refletidas no mar… Se você pensa que isso já é todo o espetáculo… Aí vai outra surpresa… Entre na água quando já for noite escura, e terá uma experiência incrível: todo seu corpo ficará iluminado com os plânctons.
Se há mais lugares? Lógico que são muitas praias, mas não vou ficar aqui descrevendo lugares paradisíacos, vou deixar algumas surpresas para você, quando vier descobrir cada cantinho da Baia de ilha Grande.
Existe o risco de você nunca mais querer voltar pra casa!

Como chegar: o mais rápido é viajar de avião até o Rio de Janeiro e seguir dali para Angra dos Reis, 170 km, de ônibus pela Viação Costa Verde ou contratar um transfer de van. De São Paulo, serão 7 horas de viagem de ônibus da Viação Reunidas. Ou ainda de carro pela BR/Santos – Rio.

Dicas: Quando vier conhecer as ilhas, venha com tempo e fora de grande feriados e da temporada de férias, pois durante o verão você corre o risco pegar lugares lotados. Lembre-se de que o verão é a temporada de chuva nessa região. De abril até junho, antes do inverno, os dias são ensolarados e quentes, o mar transparente e as noites agradáveis para dormir sob as estrelas.
Leve chapéu, chinelo e quilos de protetor solar e outro tanto de repelente para insetos, porque afinal eles existem em florestas.
Quem quiser alguma dica sobre roteiros, lugares, ilhas ou mais detalhes, pode escrever para minha coluna de turismo Pelo Mundo. E bem-vindo a bordo.·

Texto publicado originalmente na Revista On Line VitrineRS

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Era uma vez

 


        Num mundo de realidade paralela, que podia ser no mar, mas parece que não foi ali a bordo que as coisas se desenrolaram, existe uma garota que resolveu vender um segredo..  foi assim que tudo começou:
        Um grupo de amigos estavam numa festa, e depois de superados alguns níveis alcóolicos, chegaram a conclusão que na vida todo mundo tem um podre, um segredo, do tipo o lado negro da força, mas que  entre eles, amigos, isso fazia parte do fortalecimento da amizade.
       Mas  um  dos rapazes, Júpiter, digamos que se chama assim, resolveu lançar o desafio:  - pois comigo não, ninguém absolutamente, sabe nada.
       Nesse momento o minuto de silêncio pesado foi destroçado por um riso contido dos amigos.
      Abro aqui um parênteses, todos sabiam o segredo dele, somente ele não imaginava que alguém soubesse do seu segredo.
      A testemunha do fato, vendeu o segredo de forma muito discreta aos presentes, em várias outras ocasiões, conseguiu viagens e talvez outros privilégios que não posso contar porque não fui informada.
     A verdade é que o segredo era realmente interessante, e a competência da vendedora de segredo fez com que a coisa crescesse de forma que o mundo inteiro já sabia o segredo, inclusive eu, que não conheço os protagonistas dessa história, mas menos ele Júpiter,  que nem desconfiava  que seu  segredo havia sido desvendado.
      Ninguém falou nada com ele. Foram todos amigos, não julgaram nem destroçaram a reputação de Júpiter.
      Porém o segredo se espalhou pelos quatros ventos da terra e do mar. Na minha opinião ou ele não lembra de nada ou para ele o acontecido não teve nenhum mistério.  Seja o que for:
      Nas mãos a intenção, no verbo a ausência,  na língua dos homens a expressão do desejo.



PS: Pra quem conhece o segredo poucas palavras são a revelação, quanto a mim que não conheço os personagens, não vou fazer como a garota que vendia segredos,  mas deixo aqui nas entrelinhas das palavras o segredo recriado.
Essa história que ouvi, acredito possa  até ser fictícia, mas que talvez seja real ou não, sei lá.

Ouvindo a conversa alheia

 

Um casal conversando no píer:
- Mas querida de baixo da canga você está nua?
- Oras bolas estou de canga!
Eu muito intrometida,  confesso que sou,
não resisti e falei :
- Pensando bem, debaixo das roupas,
todos nós estamos nus!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

El Calafate

 

glaciarpmoreno (18)

     A patagônia é basicamente plana, com centenas de quilômetros de vegetação rasteira em tons de amarelo e vermelho. E, durante todo o percurso, à minha direita, seguindo a estrada rumo ao sul, para El Calafate, tenho como companhia a neve eterna da Cordilheira dos Andes.
     Passo por enormes lagos de uma cor azul esverdeada, quase artificial, o vento forte e constante castiga a vegetação e a minha pele e faz o carro inclinar. O vento, nessa parte do planeta, é um elemento constrangedor, e o frio, indomável.
    A cidade El Calafate é pequena; na rua principal concentra-se o comércio local e, espalhados pelos morros e em torno do Lago Argentino, estão as casas e os hotéis. Simpática e acolhedora, a cidade oferece muitos restaurantes bons, para todos os gostos e bolsos – aproveite o cordeiro, especialidade da região. Possui ainda aconchegantes cafés, chocolaterias e sorveterias. O fim de tarde é muito agradável pelas ruas de El Calafate.
     Existem ainda várias agências de turismo que oferecem passeios ao Parque Perito Moreno e, devo dizer, esse é o ponto alto da visita nessa região.
Rumo ao oeste, saindo da cidade, pegue a estrada de asfalto que circunda o Lago Argentino e aprecie a vista, do lado oposto ainda se avistam as montanhas nevadas da cordilheira dos Andes.
     Depois de percorrida a metade do caminho, as curvas ficam acentuadas, as montanhas com vegetação mais densa e verde, florestas enormes se apresentam à sua frente e, após quase oitenta quilômetros, você vai perder o fôlego: numa curva, de repente, aparece o Glacial, um gigantesco bloco de gelo azul maciço. Na entrada do parque você recebe as instruções, mapas e, depois de pagar, siga de carro por alguns quilômetros dentro do parque, estacione, se for por seus próprios meios, e comece a explorar as trilhas, que são caminhos muito bem organizados e sinalizados, com as distâncias percorridas e o percurso que falta para cada ponto de apoio ou mirante.
     Se a primeira impressão é a que fica, devo confessar que não consegui tirar os olhos nem por um segundo do azul do glacial, é hipnotizante. Dizer que é um espetáculo é cair no lugar comum, e isso é desmerecer a grandiosidade e beleza do Glacial Perito Moreno. Fiquei horas acompanhando o movimento daquele gigante azul, o silêncio solene faz parte do contexto, até os turistas murmuram. Às vezes, a queda de placas de gelo, que se desprendem, despencando lá do alto nas águas frias do Lago Argentino, quebra o silêncio formal, num estrondo que impõe respeito e nos faz desejar estar seguro em terra.
   Tirei centenas de fotos,mas para ser pouco precisa, pois nenhuma chega dar a medida exata do impacto da beleza natural que é o Glacial Perito Moreno, que me surpreendeu a cada minuto que eu passei ali. Só isso já valeria a pena chegar tão longe.
   Deixe-se aquecer pelo sol, protega-se do vento castigante, mas nem pisque para não perder nenhum detalhe, deixe impresso na sua alma essa experiência única.

Como Chegar: O mais fácil é de avião, vindo de Buenos Aires. Existem também várias linhas de ônibus que vão até El Calafate em estradas asfaltadas. Se for de carro, será preciso um pouco de organização e ainda de documentos na entrada do país, um bom guia e alguns mapas, e então se prepare para conhecer a patagônia argentina, pois o caminho já é uma aventura para os olhos.

Dica: Mesmo indo durante o verão, leve agasalhos, luvas, gorros, cachecol, roupas e sapatos confortáveis, e ainda impermeáveis para as caminhadas, pois é uma região que tem um alto índice de chuvas. Use protetor solar mesmo no frio, para proteger a pele de queimaduras.
Se você gosta de experimentar coisas típicas, prove a Cerveza Patagônia, é uma cerveja artesanal, feita na região, de cor um pouco avermelhada e de um sabor delicioso, é imperdível. Para o passeio no parque leve um lanche, água e frutas, faça um piquenique em um dos mirantes dos “senteros”, mas lembre de levar todo o seu lixo de volta.
Existe um Hotel dentro da área do Parque, que funciona somente alguns meses por ano. Todas as suas acomodações têm vistas para as geleiras, e ele é ecologicamente projetado para ser autossustentável – toda a água usada é reaproveitável, e o esgoto 100% tratado . Os preços são bem salgados, mas não se iluda, a procura é grande e, sem reservas, você não conseguirá vagas.•.

Artigo publicado  na Revista on line Vitrine RS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Proteção e Beleza para sua embarcação






Trabalhos em couro para embarcações: cobertura  rodas de leme, proteção para cruzeta e macaco esticador. Confecção e instalação de rede para guarda-mancebo, proa de catamarã, redinhas para guardar frutas e legumes na cozinha e para roupas de cama e banho na cabine.
Marinharia em cabos trançados, kevlar, spectra e cabos de três cordões: alças de mão, pinhas de retinida, pinha de anel, falcaças, tapete trançado, cobertura para escada, puxador para mosquetão de adriça.
Atendo toda a região da Baia de Ilha Grande - demais localidades com taxa de entrega.
Orçamentos clique aqui



revestimento acolchoado para encosto do banco de pulpito de proa
Proteção em couro para encosto de púlpito de proa


proteção em couro para macaco esticador de guarda-mancebos
Proteção para macaco esticador de guarda-mancebo


proteção em couro para cruzeta
Proteção em couro para Cruzetas
 

 
Roda de leme em couro acolchoada

Alça com cobertura de couro e roda de lemeCobertura em couro para roda de leme


 


Rede para guarda-mancebo, proa de catamarã

 
Rede com cabo de nylon para guarda-mancebo
 
Rede com cabo de nylon para guarda-mancebo 
 
Rede com cabo de nylon para guarda-mancebo


Trabalhos de marinharia  

Alça de mão costurada de cabo de três cordões  Adriça com alça de mão costurada de cabo trançado com alma
Alça com costura de mão de cabo trançado e três cordões
 

  tapete de cabo de três cordões
Tapete trançado com cabo de três cordões
 

 
Proteção em cabo para degraus de escada
 

puxador para mosquetão da adriça      Pinha de anel
Puxador para mosquetão de adriça                    Pinha de anel para roda de leme


Pinha de de retinida

Mais informações:Trabalhos Náuticos
Email: trabalhosnauticos@veleiro.net
Fone: + 55  21 9416 - 5256  -  claro
       + 55 24 9976 - 8798   -  vivo
Marina Bracuhy - Cais I -  Angra Dos Reis - RJ
S 22°57'6.75" - W 44°23'42.49"

domingo, 15 de janeiro de 2012

Um último adeus



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Hoje é aniversário de nascimento do meu amigo Othmar, faria 70 anos. Os últimos meses que compartilhei da sua companhia pude testemunhar seu melhor lado, nas horas de dor e sofrimento devido sua doença,  quanto mais difícil, menos ele reclamava,  tinha sempre uma brincadeira, sorria quando a dor apertava. Ele sempre foi assim, era sua natureza ser otimista e divertido. Me lembro das brincadeiras que ele junto com amigos faziam, eu mesma fui alvo dessas surpresas divertidas.  Participava de todos os eventos que inventávamos aqui na República das Antas, também conhecido como Bracuhy, de festa junina, teatros a churrascos.
Muitas vezes,  planejamos cardápios de jantares e almoços  que fazíamos com os amigos, nos divertíamos com os detalhes das receitas, pesquisávamos temperos, ingredientes e principalmente a história  de pratos tradicionais que ele tinha vontade de comer,  outras vezes, quando estava  se sentia menos disposto, para receber mais gente em sua casa,  me telefonava e convidava para discutirmos uma ideia nova dele, ou  simplesmente tomávamos vinho e conversávamos por horas sobre qualquer assunto, sobre todas as coisas, ou simplesmente eu ficava ouvindo suas histórias engraçadas, como ele mesmo dizia esses momentos,  eram para enganar a dor.
Uma noite, nas vésperas da minha partida, para meu trabalho no mediterrâneo,  ele me ligou e disse  que tinha um salmão fresco e se eu não tinha uma boa ideia de como fazê-lo. Respondi: – deixe comigo,  vou fazer uma surpresa!
Juntei os ingredientes que precisava e fui pra casa dele, ficamos  conversando enquanto preparava o ceviche, embora simples, é um prato que precisa de tempo para ficar pronto, afinal o peixe é cozido quimicamente, no limão e sal.
Depois da espera regulamentar e algumas taças de vinho para aguardar o jantar. Fomos avaliar mais essa iguaria, foram momentos agradáveis, Othmar não parava de dizer que estava delicioso e que não provava um ceviche à tempos.
Naquela noite ele falou  de quando tinha vindo ao Brasil a trabalho,  coincidentemente  no dia em que nasci, das atrapalhadas com  língua portuguesa para  os estrangeiros, rimos até ele  se distrair da dor. Foi a última vez que o viria. Depois quando já estava na Itália trabalhando, nos falamos algumas vezes pela internet, sobre regatas, comidas, e os planos para futuros banquetes. Sua última fala foi que estava procurando uma receita especial de  Sulz (gelatina de carne), que é o meu prato favorito da cozinha alemã.
Hoje, embora um dia quente, choveu. Nós, os amigos dele, saímos em  barcos para realizar seu desejo: ter suas cinzas espalhadas no mar de Angra.  Foi tudo simples,  bem ao estilo do nosso amigo, e muito emotivo.
Ficou a  saudade de alguém que para nós, era divertido, bem humorado e amigo!


PS: Meu amigo, vou ter que aprender alemão, para decifrar a última receita de Sulz, que você escolheu para fazermos. O “google tradutor” não entende absolutamente nada de temperos alemães.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O Dragão e o Cobertor

 

           
                 Numa antiga lenda chinesa, Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, prometendo um presente a cada um dos animais. Apenas doze animais apareceram para a festa e cada um deles ganhou um ano de acordo com a ordem de chegada.
                 Em 2012 o Ano Novo chinês começara a 23 de janeiro. que varia a cada ano por que depende das fases da lua, que é a segunda lua nova do solstício e seu término será no dia 09 de fevereiro de 2013.
                 Esse ano será regido pelo Dragão do elemento água, que é muito propício, segundo as tradições orientais, a grandes feitos,  audazes  negócios, casamentos, ter filhos, acontecimentos que ficarão na história, uniões apaixonantes, um ano especial muito lindo Dragãoaguardado por todos.
                 O Dragão é o único bicho do horóscopo chinês que não existe de verdade, ele é feito de partes de um peixe, tigre, águia e cobra.
                 É um signo poderoso que representa a vitalidade, o entusiasmo, o orgulho, a extravagância e os ideais elevados. Sua imagem, apesar de ameaçadora, não está relacionada ao mal. Ao contrário, o dragão é considerado símbolo de proteção, poder, sabedoria e riqueza, porque o dragão benevolente traz a boa fortuna e a felicidade.
                 Mas devemos olhar com cuidado para os quatro ventos, pois no ano do Dragão, as fortunas assim como os desastres virão em ondas maciças. Este é um ano marcado por muitas surpresas e atos violentos da natureza. A atmosfera elétrica criada pelo poderoso dragão irá afetar  a tudo e a todos.
                 O espírito indomável do Dragão tornará tudo maior. Mas esteja atento, porque poderoso Dragão não é muito prudente.
                 O ano do Dragão de Água traz a todos uma dose de energia extra que possibilita as grandes realizações de sonhos e projetos e favorece as mudanças, o movimento, as viagens e a liderança
                 Com toda essa energia favorável, aproveite para comemorar seu segundo ano novo, de vermelho que é a cor do Dragão, e mãos à obra porque esse ano promete!!

 

uma ideis de tattooSobre o cobertor, o que eu tinha a  dizer é que vai ser muito útil no ano seguinte, depois que o Dragão passar.


Ahhh ia me esquecendo de contar:
– Nasci sob a proteção do signo do Dragão!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um grande sonho


Eu já naveguei, a trabalho, nesse veleiro e adorei!!
É mais que uma grande oportunidade, é um barco  para ir longe,  realizar sonhos, conquistar portos, visitar ilhas e conhecer os paraísos que estão só esperando  vc chegar para se desvendar.
Bons ventos!!!


 
TaaiFung no Paraguassu2

Vende- se Taai-Fung II

Quase 20  anos após o TAAI-FUNG II ter sido lançado ao mar ( Julho de 1992), em uma inesquecível viagem com nosso filho Pedro e com o casal Maracatu, decidimos vendê-lo.

Não foi uma decisão fácil, afinal este valente veleiro nos levou diversas vezes do norte ao  sul do país e serviu como nossa residência entre dezembro de 2008 e julho de 2011.

Estamos  vivendo um novo momento em nossas vidas. Voltamos a morar em um apartamento, temos  viajado bastante e pretendemos viajar mais daqui para a frente ( afinal não cumprimos nem 1 % dos 100 lugares que devemos ver antes de morrer) e nosso querido TF II começou a sentir-se muito solitário.

Assim, se alguém tiver interesse em um valente SAMOA 29, construído pelos proprietários atuais no Sindicato Ajuricaba, com as especificações e condições abaixo, fazer contato através o telefone (21) 93543848 ou pelo e-mail:   ivan@veleiro.net.

Especificações :

  • Samoa 29′, projeto de Roberto Cabinho Barros
  • Casco em fibra de vidro (resina isoftálica na superfície molhada), convés em ply glass (resina epoxi) estrutura totalmente madeiras de lei (cedro, freijó, compensados Bernek totalmente cedro), cola epóxi.
  • Armação em sloop com um enrolador Nautec e stay volante para storm gib; quilha de ferro fundido de 1.300 kg
  • Mastro Nautec com escada de alumínio, cabos com conexões Norseman
  • Motor diesel Yanmar  2GM20(F), 18HP, refrigeração do bloco com água doce.
  • Hélice auto-embandeirante Max-Prop 3 Blade 14X11  (EUA)
  • Carregador de Bateria Xantrex 40A, 12V
  • Geladeira Waeco Cold Machine VD 04
  • Enrolador de Genoa Nautec nº 2
  • Pau de spinnaker, trilho e carrinho para o pau de spinnaker no mastro
  • 3 sistemas de rizo na retranca, 1 boom preventer
  • 1 vela grande, 1 storm gib, 1 genoa de enrolador 135%, 1 balão assimétrico
  • 1 âncora Bruce legítima de 10 kg com 60m de corrente calibrada (para o guincho elétrico), 1 âncora Fortress FX-16 com 10 m de corrente e 60m de cabo, 1 âncora Danforth 15 kg
  • Guincho elétrico Lewmar Ocean 1 , Gipsy/Capstan, com controle na proa  e no cockpit.
  • 2 gaiútas Lewmar 50×50 e 7 vigias Lewmar
  • Bimini e Targa estrutura inox integrada, Dodger estrutura inox. Targa com equipamento manual para subida/descida do bote inflável e do motor de popa.
  • Rádio VHF Standard Horizon Intrepid LE GX 1265S
  • Rádio SSB,  ICOM  IC 706, MK II, HF/VHF, frente destacável com acoplador automático de antena.
  • Radar Raytheon SL 70 Pathfinder
  • GPS Garmin 76
  • Piloto Automático Autohelm 2000+
  • Ecobatímetro Horizon DS 45
  • Bússola Platismo Contest
  • Gerador Eólico Air Marine (necessita serviço)
  • Chave elétrica geral Guest para 2 bancos de baterias (1 x 100 Ah para o motor + 3x100Ah para uso geral).
  • 2 painéis solares Siemens M65 com controlador automático de carga Sunset Charge Controller CC 10000.
  • 2 tanques de água, separados, com 80 litros cada.
  • Pia da cozinha com cuba inox profunda, água doce e água salgada por bombas Whale de pedal. Fogão de duas bocas e forno  todo de inox.
  • Pia do banheiro com água doce por bomba de pé e chuveiro com bomba elétrica Parr
  • Chuveiro no Cockpit com água doce alimentado por bomba elétrica (mesma do banheiro)
  • Vaso sanitário LaVac com bomba Henderson manual e uma bomba Henderson manual completa de reserva.
  • 1 tanque principal de Diesel todo em alumínio especial, 60 l de capacidade, com copo inferior para coleção de água e detritos equipado com registro manual para descarga.
  • 1 tanque de diesel de reserva, portátil, em plástico, conectável diretamente ao filtro primário de diesel (filtro Racor)
  • 1 filtro de diesel primário (filtro Racor)
  • 1 painel elétrico principal Heat Interface DC Control (12V com 20 posições equipado com chaves magnéticas)
  • Luz de tope 5 light (navegação, âncora e estrobo)
  • Luzes de navegação no nível do convés.
  • Luz de cruzeta (iluminação do convés)
  • Sistema de 110V para conexão ao cais, com chave magnética de proteção, 3 tomadas internas e conector externo Marinco all weather
  • Alternador Balmar de 100A (em substituição ao original de 50A que fica como reserva).
  • Controlador de carregamento inteligente Balmar ARS III
  • Toda a fiação elétrica original com cabos estanhados importados.
  • Bote inflável MiniFlex com bomba manual e remos.
  • Motor de Popa Honda 2HP, 4 tempos, refrigeração a ar, pouco uso.
  • Enorme inventário de peças sobressalentes, cabos, material elétrico, toldos
  • Pintura de fundo nova (setembro 2011) tinta Internacional Micron Premium, 1 demão vermelha e duas cinza.
  • Preço: R$ 120.000,00

Fotos  e mais informações veja aqui  TAAI-FUNGII

domingo, 25 de dezembro de 2011

E porque a vida não é curta, é breve

 

Desejo um ano de 2012 emoções e realizações

Escolhi esse farol em homenagem ao meu amigo Zé e nossas longas conversas .

Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o João-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

 Sergio Jockymann

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Charme de Fiskardo

 

fiskardho L (6)

Sempre demoro a escrever sobre a Grécia porque é quase uma paixão, e fico achando que falo demais sobre esse pais azul! Azuis nas bandeiras, no céu, no mar e nos telhados das casas branquinhas das encostas das três mil ilhas gregas.
Hoje vou apresentar uma vila muito pequena que fica na ilha Cefalônia, Grécia: Fiskardho.
Conheço essa vila desde 2004 e, embora a visite anualmente, sempre quero voltar, porque além de ser um point de moda, é agradável, com muitas praias de águas azuis e suas pedrinhas brancas .
A pequena cidade está entre as montanhas e o mar, espremida numa estreita faixa de terra plana, com casas muito antigas de no máximo três andares e seus bares, lojinhas, bistrôs, cafés e restaurantes, iates e veleiros que circulam a orla.
Ao entardecer, fique de preguiça numa mesinha à beira mar, distraindo o olhar com os movimentos dos barcos nas águas tão transparentes que se pode ver peixes coloridos. Enquanto isso, prove um Frappe – uma bebida tipicamente grega de café gelado, com bailey’s, sorvete de creme, ou leite e gelo, muito gostosa.
A comida é outra atração, peixes frescos e frutos do mar, iogurte grego, que é o melhor do mundo. Atende a todos os gostos, inclusive vegetarianos, nas saladas gregas, no saganaki – queijo de cabra frito servido com limão siciliano. E, naturalmente, a tradicional Pitagyrros, servido num pão(pita) redondo frito no azeite grego, com carnes de porco, carneiro, frango – assadas como churrasco(gyrros) – tomate, cebola, batata frita e tzatzik (molho a base de iogurte, pepino grego, alho), tudo isso enrolado em formato de cone.
Nessa ilha existem ainda produtos muito característicos, de produção única, como o Vinho Robola. Visitar a vinícola é um ótimo passeio para as tardes nubladas. O mel da Cefalônia é muito particular, de gosto especial com um suave sabor de tomilho selvagem – vegetação nativa da ilha, encontrada em todas as encostas.
Pra quem gosta de ousar, conheça o Ouzo (a pronúncia é Uzo), uma bebida grega feita através da fermentação das cascas das uvas e aromatizada com anis – de alta graduação alcoólica, 37 a 50 graus –, licorosa e transparente, que fica com aspeto leitoso quando adicionado água fria e gelo, muito refrescante, servida sempre com aperitivos deliciosos gregos – Meze.
Caminhadas pela vila ao anoitecer antes do jantar são um charme, não só pelas lojas de artesanato local, como também para andar pela pequena floresta que leva ao farol, de cuja ponta se tem uma visão privilegiada das montanhas e do canal, que separa Cefalônia e Itaka – a ilha de Ulisses.
Fora da temporada de verão, a cidade e praticamente toda a ilha reduzem sua população para 30%, apenas os serviços básicos continuam funcionando. Nos meses de inverno, a ilha é completamente deserta, alguns hotéis fecham nessa época.
Mesmo estando em Fiskardo na ponta norte da ilha, existem muitos lugares para conhecer além das praias, onde a cidade oferece aluguéis de carros, motos, quadriciclos e bikes, a preços razoáveis. Aproveite para visitar o lado oeste da ilha, virado para o mar aberto, onde encontrará enormes penhascos, onde as ondas se jogam com força nas pedras e se vaporizam em milhares de gotas salgadas. O pôr do sol ali é mais um espetáculo, existem bares com decks sobre os penhascos, com bela música grega, ambientes alegres que combinam com férias.
Para comunicar-se na Grécia é preciso um pouco de inglês, os cardápios nos restaurantes costumam trazer fotos dos pratos. Quanto mais para o interior da ilha e fora da alta temporada, mais difícil se torna encontrar alguém que fale inglês fluente, mas isso não é nenhum problema, os gregos são muito educados e sabem agradar os turistas.
Aventure-se em cumprimentar os gregos na língua local quando estiver na ilha, você receberá de volta uma entusiasta e calorosa resposta. Agora umas dicas para receber um sorriso em troca:
Iasus – oi e tchau ( se diz ao entrar num lugar ou quando se vai embora)
Kalimera – bom dia
Kalispera – se diz depois do almoço, vale como boa tarde e boa noite
Kalinikita – é um boa noite para despedidas, quando não verá mais a pessoa.
Parakalo – essa palavra abre portas, significa: por favor, às ordens
Efikaristo – obrigado
Para os ousados, depois de alguns ousos – Ego se agapó / Eu te amo – se ouvir isso, provavelmente você está arrasando corações, mas se é você quem diz, talvez seja melhor parar com o ouso, pedir a conta e voltar para o hotel…
Festas gregas, daquelas em que se quebram pratos, você não vai encontrar em cidades turísticas, mas somente onde os gregos passam suas férias, longe dos lugares comuns para turistas. É possível que num restaurante simples, com mesas debaixo de árvores, aconteça de ter música ao vivo e de as pessoas se animaram um pouco mais e começarem a dançar. Nessa hora, peça outra bebida ou um café e aguarde, vai rolar grandes emoções e pratos quebrando no chão. É contagiante a alegria grega.

Pra chegar: Cefalônia tem um aeroporto internacional com voos de muitos países europeus e alguns do oriente médio e norte da África. Ou você ainda pode chegar até lá de Ferryboat , a partir de Atenas ou da Itália – várias cidades italianas.

Dica: Em Fiskardo existem pequenas pousadas, hotéis e casas para aluguel de temporada. Ou ainda, se gosta de mar e sabe velejar, há muitos barcos confortáveis para charter, que são uma boa pedida, porque, além de dormir a bordo e economizar as diárias do hotel, você ainda pode ir para a praia ou a ilha que quiser, além de fazer algumas das suas refeições a bordo – restaurantes nem sempre são baratos. Para quem não sabe velejar, é possível contratar o barco com um comandante, profissionais que normalmente falam vários idiomas, conhecem muito bem a região e são pessoas divertidas e de fácil convívio.

Artigo publicado na Revista on line Vitrine RS

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bibiela


Hoje, pelo menos hoje,
aproveite muito seu dia,
seja feliz nos detalhes,
se deixe abraçar,
beije muito,
ria bastante,
dê gargalhadas,
emocione-se!!!
Porque  quinze anos pode não parecer,
pois demora  muito pra chegar,
mas vai durar pouco e passa muito rápido,
sinta-se plena com a idade que vc tem agora
pois vc  terá sempre uma única vez,
cada uma das idades que completar.
Seja intensa na sua vida,
 escolhas,
 caminhos,
sonhos.
gabi
PS: super, apertado abraço, beijocas e tudo de melhor pra vc

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sobre os lençóis

 

lenis-150   

Às vezes sou resistente a visitar um lugar clichê, esses cujas fotos já vimos centenas de vezes, em reportagens sobre o paraíso. Se você também é assim, esqueça tudo o que viu ou ouviu até hoje sobre as areias e lagoas dos Lençóis Maranhenses.
Como estava em Recife, fui de avião até São Luiz, depois tomei o ônibus que faz a linha São Luiz – Barreirinhas. A estrada é asfaltada e está em bom estado, e a viagem dura umas quatro horas, com direito a uma parada na beira da estrada para saborear o tradicional e típico refrigerante rosa local, “Jesus”.
Sem uma estação rodoviária, os ônibus que chegam à cidade fazem parada em frente a uma quadra esportiva. Muitos guias chegam querendo te conquistar, num delicioso jogo de delicadezas e gentilezas, oferecendo passeios, pousadas e promessas de paraísos inesquecíveis… Se estou exagerando? Nem um pouco, é assim mesmo que acontece. E não se preocupe, todos os guias são cadastrados na prefeitura e no IBAMA, pois só empresas oficialmente cadastradas podem entrar no Parque dos Lençóis.
Escolhida a pousada, parti para um bom e refrescante banho de rio. Já estava anoitecendo quando resolvi caminhar, explorando as ruas e o comércio de Barreirinhas. A cidade tem bons restaurantes, e a cozinha local agrada aos variados paladares. Outra atração são os sucos, caipirinhas – pra quem curte – e os saborosos sorvetes de frutas nativas.
Passei pela agência de turismo – cujas portas ficam abertas até a chegada do último ônibus – indicada por uma amiga e escolhi o passeio para o dia seguinte. O dia amanheceu preguiçoso e, embora já fosse outono, fazia calor e sol desde muito cedo. Fiquei a manhã toda na rede de frente para o Rio Preguiça.
O caminho que a Toyota fez para nos levar às lagoas Azul, Esmeralda e Dos peixes já era uma aventura, a estrada de areia fofa com trechos com água que, combinados, tornam-se uma perigosa areia movediça. É preciso muita experiência para rodar por ali.
Ao chegar, via somente um mar de areias sem fim. Depois de uma pequena subida, pude ver inúmeras lagoas circundadas pelas dunas, de areias brancas e muito finas. Escorrego do alto das areias e vou mergulhando nas águas transparentes e mornas, tão agradáveis quanto um abraço. Caminho por horas nesses oásis.
Ao entardecer, o sol modifica toda a paisagem, as areias brancas ficam de um vermelho alaranjado, e as lagoas refletem as nuvens coradas no seu silencioso espelho d’água.
O segundo passeio, no outro dia, foi pelas águas do rio Preguiça, passando por mangues, dunas de areias vermelhas, longas lagoas rasas, e o Farol de Mandacaru e Caburé, uma faixa estreita de areia que separa o mar do rio Preguiça. Imagine só tomar banho de mar e de rio, separados por poucos passos, quase ao mesmo tempo.
Dependendo da época do ano, pode-se visitar a lagoa Bonita, que é mais longe da cidade e exige que caminhemos um pouco mais. Ao chegar lá em cima, fiquei sem palavras, nem tanto pela subida íngreme, mas porque se tem a exata dimensão da extensão do parque, dezenas de quilômetros de dunas e lagunas de água doce até chegar ao mar.
O que mais me impressionou foi o vento constante, apagando qualquer marca que deixássemos nas areias, o que torna muito fácil se perder por lá.
Outro passeio que vale a pena é Cardosa, onde se desce o rio de boia, simples assim. O rio tem uma temperatura agradável, águas transparentes, muitas árvores margeando e fazendo sombra. O rio é raso, de fundo de areia branca e correnteza muito fraca, o que nos permite descer lentamente, curtindo a experiência e se divertindo. Não se preocupe, no fim do rio não tem uma cachoeira, o passeio acaba numa espécie de praia.
Depois de cinco dias em Barreirinhas segui viagem, debaixo de chuva, numa Toyota com três bancos na carroceria para Paulino Neves, que foi outra boa aventura. As trilhas (que os nativos chamam de estrada) que nos levam à primeira parada, Paulino Neves, desapareciam em meio às dunas e lagoas, sem quaisquer vestígios que pudessem sinalizar uma estrada. Por ali, vi todo tipo de animais, vivendo livres nos Lençóis Pequenos. Foram quase 4 horas para percorrer 72 km, de uma beleza que me fez esquecer de todo o resto do desconforto.
De lá segui para Tutóia, onde pernoitei durante os dias em que fiquei pela região, nos canais do Delta do Parnaíba, ilhas, dunas, praias desertas, lagoas de água doce e transparente. Vi cavalos selvagens vivendo livremente pelas ilhas, raros guarás azuis, caranguejos vermelhos, a beleza, a delicadeza e as surpresas dos manguezais, onde visitei o berçário de cavalos marinhos nos mangues.
Tutóia é a última cidade do Maranhão, quase na fronteira com o Piauí, pequena, simples e bem organizada, tem até faculdade. A vida cotidiana gira em torno das águas, das marés, da pesca de peixes, do caranguejo transportado aos milhares para todo o mundo, dos barcos e do turismo.
Perdi a noção do tempo andando pelas dunas nas ilhas, nadando no mar e nas lagoas. O tempo parou em algum lugar, talvez sobre as águas prateadas do Delta, caminhei pela praia, sem destino, ainda é muito cedo para partir.

Como chegar:
De avião: até o aeroporto de São Luiz e, de lá, há uma linha de ônibus três vezes por dia para Barreirinhas, ou, ainda, até o aeroporto de Teresina, que fica bem mais perto de Barreirinhas. Outra opção para quem está de carro 4×4, é percorrer o litoral desde Jeriquaquara. Várias agências de turismo oferecem esse tour com veículos apropriados.

Dicas:
Sempre faz calor no nordeste, o que diferencia as estações é que de maio a novembro não chove e, de dezembro a abril, tem pancadas de chuva todos os dias. Portanto, coloque na sua bagagem roupas leves, algumas blusas claras de manga comprida para proteger do sol nas caminhadas, muito protetor solar, boné ou chapéu, óculos de sol, chinelos para andar nas dunas, repelente, máquina fotográfica.
Nos passeios, leve água e algum lanche, porque eles costumam durar muitas horas. Na cidade, há uma agência do Banco do Brasil, um posto do Bradesco que funciona nos Correios, e agências lotéricas para os clientes da CEF.
Para mais informações de passeios, agências ou outras dicas, escrevam para a coluna Prazer em Conhecer.

Artigo publicado na Revista VitrineRS

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ushuaia –

 

O início é logo ali no fim do Continente

Acordando mto cedo para ver neviscar

 

Dizem que fica no fim do mundo. Mas é ainda tão isolada e selvagem que parece mais o começo do mundo, mas é logo ali na pontinha da nossa América do Sul, demora para chegar, mas vale à pena ir, conhecer, visitar e ficar por lá.
Escolha a época do ano que quiser, será sempre frio ou muito frio.
Para chegar atravessamos o Estreito de Magalhães de ferryboat e percorremos de carro toda a ilha da Terra do Fogo, poucos quilômetros de estrada de ripio do lado chileno e asfalto na maior parte argentina da ilha.
Paisagens patagônicas onde predominam a vegetação rasteira, muitos carneiros, lagos, florestas e o Oceano Atlântico completamente enlouquecido, pelo o vento forte, que arrebentava violentamente suas ondas nos penhascos e praias.
É uma cidade pequena que não tem para onde crescer, cercada por montanhas nevadas, da Cordilheira dos Andes e o mar no Canal de Beagle, numa baia calma de água abrigadas para quem se arrisca a vir pelo mar.
Que afinal pode ser uma boa experiência, porque Ushuaia, na antiga língua indígena local, significa baia protegida.
A temperatura média da região é de 4,7 graus. Oscilando de julho a janeiro de 0,5 a 10 graus. Também espere chuva/neve em pleno verão.
Muito bem agasalhado você pode sair para caminhar pelas ruas e ladeiras da cidade. O vento constante uiva, querendo descobrir seus segredos, e a neve nas montanhas bem próximas, nos dá a impressão de que realmente aqui é o fim do mundo.
Mas que nada, a cidade é colorida, movimentada, gente de todas as idades, dias longos e com algum sol no verão, embora sempre seja frio.
Lembro-me de ter visto uma noite da janela do meu quarto o sol se pondo, tingindo as montanhas brancas de amarelo e vermelho. E já era passava da meia noite.
O que fazer na cidade? Museus para visitar, um Parque Nacional que possui uma linha de trem que percorre as montanhas nevadas dos Andes, com direito a um carimbo no passaporte escrito ‘ Fim do Mundo’.
Praticar atividades como: ciclismo, trekking, canoísmo, pesca, esquiar na neve, passeios de barcos, em ilhas no Canal de Beagle e no Farol do Fim do mundo. E para os mais corajosos até o Cabo Horn ou mesmo na Antártica.
Muitas lojas especializadas em roupas de esportes de inverno, agasalhos em couros, souvenir, eletrônicos. Seu povo é hospitaleiro e gosta de conversar, mesmo que você não fale o espanhol com desenvoltura.
A gastronomia no Ushuaia é outro atrativo, prove as centollas, uma espécie de caranguejo gigante delicioso, mariscos de todas as cores, sabores e tamanhos, o famoso cordeiro assado da Patagônia e naturalmente um vinho argentino de boa qualidade para acompanhar tudo isso.
Cafés e bares, chocolates e sorvetes são outras delicias que vai encontrar, e sim lá mesmo fazendo 5 graus todos tomam sorvetes.
Vir para esse destino é sair do lugar comum dos guias de viagens, tudo bem que não é fácil de chegar nem se adaptar ao frio nas ruas, mas é inesquecível.
É uma cidade e um mar que vai ficar em cada poro do seu corpo, guardado no cantinho mais quente da sua alma. Comigo aconteceu isso. A minha partida foi assim:
No dia anterior à partida, a baia era um espelho, o vento diminuiu tanto que estava quase quente. O entardecer que durou horas. De madrugada vi pela janela um céu ainda claro no horizonte a oeste.
Na manhã seguinte, foi a despedida fria do Ushuaia, fortes ventos, frio de 4°C e um céu ameaçadoramente negro, depois de poucos quilômetros, o céu desabou em lágrimas de flocos de neve, as árvores e o acostamento ficaram brancos, cobertos da neve fria, na triste despedida da Terra del Fuego.
Quanto estiver para ir embora você já terá vontade de voltar e antes da primeira curva, nas montanhas nevadas, logo quando a cidade desaparecerá da sua vista, fará uma promessa ,em voz baixa, dizendo que voltará numa outra estação para viver as outras cores e sabores do Fin del Mundo.

Como chegar: De avião vôos somente de dentro da Argentina, não tem vôos internacionais, já pelo mar tem várias empresas de navios de cruzeiro que fazem paradas no porto de Ushuaia.
De ônibus: têm linhas que vem de muitas cidades da Argentina, no inverno algumas estradas costumam ficarem interditadas por longos períodos.
De moto ou carro é tranquilo, as estradas estão em bons estados, tem ainda pedágios e boa sinalização, poucos postos de combustíveis, lembrando sempre que, é bom se informar do horário do Ferryboat para fazer a travessia do Estreito de Magalhães e entrar na Ilha Terra do Fogo.
De bicicleta, e vi vários ciclistas pedalando pela Patagônia, é preciso muita força nessa hora, porque o vento é cruel e incansável.

Dicas: Bom humor e muita força de vontade para sair da cama de manhã, luvas, meias, gorros, cachecol, casacos, sapatos confortáveis, de preferência tudo impermeável e mais todos os agasalhos de casa, amigos e vizinhos.
Embora por causa do MERCOSUL nós brasileiros não precisamos de passaporte para entrar e circular pela Argentina - basta à carteira de identidade com menos de 10 anos - existe a burocracia das alfândegas chilena e argentina para quem viaja por via terrestre.
Viajando pela Patagônia até ao Ushuaia na Argentina, deve-se passar antes pelo Chile. Então para entrar na Argentina e Chile o passaporte (se tiver naturalmente) e todos os documentos e seguro do veículo em ordem, facilitam e agilizam essa formalidade nas fronteiras.
O bom do frio é que consumimos grandes quantidades chocolates sem dor na consciência.
Bons ventos sempre e aproveitem a viagem.

Artigo publicado na Revista on line Osorio Shopping

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quanto demora?

 

Demora o tanto que custa, o tempo suspenso da vida alheia.

ENTENDA O ESCORAMENTO  ( fonte Jornal Estado de Minas)

Carga total
O Vale dos Buritis tem 22 pilares, sendo que cinco deles suportam maior parte da carga. O mais sobrecarregado sustenta 70 toneladas. Para o escoramento, toras de madeira são colocadas em torno dos pilares e funcionam como uma espécie de muleta, para agir em caso de colapso da estrutura de concreto. Ao todo, devem ser usadas 424 toras de eucalipto.
Base
Do solo à garagem, serão empregadas toras com 15cm de diâmetro. Cada peça suporta quatro toneladas. Elas serão posicionadas a cada 30cm. A previsão é de que o trabalho termine no domingo.
Moradias
Nos apartamentos, serão usadas escoras de 10cm de diâmetro, posicionadas paralelamente às paredes, onde estão os pilares. Essa etapa será cumprida a partir de segunda-feira, com previsão de terminar até o fim da próxima semana.

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Leia mais aqui no Jornal o Tempo e aqui no Jornal Estado de Minas

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Empurra- Empurra

 
 
Jornal Estado de Minas - 03/11/2011
"A situação doa imóveis interditados no Bairro Buritis parece longe de uma solução e tal fato só comprova o abandono em que se encontram os moradores dos prédios.
Retirados de seus apartamentos, obrigados a pagar hospedagem em hotéis ou alojados em casas de amigos, eles estão no meio de um jogo de empurra entre órgãos oficiais e as construtora, o que só agrava o problema. O pior é que, a julgar pelo o que ocorreu no caso do Edifício Ágata, no Anchieta, em abril de 2010, os proprietários dos apartamentos serão os únicos prejudicados.
É no mínimo injusto e preocupante ver a repetição desse drama."
Álvaro Fraga

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Golfinhos

 

Um dia muito cedo,
mas cedo de verdade
quase madrugada,
fui acordada muito delicadamente,
só pra ver que estava nevando,
minha primeira neve.
É mais ou menos igual
quando navegamos
e acordamos todos  a bordo
só para ver os golfinhos que apareceram no nosso turno!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Os danos só aumentam


Na reportagem clic aqui o que vemos são imagens do lar da minha irmã e dos meus sobrinhos, de amigos e suas famílias, não dá pra ficar calada, temos que denunciar esse tipo de empresa, compartilhando todas essas reportagens para que outras pessoas  também não tenham que passar por essa perda e dor.As famílias desalojadas do Prédio interditado pela Defesa Civil, Vale dos Buritis, continuam sem abrigo, sem um teto, por causa da omissão da empresa irresponsável
 Estrutura Engenharia e Construção LTDA.
Gostaria de saber como estão conseguindo dormir os proprietários da construtora, com o conhecimento de que todas essas 19 pessoas estão sem casa, e perderam tudo o que conquistaram ao longo dos anos, com seus trabalhos e esforços.
E não estou falando só os bens matérias, esses tem números e medidas o prejuízo é matemático. Porque  o que tem dentro de seus lares são suas histórias e seu passado, nas fotos das crianças crescendo felizes, nos seus objetos pessoais que representam cada momentos de suas vidas.

Durmam em paz construtores, se as suas consciências assim permitirem.

 

Prédio interditado em Belo Horizonte

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Da serie: a vida não é curta, é breve

 

“‎Lembrar que estarei morto em breve
é a ferramenta mais importante que já encontrei
para me ajudar a tomar grandes decisões.
Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar -
caem diante da morte,
deixando apenas o que é mais importante.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira,
que eu conheço, para evitar a armadilha
de pensar que você tem algo a perder.
Você já está nu.
Não há razão para não seguir seu coração.”
Steve Jobs

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Compromisso em Denunciar e Informar

 

Sobre o prédio do Buritis e a empresa que o construiu
ESTRUTURA ENGENHARIA CONSTRUÇÃO LTDA

Jornal Estado de Minas

 

Construtora terá de começar obras de reestruturação em prédio interditado em 24h Moradores do edifício localizado no Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, foram retirados de casa por causa do risco de desabamento.

João Henrique do Vale -

Publicação: 24/10/2011 19:29
Atualização: 24/10/2011 19:55

 (Jair Amaral/EM/D.A.Press)

A Justiça deu prazo de 24h para a empresa Estrutura Engenharia e Construção Limitada fazer obras de reestruturação no edifício interditado pela Defesa Civil nesse sábado, no Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte.  Todos os moradores tiveram que deixar o local devido ao risco de desmoronamento. A medida foi determinada pelo juiz Alexandre Quintino Santiago, da 16ª Vara Cível de Belo Horizonte, como antecipação de tutela requerida por moradores do edifício, devido ao aumento das rachaduras na estrutura do imóvel, causado pela chuva que atingiu a capital mineira na última semana.

Construtora terá de começar obras de reestruturação em prédio interditado em 24h

O prédio, construído em 1995, já havia apresentado trincas e rachaduras um ano após ficar pronto. Os moradores procuraram a construtora, que afirmou que elas eram resultado de acomodação natural de terreno, fato considerado normal pela empresa. A construtora se comprometeu a fazer intervenções que resolveriam o problema.
De acordo com a Defesa Civil, o prédio foi vistoriado no ano passado e as famílias haviam sido notificadas sobre os problemas estruturais. Depois da fiscalização de 2010, moradores informaram que foi feito um reforço na fundação do prédio, mas a empresa abandonou as obras. Por causa disso, os moradores resolveram entrar com uma ação requerendo indenização por danos materiais e morais e antecipação de tutela para continuidade das obras. Na ocasião, o pedido foi indeferido “momentaneamente”.
Ao analisar o novo pedido do condomínio, o juiz Alexandre Quintino considerou “fatos novos” ocorridos no fim de semana, que causaram o aumento das trincas na estrutura e, consequentemente, o risco para os moradores, uma vez que o prédio tornou-se “impróprio para habitação”, segundo laudo da Defesa Civil. O magistrado também determinou que o perito, já indicado para avaliar os danos ao imóvel, dê continuidade aos trabalhos de verificação, bem como fiscalize e auxilie a obra de reestruturação do prédio.

O sonho da casa própria


Todo mundo que eu conheço tem esse sonho,
esse desejo de segurança para um futuro tranquilo.
Então antes de realizar esse sonho,
procure  conhecer todos os prédios construídos pela construtora escolhida e converse com os moradores,
saiba o nível de satisfação e indignação dos proprietários.
Senão pode acontecer com você o mesmo que aconteceu com minha irmã, depois de uma vida inteira trabalhada para realizar o seu sonho…
Ah! A referida construtora responsável pela obra, não se dignou a dar esclarecimentos, então ai vai o nome dela (clica no link para visitar o site) pra ficar na sua lista de empresas que não são confiáveis.
ESTRUTURA ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA
RUA MARECHAL FOCH, 41,
BAIRRO NOVA GRANADA,
BELO HORIZONTE – MINAS GERAIS
FONE: (31) 3371-0777

 
estruturaengenharia e construção ltda

e.m

Veja a reportagem a abaixo:
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/10/defesa-civil-interdita-dois-edificios-na-zona-sul-de-belo-horizonte.html
Isso já aconteceu no Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife.
Tá na hora de denunciar nos meios de comunicação, e não só na nossa lenta justiça brasileira.
É preciso criar uma lista pública desse tipo de empresas .

COMUNICADO URGENTE:


Queridos amigos, no último sábado dia 22/10, eu, meus filhos e todos os moradores do Edifício Vale dos Buritis, situado à Rua Laura Soares Carneiro, 211, Bairro Buritis, fomos obrigados a deixar nossos lares portanto somente objetos pessoais, por ordem da Defesa Civil, sob risco de desabamento. Já há algum tempo observamos rachaduras e problemas estruturais em nosso prédio, prontamente acionamos a construtora: ESTRUTURA ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA., situada à MARECHAL FOCH, 41, BAIRRO NOVA GRANADA, FONE: (031) 3371-0777, que infelizmente se eximiu de qualquer responsabilidade, alegando já ter passado os anos de garantia, diante disso , nós moradores, tomamos todas as providências cabíveis, acionamos a Defesa Civil, Copasa e peritos, decidimos então há mais ou menos 2 anos, entrar na justiça contra a ESTRUTURA ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA., e esse processo tem vindo como a justiça brasileira permite...Os problemas se agravaram com a construção de vários prédios na rua e adjacências e com as chuvas das últimas semanas a situação se agravou assustadoramente.
As reportagens sobre esse fato foi veiculada em diversos meios de comunicação, onde vocês podem pesquisar.
Desejo, através desta mensagem, que o maior número de pessoas possíveis, tomem conhecimento do mau caratismo e indiferença com que os proprietários da referida construtora, tem agido.
Amigos, estamos bem fisicamente graças à Deus! Agora as cabecinhas e os corações...não sei!
Gostaria de agradecer à Defesa Civil que prontamente nos atendeu quando resolvi ligar e providenciou nossa remoção com segurança, queria agradecer também aos parentes e amigos que nos receberam em seus lares.
Esperamos em breve retomar nossas vidas e retornar com as nossas atividades!
POR FAVOR COMPARTILHEM!!!

Essas são as palavras da minha irmã.

e.m     

o tempo

hoje em dia

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=133122

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/10/22/interna_gerais,257567/predio-e-interditado-por-risco-de-desabamento-no-buritis.shtml
http://www.hojeemdia.com.br/minas/chuva-ameaca-mais-um-predio-residencial-do-bairro-buritis-1.359021

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/10/predio-com-risco-de-desabamento-e-interditado-em-bh.html

 

eu estou sem palavras

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

‘É com esse que eu vou’

 

 

1- ( )

uma brincadeira

 

2 - ( )

 

3- ( X )

um italiano

 

4 - ( )


um frances

 

5- ( )

outro  italiano

 

6 - ( )

velho italiano

 

7- ( )

um alemão

 

8- ( )

um carrinho



Numa viagem pela Itália, Mateus e eu alugamos um carrinho bem pequeno para as nossas andanças.
Copiando a ideia do meu amigo Hélio Viana, quem acertar ganha um passeio de dingue sob as chuvas de primavera..
Agora é só escolher o carro certo, e deixar sua resposta nos comentários!!

* 13/12/11
Chegou ao fim! a resposta certa é o numero 3 e já tem um vencedor, ops, vencedora!!

domingo, 9 de outubro de 2011

BAHIA ECO CHARTER

 

Eu sempre disse e ainda acredito nisso, que o que esta na internet é público, mas por delicadeza quando repassamos informações é de bom tom citar a fonte ou quando copiamos fotos dar os devidos créditos, não custa nada !!!
Até agora eu fui educada, escrevi  um e-mail, pedi para colocar os créditos das minhas fotos, fiz brincadeira  e levei na boa, mas chegou no limite.
O site
www.bahiaecocharter.com.br  e o perfil do Facebook BAHIA ECO CHARTER tem  fotos roubadas descaradamente, todas da mesma página, do meu site
www.veleiro.net/aquarela/Textos/fotosbahia.htm
sem os devidos créditos de autoria.
Vamos lá não quero direitos autorais nem vender fotos, quero só respeito com o meu trabalho e minha arte. Acredito que a empresa que
" pega", sem pedir ou informar das intenções, fotos de autorias conhecidas para fazer publicidade do seu " trabalho", é pouco confiável, nada profissional, e de idoneidade suspeitável. Se faz isso para divulgar seu serviços.
Se fosse para um blog de pessoa física, para ilustrar uma história, eu nem ia me importar, mas uma empresa que visa ter LUCROS e não se digna a avisar o proprietário das fotos – que sabe muito bem quem é -  que rouba, é na minha opinião e da minha advogada mais que má fé; então comunico publicamente que a partir desse momento a minha advogada, tomara as devidas providências legais.
” Vamos tomar as devidas providências...Até hoje recebi da minha prima que a UFSC vai organizar um congresso sobre Direito Autoral, e me lembrei desta historia. Tira print das tuas fotos no site deles, primeiro de tudo. E vou escrever uma notificação extrajudicial para eles, para começarmos a historia.” – Dra. Ângela Humeres.

Prova anexada!


BECharter

Demorei para escrever esse post, porque no fundo eu esperava sinceramente que a empresa que roubou minhas fotos, para colocar no seu site – www.bahiaecocharter.com.br
e perfil do Facebook – BAHIA ECO CHARTER -
teria a coragem de responder o meu email se desculpando e dando crédito às minhas fotos.
Mas que nada, a proprietária Sra. Cristina Pedrosa, não só não respondeu meu email, como só retirou  uma das  minhas fotos do seu perfil, que aliás era devia considerar muito bonita porque a usava como avatar.
Concordo que a minha  foto é bonita!
sfranciscoparag (39)

E provavelmente, depois de ver as minhas muitas reclamações no Facebook retirou mais 3 fotos minhas do seu perfil, mas como quem rouba se esquece de quem roubou ou oque e quanto roubou, no site da empresa BAHIAECOCHARTER continuam minhas fotos por lá.
Estou mais que indignada, estou decepcionada com a falta de caráter, honestidade e educação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Encontre Venezia

 

 

venezia (48)

 

Por tantos anos estive tão perto dessa cidade e tão longe, ao mesmo tempo. Somente agora depois de nove anos cheguei a Veneza. Depois de todas as fotos que vi, guias que li, de gente falando bem e mal, quando desembarquei em Veneza foi amor a primeira vista.
Férias é assim nos deixa com vontade de não voltar mais pra casa, de viver aquele momento pra sempre.
É uma cidade (ilhas) sem carros, de casas dividindo suas paredes com o mar, um leve abandono, devido à idade avançada, nas casas da gente comum.
As flores e as roupas penduradas do lado de fora das janelas, os entregadores, carteiros, prestadores de serviço, lixeiros, tudo funciona e caminha sobre as águas.
Aqui os nativos não são obesos, para ir a qualquer lugar, fazer compras, escola ou ir trabalhar, tem que caminhar muito, subir e descer pontes, a vida é a pé.
Ruas, becos, sottopasso, vielas, todos tem nomes e histórias. Um bom mapa ajuda a achar o caminho de volta. Existem muitos roteiros: o das pontes, dos castelos, das igrejas, dos museus pra conhecer, reserve pra isso o tempo proporcional à importância que você dá a essas atividades, e não porque os guias dizem que é visita obrigatória.
Depois o resto do seu tempo que dispõe aqui, caminhe sem rumo, sem mapa, sem destino, encontre uma ponte, escolha um banco de praça e viva seus momentos de tranquilidade ao entardecer, saboreie um tiramisù - um doce de café cujo nome quer dizer “me levanta”- às margens do grande canal, ande por onde vivem os nativos, vá às restaurantes dos locais, você comerá bem e num preço bem honesto.
Em Veneza o sorriso é coisa fácil, todos parecem felizes, se vê casais enamorados por todos os lados, deve ser a cidade mais procurada para lua de mel.
Mas se estiver só, não se preocupe a cidade tem muito para oferecer . Eu por exemplo, fico horas observando as pessoas passarem, seus sotaques, a dança dos gondoleiros equilibrando-se ao remar de um lado só.
E por falar em gôndolas naturalmente, o passeio de gôndolas é o ápice, se é pagar mico de turista, pague (não é barato), a cidade de dentro d’água é ainda mais linda e romântica, e ir a Veneza e não andar de gôndola é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa.
A vida aqui pode ser tranquila, não tem roubo (esqueci meu guia num comércio, voltei pra buscar depois de horas e estava no mesmo lugar que deixei ), nem violência.
Para a costumar com tanto turista, é só fazer como os venezianos criar uma vida paralela, com seu dialeto, com seus segredos e particularidades, como as crianças de patinetes, os jovens com ares de proprietários do pedaço, protegendo-se de tanta gente.
Mas não se ofenda, turista, a cidade vive do turismo e tem plena consciência disso, farão você se sentir muito bem acolhido. Para pedir informação, se você falar italiano, é um momento de diversão, principalmente se tiverem mais de dois nativos, eles vão ficar dissertando qual o melhor caminho e como chegar lá, um tentará convencer o outro que do seu jeito é melhor.
Nisso já está pensando que esqueceram de você, mas não se preocupe chegarão a um acordo e depois com um sorriso explicarão como chegar aonde quer ir. Mas não diga o que planeja fazer, senão a conversa não terá fim.
De um modo geral no comércio encontrará gente bem informada e que falam muitas línguas, menos o português é claro. Mas sabem muitas coisas sobre o Brasil, além do futebol é claro.
Se é caro? Não mais caro que Roma ou Florença. Se é turística?  Sim tem centenas deles caminhando pelas ruas, nas gôndolas e nos pontos turísticos. Mas saindo do lugar comum pode encontrar cantinhos agradáveis, ângulos perfeitos como num cartão postal.
Se chove, não mais que o lugar onde moro (Angra dos Reis) na primavera, se tem mal cheiro para ser sincera não senti nada mais que o odor das algas na maré baixa.
Os passeios pelas ilhas vizinhas como Murano, famosa pelos trabalhos em vidros, Burano uma ilha de pescadores e ainda Lido de Venezia que são as praias e onde acontece o Festival de Cinema e a Bienal, valem à pena fazer todos se tiver tempo, e basta meia jornada, pra cada um, para conhecê-lo.
Minha máscara já esta reservada para uma próxima viagem que será no inverno para o carnaval veneziano.
Veneza é um lugar para se perder e assim descobrir suas belezas, no labirinto dos seus canais, no charme do seu passado.

Como chegar: De avião tem um aeroporto perto, no continente, que oferece um serviço de transporte marítimo a um preço de 6,50 euros até Veneza – se tiver mais que uma mala por pessoa costumam cobrar o dobro.
De trem: tem linhas de todas as grandes cidades italianas, a Estação Santa Lucia de Venezia é dentro da ilha é só caminhar para onde quiser ir. Os serviços de transporte marítimos, são eficientes, tem muitas paradas com as informações do horário e as rotas. De carro pode deixar no estacionamento depois da ponte, já na primeira ilha, também com preço mais alto do que se deixar no continente e pegar um ônibus (1,30 euros) para ir até Veneza que são 20 minutos no máximo. Todos os bilhetes, de barco ou ônibus podem ser comprados nas bilheterias da Piazza Roma ou nas tabacarias.
Se organize e compre antes, lembre-se de validar antes de entrar, se deixar pra comprar já dentro do veículo custa mais caro. Taxiboat para o aeroporto custa em torno de 50 euros por pessoa.

Dica: Leve pouca bagagem, mala de rodinhas de preferência; lembre-se que não existe carro nas ilhas, você terá que carregar sua bagagem pra cima e pra baixo (existe um serviço de carregador – negocie o preço antes, mas será sempre caro - mínimo de 30 euros dependendo da distância).
Leve sapatos confortáveis para as horas de caminhadas e roupa adequada para a época do ano que for viajar.
Lembre-se que de novembro a abril parte da cidade fica inundada por poucas horas alguns dias por causa das grandes marés de lua. Assim como também acontece em Paraty no Brasil.
Se couber no seu bolso, fique hospedado em Veneza para não ter o limite dos horários dos transportes para a volta; senão têm outras centenas de opções, no continente, Mestre, Fusina, Padova, Vicenza. Todos esses lugares tem acesso fácil, diariamente e perto para as ilhas.
Existem muitos guias bons sobre Veneza, estude os mapas e site da cidade. Qualquer outra dica pode escrever para a coluna Prazer em conhecer.